Aldous Huxley estava certo, não George Orwell

.
Algumas considerações importantes
O livro “Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business“, do educador norte-americano Neil Postman (1931-2003) foi publicado a primeira vez em 1985, e fala basicamente da televisão, segundo o autor, a droga do prazer, ou SOMA, sob um ponto de vista comparativo dos universos “orwelliano” a partir da obra 1984
; e “huxleyano (ou huxleano)”, do Admirável Mundo Novo
.
Dos seus livros em português (tanto de lá como de cá), temos somente o “Fim da Educação (The End of Education: Redefining the Value of School)” e “Tecnopolia (Technopoly: the Surrender of Culture to Technology). Mas na Amazon você encontra todos eles, em inglês off course.
Controle em Gestão de Projetos
Quando o assunto é gestão de projetos, muitas pessoas vão te dizer que entendem, que sabem o básico, ou mesmo que não precisam disso. Aliás, essas são as que mais existem.
.

.
Uma das causas para essa reação é relacionada ao conceito de controle. Leia mais…
Manual do Espião S01E09
Quando um espião é demitido, ele não recebe uma carta do departamento de recursos humanos. Ele é deixado de fora, ou seja, é “queimado”. Como não podem acabar com as suas habilidades, retiram os recursos de que ele precisa para trabalhar.
Essa é a premissa de Burn Notice, um seriado norte americano de 2007, estrelado por Jeffrey Donovan.
Agora vamos à lição número 9 de como se tornar um espião:
Livros eletrônicos podem ser do mal
Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante os cientistas desenvolveram uma tecnologia chamada e-ink, ou tinta eletrônica, e a partir dela, o mercado editorial galático foi abalado com a hipótese de que os livros tradicionais, feitos de papel e prensados da mesma forma desde 1450, perdessem lugar para os modernos leitores digitais.
De menor consumo de bateria, eles tinham a capacidade de armazenar em um disco de memória menor que uma unha, a mesma quantidade de livros que são guardados hoje em salas enormes, com a vantagem de não precisarem ser limpos de tempos em tempos, ou mesmo aquelas luvas cirúrgicas para manuseio (no caso de livros raros).
.
.
Mas ao contrário do que se supunha, o cérebro positrônico desses leitores não estava completo, com algumas variações na primeira lei, e que sem saber, foram se infiltrando nos lares e escolas, esperando o momento em que serão ativados, tornando a humanidade refém de seus princípios.
Esse plot, por mais improvável que possa parecer, se tornou nossa realidade a partir do lançamento do Kindle, criado pela empresa americana Amazon em 2007, e mais recente, com o iPad
da Apple (em janeiro de 2010), e de um dia para o outro, as pessoas supõem que os livros tradicionais de papel vão simplesmente ser extintos.
Bom, a matéria prima básica vai ser extinta, mas não sei quando.
Em nossa realidade brasileira, essa premissa é mais absurda ainda, já que antes de nos preocupamos sobre o “como” as pessoas vão ler, pensamos mesmo sobre o “se” ou “quando” as pessoas vão ler.
É claro que esse futuro é inevitável, mas da mesma forma em que Hari Seldon previu a colônia nascente de “mentálicos”, tudo isso pode demorar anos.
Enquanto esse futuro não chega, além desses aparelhos citados, existem tantos outros, com mais recursos para quem precisa de mais, ou extremamente simples, onde o foco é somente a leitura. E cabe a nós consumidores escolhermos aquele que melhor se adapte, testar possibilidades e formatos /mensagem subliminar on/ *epub* /off/ e aproveitar essas inovações.
Calando a boca do “calaboca”
Anti-intelectualismo é uma palavra grande, não é? Você sabe o que ela significa? Então senta aí que o tio explica…
Em poucas palavras, sabemos que a evolução nos estudos é inversamente proporcional à quantidade de pessoas matriculadas a cada ano. Isso significa que com o passar do tempo, temos cada vez menos pessoas especialistas em determinados assuntos, e por isso, essa minoria muitas vezes acaba sendo hostilizada pela massa dominante.
Lembram-se da Lisa Simpson? Quem não se lembra dela, vegetariana convicta, defensora dos direitos das minorias, feminista ardorosa e exemplarmente estudiosa, apenas 8 anos de idade é a consciência que reina sobre sua família e também sobre Springfield. É mais madura que a grande maioria dos habitantes da cidade e tenta, a cada novo episódio, ajudar todos a seu redor a melhorar suas vidas. Leia mais…






