Mas comemora-se o que mesmo?
Hoje os paulistas não estão trabalhando, mas grande maioria deles também não faz ideia porque estão em casa.
O 9 de Julho é a data cívica mais importante para o Estado. Foi nesse dia em 1932 que as tropas paulistas tentaram, sem sucesso, derrubar o governo do presidente Getúlio Vargas.
Tudo isso porque, como todos hoje já sabem, iria implantar uma ditadura no Brasil. Mas vale relatar também que São Paulo estava incomodada com o fim da política do café-com-leite, quando paulistas e mineiros se revezavam no poder. Inclusive nós é que quebramos esse revezamento, quando da eleição de Júlio Prestes, que nunca chegou ao poder. Tudo isso aconteceu em 1930.
Com o golpe militar que entregou o poder a Getúlio Vargas, o estado mais populoso e mais rico do país sofreu forte intervenção, o que culminou com a guerra civil.
Mas o que realmente queriam os paulistas? Uma nova constituição ou o retorno ao domínio político do país, com ou sem os mineiros? Hoje em dia algumas pessoas dizem inclusive que queríamos se separar do Brasil.
Talvez nunca saberemos a verdadeira história da revolução de 1932, e os 934 mortos (número oficial) naquela ocasião nunca poderão receber as honrarias que merecem.
O evento mais relatado quando se fala de 1932 é a morte de 5 jovens, os MMDCA: Martins, Miragaia, Drausio, Camargo e Alvarenga. Os estudantes foram assassinados quando tentaram invadir a sede da Liga Revolucionária, favorável do regime getulista, em 23 de maio de 1932.
Esse evento serviu para motivar os paulistas a se armarem, e a partir daí, o confronto armado, e tudo o que já sabemos.
Atualmente, os restos mortais dos estudantes estão sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.
Hoje faremos uma pausa em homenagem a todos aqueles que viveram aquele sentimento, mesmo que poucos ainda fazem isso, o significado para o paulista do 9 de julho vai muito além de uma derrota militar ou a versão dos vencedores que ficou para a História.
A revolução marcou o início do processo de democratização em nosso país, por exemplo, com a criação da Justiça Eleitoral (1934) e outras medidas.
Perdemos nas armas, mas ganhamos na pólitica.
Gostou do Post? Leia outros relacionados: