Uma das coisas que aprendi com o micronacionalismo (se você não sabe o que é isso, recomento que leia este artigo) é que ao participarmos de uma, neste caso, simulação de estado-nação com certo tempo de cancha, temos nada ou pouco para contribuir, e a experiência por si só, se torna chata.
Vamos tomar por exemplo a, talvez, maior simulação desse tipo no Brasil, o Sacro Império de Reunião. É uma simulação que data de meados de 1997 e muitos de seus participantes estão lá desde o começo. Então se porventura qualquer pessoa que tome nota e queira participar da brincadeira, já deve saber de antemão o tamanho da bagagem que irá encontrar, ou no meu caso de historiador, o volume de dados a serem estudados.
Claro que a experiência de se criar países de papel é algo extremamente minúsculo em se tratando de internet e do mundo em geral mas, ainda assim, vejo o mesmo problema acontecendo. O problema dessa quantidade enorme de informações e as novas pessoas, nossos filhos por exemplo, sem saber o que fazer com ela.
Convenhamos, nunca antes a humanidade esteve tão conectada entre si, seja consumindo, produzindo ou armazenando informações de todos os tipos, em todos os momentos, sobre tudo.
Literalmente, tudo sobre tudo.
E nas discussões diárias que temos com nossos amigos, neste caso, via twitter, a nossa não-rede social de ocasião, surgiu o questionamento de qual deveria ser o destino de toda a informação gerada por uma pessoa, no momento em que essa pessoa não é capaz mais de gerenciar tudo isso.
Em outras palavras, quando o homo sapiens internecticalensis morre, seus sites, perfis no orkut, conta de email, senha do skype, álbum do flickr e tudo o mais que existir acaba ficando e se outra pesoa não tiver acesso, essa informação ficará online eternamente enquanto durar o backup do servidor.
Dessa forma, penso eu, que mesmo com um tamanho inimaginável de informação existente, a menor parte me é de fato, útil.
Não seria a hora de pensarmos em jogar algumas coisas fora?