A ilusão na política brasileira


PT e PSDB dominam a política brasileira

Já faz tempo que me questiono sobre saber utilizar a tão falada “liberdade” que a Democracia nos trouxe. Questiono com base nos exemplos de insanidades que cometemos com o salvatério de que somos um país livre. Confundem liberdade com libertinagem (clichê famoso).

Mas o que quero questionar agora é sobre o panorama político que envolve os partidos. Apesar de termos uma grande relação de partidos políticos, somos, na verdade, utilizamos um regime de bipartidarismo.

Ou você considera siglas como PCO, PSOL, PSTU e outros como partidos?

E o interessante é que isso acontece desde sempre. Desde os idos do Império, quando a política se dividia em Conservadores e Liberais. Mas então você pode dizer: “Mas aquilo era Império, não conta!”. Ok, vamos adiante.

Proclamada a República, fomos avançando nossa democracia aos trancos e barrancos. Na República Velha a divisão política era resolvida com um bom café com leite, literalmente! Paulistas e Mineiros se revezam no poder com o partido Republicano.

Teve um momento de nossa história que nosso bipartidarismo era real e operante. Durante a ditadura (1964-1984), ARENA e MDB eram as forças políticas da época. Enquanto isso, os militares abriam estradas (e contribuíam para o aumento da nossa dívida pública). Inclusive, somente como curiosidade, isso é a primeira coisa que aprendemos quando somos crianças. “Para que serve o exército? Para construir pontes e estradas!”

Mas eis que surge então, da cabeça de alguns poucos políticos privilegiados e da mobilização popular (papel apenas coadjuvante), a nova República. O movimento das Diretas Já mobiliza milhões e enfim a democracia é instalada no Brasil.

Isso significa pluripartidarismo? De jeito nenhum. Atualmente somos arrostados pelos trabalhadores do PT e os sociais-democratas do PSDB. Partidos vem e vão, e de vez em quando jogam todas as siglas em um balaio, misturam e retiram algum novo, tudo em nome da unidade.

Pluripartidarismo mesmo eu nunca vi, só ouço falar.

Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.

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Um comentário sobre “A ilusão na política brasileira”

  1. thiago disse:

    o texto mostra-nos uma deturpação exacerbada a respeito do poderio da política brasileira que deliberou de forma distorcida o padrão da ética e da moral.enquanto estiver pessoas incompetentes no poder publico brasileiro, haverá a improbidade administrativa.

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