A singularidade está próxima

computador vs. cérebro humano

Pelo menos é o que afirma o inventor e futurista norteamericano Raymond “Ray” Kurzweil.

Ele prevê, por exemplo, a vitória da ciência sobre as doenças entre 2030 e 2040 e que, a partir daí, começaremos a ser imortais. E mais: que os computadores superarão a inteligência humana.

Seus livros estão entre os mais vendidos, e falam dentre outros assuntos, da evolução e integração homem-máquina e sua provável evolução futura e, como os humanos transcenderão a biologia – assunto do seu livro “The Singularity Is Near”, publicado em 2005.

As previsões (sic) feitas neste livro são centralizadas em quatro pilares, sendo:

1. Um ponto tecnológico-evolutivo conhecido como “singularidade” existe como uma meta viável para as pessoas.

2. Através da lei de aceleração, a tecnologia avança para este ponto em escala exponencial.

3. O cérebro humano poderá ser quantificada em termos tecnológicos que poderão ser construídos logo.

4. A medicina avança de maneira que sua geração (baby boomers) poderá viver tempo suficiente para que o processamento tecnológico cruze e ultrapasse o processamento cerebral.

ray-kurzweil

Em termos práticos, isso significa que o envelhecimento e a poluição humanas serão revertidos; a fome mundial será resolvida; nossos corpos e ambientes transformados pela nanotecnologia para superar as limitações da biologia, incluindo a morte; e virtualmente qualquer produto físico poderá ser criado tão somente a partir da informação.

Claro que tem muita coisa que é mero exercício filosófico, mas se pararmos para observar como as pessoas se relacionam hoje em dia, entre si e com as máquinas; como a comunicação é reinventada, somos obrigados a concordar com a maior parte do que está previsto elo autor.

Também é importante lembrar que o singularismo defendido aqui não é aquele massificado, imposto pelas regras e costumes sociais – trabalhar de 8 a 10 horas por dia, voltar pra casa exausto, ver a novela, dar boa noite ao Bonner e se preparar para repetir tudo de novo amanhã – ou seja, como algo alienante.

Mas a singularidade essencial, capaz de prover novos valores, teorias, instrumentos de produção, filosofias, artes, enfim, uma nova maneira de existir diante do mundo, consequentemente, olhar para si mesmo.

Imagine um mundo em que as diferenças entre o ser humano e a máquina se enevoam, a linha entre a humanidade e a tecnologia se apaga e no qual a alma e o circuito eletrônico de sílica se unem. Não se trata de ficção científica.

É a realidade.

Uma ideia sobre “A singularidade está próxima

  1. Shum

    Quero ver se pego esse livro pra ler, pretendo estudar e entrar em uma faculdade de mecatrônica, de preferência que tenha um centro de nanotecnologia como a USP

    Responder

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