Muito se fala hoje em dia, desse apanhado de coisas em torno da internet, e o que vai ficar para o futuro, em relação aos usos e costumes que estamos habituados. É muito clara, até por questões biológicas, que tudo o que existe hoje é o que vai ser o padrão nos próximos anos (e também porque ninguém vive para sempre, bom, ninguém menos o Niemeyer).
Até mesmo, repito a máxima que tem se adotado nas últimas semanas, que é o conceito do “eu sou a lenda”. Basicamente: o que é fato verdadeiro e o que é conto de fadas?
Claro que cada vez mais, toda a cultura da internet que conhecemos ocupa o espaço “daquilo que é real” em contrapartida à quem não está em volta dela, a cultura off-line, que neste conceito assume o papel “daquilo que é lendário”.
Não é espantoso de se afirmar, ou mesmo descobrir qual é a identidade cultural do Vivendocidade, ou mesmo de seus autores e convidados. Nós somos imigrantes digitais, nascidos antes da internet e da mesma forma, a maior parte de nossos leitores também o são. E temos orgulho disso.
É errado assumir que as redes sociais criam relacionamentos fracos e sem substância? Ou mesmo aquele vídeo que teve zilhões de visualizações não passa de dois irmãos cantando mal? Para nossa alegria, esse questionamento está cada vez mais em nossos cadernos, e de certa forma, nos atrapalham (os autores do site) de pesquisar coisas novas, ou mesmo escrever sobre isso.
Hoje existe um conceito chamado TLDR (too long; didn’t read / muito longo; não li), que é usado para mostrar que o leitor não leu o texto todo, uma vez que ele é excessivamente longo.
Quer dizer, o que é “legal” ou “da moda” é o conceito de foto engraçado-bizarra e no máximo, uma frase que a explica. Isso somado à teoria do muito, imaginem.
Sinceramente, me recuso a aceitar que a comunicação será desse jeito.
Achei muito interessante o assunto. Estava fazendo uma pesquisa de filosofia cujo tema é “A Cultura da Internet” e vi que nao existem muito conteudo sobre esse tema.