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Se você é um mochileiro, e ainda não escolheu para onde ir, não vá para Luanda. A não ser que tenha uma boa reserva de ouro para gastar nas coisas básicas que a cidade oferece, como moradia e alimentação.
Pelo menos é o que a Mercer afirma, ao divulgar o ranking 2010 de custo de vida em padrões de consumo, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento dos executivos expatriados.
E o que significa isso? Além da desvalorização do dólar americano de forma geral, as empresas estão buscando novos mercados para se estabelecerem, levando em conta o valor da mão de obra, tributação local, e devido à realização da Copa do Mundo em solo africano, voltaram os olhos para aquele continente.
Além da capital angolana, as cidades africanas de Libreville (Gabão), Niamey (Niger), Dakar (Senegal), Bangui (República Centro Afriana), Douala (Camarões), Abidjan (Costa do Marfim) e Brazzaville (Congo) estão entre as 50 primeiras da lista, e além do já falado, é um fato curioso.
É curioso porque se somarmos a riqueza desses países, é possível que elas não sejam nem parecidas com o faturamento anual de algumas das empresas que estão chegando, então temos uma situação de tensão.
O jovem africano então, sai de sua vila e caminha alguns quilômetros até a cidade. No meio do caminho tem que fugir do leão, desviar dos paraquedas com o monte de ajuda humanitária que simplesmente cai do céu, enquanto se alimenta de um saboroso biscoito de água e lama. Delícia!
Depois de trabalhar o dia todo, passa no caixa e recebe um botão, um parafuso velho e 25 centavos de salário, enquanto Bola de Neve e Napoleão
ficam cada vez mais obesos…
É como dizem por aí, “todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que outros“…
As únicas cidades brasileiras entre o Top 50 estão em 21ª (São Paulo) e 29ª (Rio de Janeiro). Aproveite para ver a lista completa, no site da Mercer.
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