Atitudes essenciais para a boa convivência em grandes centros
Quando se mora em grandes centros, onde a vida é bastante complicada, para quase qualquer coisa que se queira fazer, é essencial que sejamos pessoas “descoladas”.
Quem vive em São Paulo, por exemplo, sofre bastante com o transporte público (apesar deste ter apresentado uma sensível melhora nos últimos anos) e com filas para muitas coisas: bancos, lanchonetes, cinemas, posto de gasolina, locais para lavar carro, órgãos públicos em geral, etc.
Vamos destacar aqui duas situações determinantes para atrasar a vida das pessoas. E lembrem-se: qualquer 5 minutos de atraso, podem representar mais de 30 minutos ao final de sua demanda.
A primeira é o fato de muitos colegas trabalhadores passarem de 30 a 40 minutos esperando ônibus, que não respeitam seus horários e também não conseguem cumpri-los, por conta do transito excessivo da cidade (e outros problemas). Algumas pessoas, enquanto esperam, devem pensar em mil coisas e conversar sobre diversos assuntos, mas são incapazes de separar o dinheiro da passagem ou mesmo pegar o cartão do ônibus.
Quando embarcam, “descansam” suas bolsas e mochilas na catraca e ficam procurando o dinheiro/cartão. Porque cargas d’água não fazem isso enquanto estão esperando?
Outra situação acontece nas filas de de lanchonetes, conhecidas como “fast food”. Alguém sabe o que significa fast food? A tradução literal, segundo o google é “comida pronta”. É fácil de entender. Se é comida pronta, é só chegar e pegar o que se quer comer, correto? Errado.
As pessoas passam de 5 a 10 minutos na fila e quando chegam no caixa não sabem o que pedir, ou ainda não se decidiram. Como se as opções fossem inúmeras e os sabores idem. É muito simples comprar em fast food, para quem tem um mínimo de discernimento.
O diálogo ilustra bem o que é esse “momento de fúria”:
Cliente: “Boa tarde, eu quero o número 1 com guaraná!”
Atendente: (após registrar o pedido) “Qual seria o refrigerante?”
Enquanto esperamos o ônibus, é fácil deixar o dinheiro/cartão sempre à mão. Não tenha medo de ser assaltado. E ao chegar a uma lanchonete, saiba de antemão o que quer comer. Se tiver dúvida, vá para casa e frite um ovo.
Atitudes simples que vão economizar seu tempo, simplificar sua vida e por que não, ampliar seus dias de passagem por estas terras.
Photo “You Are Wrong” by Danny Hammontree
Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.
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