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bas nôite cumpade!
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Com o avanço da campanha eleitoral pude perceber que nossa democracia sofre, na melhor das hipóteses, de uma crise de identidade.
Vislumbrando o cenário político, podemos tentar aquarelar para o nobre leitor um Brasil “ao pé-da-letra”.
Tirando os anos conturbados do Sarney e a pataquada do Collor, com posterior discrição do Itamar Franco, tivemos 8 anos de governo PSDB e agora 8 anos com o governo do PT. E se continuar assim teremos mais 4 ou 8 anos de PT ou PSDB, não necessariamente nessa ordem. Uma alternância ditatorial no poder. Principalmente porque considero PT e PSDB uma coisa só, “farinha do mesmo saco”, como costumeiramente dizemos lá o interior.
Será que isso é mesmo o exercício da democracia e da liberdade? Algumas coisas mudaram em nosso país, mas a ditadura continua e parece não ter prazo para acabar.
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“bas nôite cumpade!” é uma foto de Eliel Freitas Jr.
Estivemos presentes na apresentação do protótipo do PedalUSP, sistema de empréstimo de bicicletas que será implantado no campus do Butantã.
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O projeto, parecido com o sistema que já funciona na França, tem por objetivo o estímulo ao exercício físico, mas também o transporte entre os prédios do campus, como por exemplo o Hospital Universitário, o Centro de Práticas Esportivas, e o Bandejão Central, que são as áreas de maior trânsito da comunidade usp.
No geral, estamos bastante empolgados com o projeto e esperamos agora a possibilidade de testar efetivamente (ou mesmo se meu fôlego vai aguentar as pedaladas).
De forma simples, ao liberar a bicicleta, o usuário terá uma hora para sua utilização, podendo devolver no mesmo local de empréstimo, ou mesmo em qualquer outra estação, consequentemente, deve ser próxima ao seu destino.
Juntamente com a apresentação do projeto, respondemos a uma pesquisa de opinião para determinar quais os pontos dentro do campus possuem mais demanda para a instalação das estações.
Sobre as linhas internas de ônibus, nada se falou, mas entendemos que uma iniciativa não anula a outra, pois são públicos distintos.
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Seguem algumas fotos:
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Parando para pensar no episódio anterior e na situação, que nem se encaixa direito em nosso país, será que o Brasil é uma ideia? E quem seriam os traidores de nosso país?
O personagem da série se mostrou com um patriotismo muito genuíno, que talvez tenhamos grandes dificuldades para entender ou exercer, porque muitas vezes penso que, fora em períodos de Copa do Mundo, não existe uma cultura de admiração ao país. Mais do que isso, uma cultura de respeito e reverência.
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Desculpe o nobre leitor se não consigo expressar devidamente a ideia, porque é exatamente isso. Não conhecemos esse sentimento.
O que é um país? O que é a liberdade e a democracia? Somos brasileiros, será que sabemos responder a essas perguntas?
Eu queria entender que o meu país é uma ideia e tento transmitir isso ao meu filho. É uma batalha solitária, reconheço. Mas sempre que possível, converso com ele sobre patriotismo. Nunca deixo passar em branco um dia de Tiradentes, ou o dia da Bandeira por exemplo.
Só sei que no fim das contas o sentimento é de confusão, por não entender ou sentir o que aquele personagem fez tão bem numa obra de ficção. Mas nós vivemos a realidade e por isso mesmo é que o sentimento é tão ruim.
Nosso país é uma ideia?
O longínquo estado do Amapá, território federal de 1943 a 1988, é para o pessoal do “Sul” uma incógnita. Com a melhor preservação da natureza, tem 90% de seu território coberto pela floresta amazônica, e nossa próxima parada na Viagem pelos Estados, é também o estado que, proporcionalmente, mais cresce em população.
E justamente na área ambiental que se destaca, abrigando desde 2002, o maior parque florestal do mundo: o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, com 3,8 milhões de hectares, semelhante ao estado do Rio de Janeiro e maior que a Bélgica.

É lá que está também a maior pororoca do litoral brasileiro, que é o encontro da água do mar com a água do rio. Esse fenômeno provoca ondas de até 4 metros de altura e pode se mover por mais de 1 hora continente adentro, derrubando árvores de grande porte e modificando o leito dos rios menores. Leia mais…
Assistindo a um episódio de minha série de TV predileta, vi a dedicação de um funcionário público que investigava, a pedido de uma amiga, se o avô dela teria ou não sido um espião.
No episódio em questão, o tal funcionário tenta com que esse cara receba o perdão “oficial” do Estado e acaba descobrindo que de fato ele foi um espião no passado. Que teria passado informações estratégicas ao “inimigo”.
Quando questionado, esse funcionário público se mostra visivelmente abalado, e sua intenção é falar de sua descoberta para todo mundo, que o avô de sua amiga era mesmo um espião, que não merecia nosso respeito, etc.
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A espionagem teria acontecido nos anos 1950 e sua colega, durante o bate papo, tenta jogar a ideia de que são somente papeis e que isso tinha acontecido há muito tempo. Foi então que ele solta a frase que foi objeto desse devaneio:
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“Esse país é uma ideia. Uma ideia que iluminou o mundo por dois séculos”
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Completa dizendo que não se trata apenas de uma traição àqueles que estavam vivos, mas também aos que lutaram e morreram por esse ideal.
Será que o sentimento demonstrado nessa cena é de fácil entendimento para nós, brasileiros?
Semana que vem vamos discutir esse patriotismo genuíno, e o que leva as pessoas a defenderem com unhas e dentes conceitos abstratos de “liberdade” e “democracia” e similares
Não perca!