Outro dia, publicamos um artigo muito interessante sobre Deus e Ciência, chamado “Por que Deus de temos Ciência”. Hoje vamos falar sobre o mesmo assunto, mas olhando de forma contrária, pois se o mundo caminha a passos largos para a Era de Aquário, cura da AIDS e conquista espacial, porque então as pessoas lotam as casas de oração, fecham estádios de futebol e até mesmo matam em nome de uma fé, mitologia, ou mesmo “deus”?

Independente do que se acredita, existe um quase consenso de que o que nos torna diferentes dos outros terráqueos, é a capacidade de pensar sobre si mesmo (isso e o movimento de pinça realizado entre o polegar e o indicador). Essa capacidade nos ajudou a sobreviver às eras glaciais, construir ferramentas melhores, descobrir a agricultura, grandes navegações e o que mais quisermos colocar na conta.
Outro dia estávamos conversando sobre como nosso namoro começou. Claro que era uma forma dos nossos amigos nos colocarem numa situação desconfortável, ou que nos deixasse com vergonha. Sim, dentro das máscaras que nos cobrem diariamente, somos pessoas tímidas, emotivas e que precisam de carinho.
Enfim, colocar em palavras algo que até então só se havia sentido foi interessante, porque nos conhecemos há mais de cinco anos, passamos por altos e baixos, afastamentos e aproximações e somente agora que decidimos nos dar uma chance. Uma segunda chance.
É interessante que depois de pensar nisso, entendo que se fosse de alguma forma diferente, não seria tão bom. Não seríamos nós, basicamente.

Hoje depois de muitas semanas, não consigo imaginar o futuro sozinho, sem poder abrir os olhos pela manhã e não vê-lá dormindo ao meu lado, ou se preocupando se vou esperar muito enquanto estuda ou faz alguma prova.
Ela sabe que vou esperar sempre, com aquele sorriso que esconde todas as dores.
Vez ou outra as pessoas me perguntam sobre relacionamentos, temos até uma área aqui no site para responder às dúvidas das pessoas, mas depois de anos, a única resposta que tenho é que a coisa só funciona quando passamos a pensar na outra pessoa antes de pensarmos em nós mesmos.
Feito isso, você encontrou o amor da sua vida.
Quando a internet se tornou popular, há mais ou menos 328 anos atrás, os sites eram assim:

Basicamente, não pensávamos em montar sites que fossem úteis ou que atendessem a um objetivo definido, nos preocupando apenas em colocar o máximo de função no mesmo lugar, já que era difícil saber onde procurar as coisas.
Eu mesmo fiz alguns sites assim, com aquela musiquinha sem vergonha no fundo e dozenas de janelas piscando. Era a moda e eu seguia a tendência.
Só que com o passar dos anos, principalmente inspirados pelo lado negro – apple like – de ser, descobrimos que é possível unir função a design, e redescobrimos o fogo.
Tudo bem que essa afirmação é correta, mas como o menino Juquinha que espia sua vizinha no banho, passamos a pensar somente em beleza e simplicidade, esquecendo-nos muitas vezes da função, método e processo.
Nunca me esqueço das aulas de processamento de dados no falecido curso técnico, onde quando não estávamos programando em Clipper, o professor nos fazia repetir o mantra:
Sites têm que ter fundo branco e letras pretas. Se quer destacar algo, coloque em vermelho.
De qualquer forma, não tenho a pretensão de ser o próximo Jony Ive, verdadeiro gênio do Design Industrial, mas posso de alguma maneira tentar juntar os ingredientes para atingir as metas, mesmo que o resultado não seja, necessariamente, bonito.