Hoje mais cedo, meu amigo e muso inspirador Alessandro Martins postou um texto intitulado “Geração Bolacha Receada“, onde são feitas, como numa receita de doce, comparações acerca do pessoal que nasceu nos fins dos anos de 1970.

É claro que você precisa parar sua leitura por aqui, visitar o Livros e Afins e ler seu artigo, para depois voltar.
O Brasil está há muito tempo, em uma verdadeira guerra civil, mas não uma guerra como as que conhecemos, com lados organizados, e motivos bem definidos. Vivemos numa guerra de vários temas, contra a violência, contra as drogas, contra a exploração do sexo, e muitas outras ao mesmo tempo.

Enquanto este texto é escrito, grupos da morte estão em ação no interior do país, fazendeiros que na ânsia de terem mais dinheiro e poder matam sem dó militantes em prol dos direitos humanos; padres e freiras que denunciam casos de trabalho escravo, a derrubada da floresta e tantos outros crimes.
É como dizem, o modo de vida moderno incentivou as pessoas a quererem ter tudo, fazendo o mínimo possível para isso, em um complexo esquema de vida fácil, sombra e água fresca.

Fazendo uma analogia com o artigo How to Destroy a Culture in 5 Easy Steps, Joe Carter nos explica como uma sequência de etapas simples podem criar uma “janela” dentro da mente das pessoas, e através dela expor um discurso sério e totalmente liberto de -ismos:
Imagine, de maneira simples, que você está no meio de uma estrada. Em ambos os lados estão ações e decisões extremas para qualquer questão política. Ao longo desta estrada estão todas as opções políticas. A essência dessa simulação indica que é possível apenas uma escolha por vez. Independente de quão radical seja, somente alguma dentro dessa estrada tem um grau elevado de sucesso.
Esse modelo, criado nos anos de 1990 por Joseph P. Overton, foi pensado originalmente para as questões de aquecimento global, e de maneira simples, estabelece que qualquer ato pode ser delineado como: Impensável, Radical, Aceitável, Sensibilizado e Regulado. Quando a discussão evolui, dentro do conceito deste modelo, temos a criação daquilo que e normal, ou comum.