Desde sempre, as pessoas se pegam imaginando como vai ser o futuro. Já nos tempos da Rainha Vitória e do pai da ficção científica Júlio Verne, extrapolamos nossos pensamentos em direção ao futuro como se somente ele importasse, ao mesmo tempo em que nos esquecemos sistematicamente do nosso passado.
Nas grandes cidades, São Paulo por exemplo, é comum ouvir as pessoas falando que isto ou aquilo é velho, antigo. Isso em meio ao som dos tratores carregando entulho dos prédios para dar lugar ao que há de mais moderno na engenharia do século (retrasado).
Um exemplo claro disso é a dificuldade que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tem em tombar nosso patrimônio, em associação ao mercado imobiliário, em contrapartida à não preservação do respectivo cuidador (o termo proprietário me parece descabido aqui).

Sobre este problema o historiador francês Jacques Le Goff, em seu livro História e Memória (1988) afirma que existem certas dualidades que foram utilizadas para conceber a história, construí-la e interpretá-la; por exemplo, Antigo/Moderno, Passado/Presente, Progresso/Reação.
É um livro que recomendamos sua leitura, mesmo entre aqueles que não são da área e essa introdução toda serve apenas para apresentar um conceito, mais um, para previsão do futuro.
Dessa vez, somos apresentados ao conceito de cubo, onde cada face representa uma pergunta ou condição, a saber: vontade das pessoas, atendimento às necessidades, viabilidade, legislação, tempo e explicação.
O conceito foi proposto pelo pesquisador emérito da IBM e pioneiro na computação brasileira Jean Paul Jacob, que acredita no desaparecimento dos computadores para os próximos anos. Para ele, a computação será cada vez mais invisível, e a internet se transformará em uma utilidade pública, tal qual eletricidade, e outras.
Claro que ninguém é capaz de saber ao certo o que vai acontecer, entretanto a literatura científica tem sido utilizada como matéria prima para a maioria das invenções do ser humano (a comparação entre o comunicador utilizado pelos tripulantes da Enterprise em Star Trek e o telefone móvel é inevitável), resta saber se os cientistas estão se inspirando nos autores certos.
Em relação ao Cubo de Jacob, existe alguma semelhança com o Cubo Cósmico da Marvel, e objeto de desejo do Caveira Vermelha no filme Capitão América?
Enquanto as pessoas não decidem se gostam mais do Facebook ou se vão migrar para o Google+, sinta-se a vontade de adicionar nosso perfil aos seus Círculos.
Vamos bater um papo, descobrir os bastidores do site, a vida, o universo e tudo o mais.
Em uma tentativa sem sentido de associar assuntos em que somos especialistas (e com isso escrever os melhores posts do mundo para este site #modesto), consegui listar coisas como cinema, quadrinhos, nerds, a vida, o universo e tudo mais er… enfim, como escrevemos sobre idas e vindas da sociologia, resolvi dar um jeito de juntar tudo isso de novo.
Fazendo uma busca no meu HD mental, existe um quadrinho genial que trata justamente do cotidiano, no caso a realidade de seu próprio autor, Harvey Pekar, ao apresentar fatos tragicômicos em volta dos problemas mundanos e as suas frustrações, adaptados da forma mais precisa possível para os quadrinhos.