É de praxe, você adquire algum produto, e a primeira coisa que quer fazer é desempacotar, ligá-lo (se for o caso) e já sair usando, like a boss…
Só que nesse processo, nos esquecemos do item mais importante da cadeia evolutiva da salsinhas, a leitura do manual de instruções. Sim, aquele amontoado de papel com letras pequenas e chatas que a maioria de nós ignora pode nos ajudar a resolver alguns dos problemas mais comuns ao usarmos nossos brinquedos.

Claro que o jeito Apple de ser tornou tudo o mais fácil possível, com poucos cliques você consegue instalar um sistema operacional completo e sair usando ou mesmo o iPhone, que é capaz de fazer café e assar pão tendo apenas um único botão, a famosa tecla Boom!™ da minha mãe (oi mãe!).
Entretanto, como aspecto secundário dessa facilidade infinita, tempos a preguiça infinita das pessoas, que de posse de tudo o que precisam, não veem mais a necessidade de enfrentar o mundo em busca daquela informação. O próprio diretor do jornal New York Times já disse isso!
O que acontece então? Passamos a consultar o Manuel (trocadilho infame, sorry), que geralmente é nosso sobrinho de 12 anos, aquele amigo japonês que passou em primeiro no vestibular para geek, ou mesmo nossos filhos. Aqui no site nós já tivemos uma amostra de como esse processo funciona na “doce missão de aprender com os filhos“.
E quando você é o amigo japa-nerd que todos procuram? Em termos simples, ajudar ou não ajudar. Claro que a sociedade colaborativa vai te obrigar a ajudar o máximo possível, e de fato é muito gratificante esse processo, vide o sucesso dos inúmeros fóruns de tecnologia que existem por aí, ou mesmo o movimento hacker do bem.
Por outro lado, corremos o risco de arrumarmos um encosto, que te exige sempre que resolva as coisas para ele e caso você seja como Chuck Bartowski e trabalhe na rede Nerd Herd, vai te incomodar muito.
Por isso, a solução mais simples nos mostra que ao invés de resolvermos tudo, porque não tentarmos mostrar como se faz? Se seu pai te pergunta como configurar a agenda do celular, não adianta nada você fazer isso para ele, que não aprendeu nada e vai te perguntar a mesma coisa quando precisar da próxima vez.
E sempre leiam o manual!
O Brasil é o país com maior número de crimes contra homossexuais em todo o mundo. Nessa semana um pai foi espancado e perdeu parte de sua orelha, por estar abraçado com seu filho, e foram confundidos como sendo um casal.
Como podemos nos afirmar como um dos países mais democráticos, se não conseguimos manter um direito básico de todo ser humano?
A homossexualidade, a atracão sexual por pessoas do mesmo sexo, independente de regras de convívio social, religioso ou psicológico, não é fator que define o caráter de uma pessoa, ou se ela é menos cidadã do que outra.
Claro que nem todo mundo é simpatizante do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros), afinal de contas, no que diz respeito a sexo, a primeira regra que é um ato privado. Segundo que, juntamente com uma lista quase infinita, essa atracão “fora do usual” nada mais é do que uma parafilia.
Você não precisa saber o que significa essa palavra, mas já olhou sua vizinha sandy pelada sem calcinha tomando banho, se vestiu de mulher, pensou em transar ao ar livre, já participou de chats e o msn do sexo, ou mesma aquela humilde e singela adoração de mulheres de pés bonitos, você é um parafílico, ou aquele que a pratica.
Geralmente, escrevo para as gerações mais novas, mostrando algum aspecto novo dessa geração, a dos nativos digitais, para uma gama de pessoas que nem sempre estão acostumadas com isso, não apenas os mais velhos, mas quem não tem seu cotidiano circulado pelos fatores que a internet ajudou a criar.