Estamos literalmente vivendo um fenômeno, das redes sociais e congêneres. Se antes existiam os blogs onde podíamos colocar nossos pensamentos e vontades, sem nos preocupar muito com o formato, e a partir disso, alguma participação de outras pessoas, que ou por acharem o conteúdo em uma busca orgânica, ou mesmo nossos melhores amigos ou, enfim, de alguma forma seguiam nossos passos e a existência de um debate em torno daquilo, hoje isso é coisa de museu.
Há redes sociais para praticamente tudo o que imaginar, desde avaliação de nossas refeições diárias, os lugares que frequentamos, onde e como podemos descartar nosso lixo reciclável, ou sei lá mais o que. Com um pouco de paciência, e técnicas de pesquisa, temos a certeza que encontramos algo.
Pois é, de tempos em tempos temos a impressão de que tudo o que tínhamos para falar, de certa forma, já foi dito. E ficamos com aquele vazio na boca, quando queremos pronunciar as palavras, mas elas não saem… E nem para eu ter um carrão como o do comercial para me ajudar a falar mais.

Brincadeiras a parte isso ocorre, pasme, mais vezes do que esperamos e todo mundo que trabalha com palavras, de escritores a blogueiros, temos que estar preparados para contornar a situação e conseguir tirar algum proveito dela.
Neste momento, enquanto as francesas comemoram sua classificação frente a Inglaterra para as semifinais da Copa do Mundo na Alemanha, sou obrigado a reconhecer que hoje em dia, é através delas que podemos apreciar o verdadeiro futebol, aquele moleque, jogado com bola de meia na rua.
No mundo machista em que vivemos, muitos eram (e ainda são) contrários à nova modalidade; que lugar de mulher não é no campo; que o esporte é muito bruto; e outras alegações. Por isso mesmo que as coisas acontecem com muito mais dificuldade para elas.
Com a falta de dinheiro, que parece sobrar do lado dos homens, as meninas são obrigadas a mostrar serviço, se preocupando muito mais com o que importa, e menos se vão jogar no super time A, B ou C.
Hoje, enquanto os cabras sofrem para fazer gols na Copa América argentina, temos a melhor jogadora do mundo, e outras que teriam vaga garantida na seleção do Mano e só não as tem por um fator biológico, já que talento, há de sobra.
Enquanto os cabras se preocupam com seus contratos e cortes de cabelo, as meninas vencem os jogos, o preconceito, a falta de apoio, e qualquer barreira que (ainda) existe.
Que sirva de exemplo!