Só porque todo mundo publicou. E também porque gostei.
Nesta segunda feira nós finalmente descobrimos o que rola na cabeça dessa molecada, e ao contrário do consenso popular, não é queijo catupiry, infelizmente.
Isso porque os caras legais da Box1824, amparados com recursos do Itaú, Pepsi e Rede Globo, saíram às ruas do país procurando jovens de 18 a 24 anos a fim de saber quais são seus sonhos. Os resultados, ainda em fase de divulgação, mostram que basicamente, nossa juventude quer mesmo um diploma que possa ser utilizado para arranjar um emprego e, com isso, ter algum dinheiro e morar melhor (55%).
Ao menos é a análise da pesquisadora Carla Mayumi Albertuni, responsável pelo estudo.
Por outro lado, se quisermos mesmo saber qual é o espírito dos anos 10, o estudo mostrou que temos o maior orgulho em sermos brasileiros (89%) e que temos a função social de querer mudar algo (92%), principalmente a reparação de situações como a violência e a corrupção. Nós de fato nos preocupamos com os índices negativos do país com relação à violência (18% das respostas) e corrupção (13%).
Algo interessante que essa pesquisa também mostra, é a falência do sistema de poder “democrático” em vigor, já que não queremos saber de ideologias e partidos, em associação de um dos problemas mais graves (dentre os muitos) apontados, que é a concentração de poder nas mãos de poucas pessoas.
Nós do vivendocidade já falamos um pouco sobre esse assunto em algum lugar do passado no artigo: Para chocar: Marx estava errado!, mas é fato de que todas as pessoas não precisam de alguém para decidir por eles. Tendo as oportunidades certas, é minimamente possível de que nós mesmos decidamos o que nos é melhor.
Essa é a principal conclusão dessa pesquisa em nosso entendimento.
Outro dado importante, é que esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento, ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde seu valor.
É a vitória do conhecimento colaborativo.
Em algum momento os resultados completos serão divulgados no site oficial. Corre lá.
Em algum momento na história da humanidade, quando aquele amontoado de pessoas decidiram quem eram os governados, e quem mandaria na coisa toda, ficou definido também que também poderiam se atrever a investirem recursos em várias áreas, sob a premissa da sua própria necessidade, a fim de prover o melhor serviço.

Dessa forma, cabia ao governo o investimento em telefonia, fornecimento de energia elétrica, tratamento da água, transportes públicos, exploração de recursos naturais, usinagem de minérios e um tanto de áreas que fariam o mais cego abrir os olhos.