Autor: Carlos

Brasil sem Miséria


Ontem durante o Fantástico (ou hoje, quando escrevo este post) a sociedade brasileira tomou nota de mais um programa assistencial do nosso governo, o Brasil Sem Miséria.

20110605-222455.jpg

Na apresentação, na interpretação do ator Caio Blat, vemos o quanto crescemos e como a pobreza nos é prejudicial, vemos que as realidades das cidades e dos interiores (no plural, de um país multi-diversificado) são bem diferentes entre si, com visões únicas e objetivos distintos, etc…

Tudo isso é verdade, não somos malucos de negar o tamanho do Brasil, tanto que publicamos de tempos em tempos uma série chamada “Viagem pelos Estados”, onde tentamos mostrar, em poucas palavras, as realidades que estão distantes de nossos monitores.

O que não nos foi apresentado, por outro lado, é quanto vai nos custar tudo isso. Sim amigos, alguém tem que pagar a conta, e como o brasileiro padrão gosta de já ir arriando as calças…

É a mesma coisa na construção do estádio paulistano para a copa do mundo, cujo orçamento já passa do bilhão de reais, ou quem sabe, na tentativa de aumento dos número de estados da federação.

20110605-222214.jpg

Seja Tapajós ou Carajás, a criança aprende que um bolo ainda vai ter o mesmo tamanho, mesmo que seja cortado em muitas fatias. Mas como o pessoal do vice reino brasiliense estudou na cartilha de Fernando Haddad, este bolo aumenta na mesma proporção da quantidade de fatias.

E a conta está cada vez mais cara, uma vez que só começamos a trabalhar para nós mesmos neste mês, e justamente para pagarmos a segurança privada, a saúde privada, a escola privada…

Nosso país é lindo, mas ô povinho que mora aqui – já contava uma piada dos anos 60.


A arte de jogar as coisas fora


 
 

Uma das coisas que aprendi com o micronacionalismo (se você não sabe o que é isso, recomento que leia este artigo) é que ao participarmos de uma, neste caso, simulação de estado-nação com certo tempo de cancha, temos nada ou pouco para contribuir, e a experiência por si só, se torna chata.

 

cacamba-lixo-entulho

 

Vamos tomar por exemplo a, talvez, maior simulação desse tipo no Brasil, o Sacro Império de Reunião. É uma simulação que data de meados de 1997 e muitos de seus participantes estão lá desde o começo. Então se porventura qualquer pessoa que tome nota e queira participar da brincadeira, já deve saber de antemão o tamanho da bagagem que irá encontrar, ou no meu caso de historiador, o volume de dados a serem estudados.

Leia mais…


Entrevista com o Estagiário


 
 
Roteiro e participação de Murilo Gun. Campanha Fazer Diferente, da Veralana.


No meu primeiro emprego, de estagiário, contava fichas telefônicas.
FICHAS TELEFÔNICAS!