Autor: Carlos

O que fazer quando não se tem tempo?


 
 

Já vi e ouvi muita gente falar, e desejar, que nosso dia tivesse um pouco mais do que às 24 horas, que possuem muitas coisas para fazer, aquele relatório complicado que o chefe pediu não foi terminado e coisas assim.

 

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É absolutamente normal, por incrível que pareça, chegarmos nessa situação, e até mesmo algo bom em nossas carreiras, pois é um efeito colateral de que nós somos capazes de fazer tudo isso, e com um pouco de organização e regra, até mesmo um pouco mais.

Organização é regra, esse é um segredo que nem é tão secreto assim, mesmo que nos esqueçamos dele quase sempre.

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Jar-jar Binks: “Coisa forte essa tal Força”


 
 

Dia desses fui questionado sobre a possibilidade de promoção de um amigo, na qual assumiria a chefia de uma equipe, determinando as metas e estratégias dela, mas acima de tudo, sendo responsabilizado diretamente no caso de um fracasso.

Bom, todo profissional em algum momento de sua carreira se vê nesta situação, e somente alguns são capazes de dar o passo a frente, plenamente seguros e motivados a fazer parte da tomada de decisões da empresa, neste caso, como agentes influenciadores, e não apenas como massa.

 

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Claro que fazer parte da “massa” não é algo a ser censurado, ou mesmo errado. Muitas pessoas se sentem motivadas e satisfeitas ao realizarem tarefas mais simples, ou mesmo repetitivas e até mesmo que não requerem um nível de intelectualidade maior ou mais específico. Não existe nenhum problema nisso.

Mas nosso foco são as outras pessoas, que em algum momento de suas vidas recebem o prêmio de serem líderes.

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Dois minutos de ódio


 
 

Se aproveitando de mais um estouro midiático, este é (mais um) texto sobre a morte de Osama Bin Laden. Mas não falaremos sobre sua pessoa ou crimes, mesmo se sua família é melhor amiga do clã Bush ou não. Isso vocês tratem de ler em outro lugar.

Nosso foco é no que tudo isso representa, principalmente para o lado ocidental do bem, que interrompeu um jogo de baseball para comemorar o falecimento do fulano, ou neste exato momento, promovendo a maior churrascada nunca antes vista na história.

Tudo isso porque supostamente um inimigo militar foi assassinado.

Considerando todas as discussões e comentários impensados enunciados na não-rede social que é o twitter, mais a atitude antagônica da imprensa em buscar ali suas pautas, remetemos a um autor muito controverso, mas de tamanha importância para a humanidade. Eu chamo atenção especial para o conceito de “dois minutos de ódio” que George Orwell retratou no seu famoso livro “1984”.

No livro, o tirano “Big Brother”, dirigia o seu programa diário “Dois minutos de ódio” contra Emmanuel Goldstein, inimigo do povo, conforme trecho da adaptação abaixo:

 

 

Segundo esse conceito, não importa quando (e se) Bin Laden foi morto. Segundo esse conceito, precisamos ter sempre um inimigo permanente na qual despejamos toda nossa insatisfação, a derrota no futebol, a namorada que quer andar descalça de moto, as dores corporais…

No fim das contas, numa sociedade que só pensa em seu próprio umbigo, prazer e satisfação imediata de suas necessidades, é melhor ter alguém que nos diga o que fazer, já que pensar é muito difícil.