Autor: Carlos

Ayrton Senna do Brasil


 
 

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O Brasil precisa de herois, pena que eles se vão cedo demais.

Há exatos 20 anos, Ayrton Senna[bb] terminava o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Interlagos em primeiro lugar, depois de anos tentando, e sempre ficando no quase.

Foi uma corrida complicada, Senna perdeu cinco das seis marchas nas voltas finais, sem contar que na época, esse câmbio era manual. Ainda tinha a rivalidade com Alain Prost, seu maior rival dentro das pistas.

Realmente outra época.

Onde as manhãs de domingo significavam sentar-se na frente da TV com a família, e torcer volta ante volta, até que a bandeira quadriculada tremule, honrando tanto vencedor como vencidos, numa batalha onde não havia perdedores.

O maior legado, entretanto, não foi dentro das pistas, mas com exemplo de vida e conduta, e sobretudo seu caráter e seu método de autoconhecimento:

 

“Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação.”

 

Ou então:

 

“Se você se ferrar cada vez que estiver fazendo o seu trabalho limpo, conforme o sistema, o que você faz? Volta para trás e diz “Obrigado”? De jeito nenhum! Você deve lutar para o que você acha que é certo.”

 

Senna tinha 34 anos quando morreu.


Senhor Fulano, o super homem antropofágico


 
 

Essa semana surgiu um assunto em nossa mesa de trabalho, que gostaria de compartilhar com vocês, a questão da corrupção e afins.

Para aqueles mais antenados, sabemos que esse é um problema já institucionalizado em nossos diversos setores produtivos, e a sensação que temos é de pouca ou nenhuma mudança neste cenário. Como se o correto fosse o errado e quem (ainda) teima pela honestidade, é taxado como diferente e por isso, isolado do grupo social.

 
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Antes que me digam que nosso país foi colonizado por ladrão e prostituta, mesmo que isso seja verdade, e os psicólogos e antropólogos afirmarem que o problema esteja impresso em nossos genes, depois de cinco séculos, não podemos mais usar como desculpa. Sinto muito.

Vamos citar um exemplo prático, com nosso personagem preferido, o Senhor Fulano.

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A social-democracia de Kassab


 
 

Quando a gente estuda um pouco de historiografia, aprende que os principais eventos e movimentações dos peões no tabuleiro mundial tendem a se repetir, seja como tragédia, seja como comédia.

A da vez é a recriação do Partido Social Democrata, através de dissidentes do Democratas, Partido Progressista e outros, em especial nosso querido e amado prefeito, Gilberto Kassab.

 
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Ao contrário do bloco pró-getulista dos anos 50, a social democracia está interessada mesmo em fomentar os programas sociais do governo como forma de alavancagem política, já que não se esqueceu do assistencialismo, citado na prévia do estatuto ao lado da palavra “transição”.

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