Hoje vou escrever bem pouco, e em total concordância com os educadores do nosso Brasil-sil.
Muito se fala sobre a mudança da sala de aula em relação às mudanças mundiais no que se referem à transmissão e manutenção do conhecimento. Claro que essa alteração está posta, e cabe a todos os envolvidos com o processo edudacional em saber utilizar esses novos recursos e principalmente, saber motivar o aluno a fazer parte do todo.
Photo by Kevin Wong
Quase como uma coisa só.
Por outro lado, e esta é a motivação desta nota rápida, o que fazer quando você tem em frente uma turma, no meu caso, profissional e não acadêmica, que ao invés de somar, prefere separar?
De apático, já basta eu.
Como bônus, ainda temos uma avaliação de reação onde o mesmo fulano dá notas negativas em todos os quesitos…
Há salvação?
Certo dia, as pessoas tiveram a brilhante ideia de colocar inúmeras funções àquelas que nossos aparelhos celulares já possuíam, agenda de contatos, rádio, fazer e receber chamadas… Opa, há quanto tempo eu não realizo chamadas no meu smartphone?
Com a convergência digital, deixamos de ter apenas linhas telefônicas móveis para termos verdadeiros centros de mídia e produtividade ao alcança de nossos bolsos, e com apenas alguns toques, conseguimos pagar nossas contas, verificar nossas mensagens, músicas e podcasts preferidos, além dos melhores jogos que a mente humana pode inventar.
Ontem mesmo tive acesso ao Dead Space, jogo de terror em terceira pessoa onde assumimos o papel do engenheiro Isaac Clarke (Isaac Asimov e Arthur C. Clarke – sacaram?) que luta contra uma infestação alienígena, parecida com vírus, que transforma humanos em monstros alienígenas chamados “Necromorphs”, a bordo de uma nave de mineração espacial chamada USG Ishimura.
Para ilustrar melhor o jogo em si, vejam esse trailer:
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Agora respirem, tomem fôlego para voltarmos ao texto…
Enfim, a cada dia que passa, vemos a reinvenção da nossa realidade, a partir da Lei de Moore, que de maneira bem resumida, se não conhecer essa lei, sério, pare de ler e vá estudar, afirma que o poder de processamento dos computadores seria dobrado a cada 18 meses e de posse de máquinas mais potentes, necessidades e utilizações cada vez mais complexas de maneira a pessoas de certa idade, que nasceram há uns 300 anos, simplesmente terem dificuldade de acompanhar.
Claro que essa diferença entre velocidades e realidades não é algo que deve ser encarado como negativo, ao mesmo tempo em que pode ser questionado se realmente precisamos ter tudo ao alcance das mãos, ou mesmo se não é um plano maligno do Mumm-Rá das empresas consumistas para promover o fim do mundo como o conhecemos… Vai saber?
Questão fundamental nesse processo evolutivo, nós nos vemos obrigados a acompanhar esse avanço, quase como se nossos cérebros também fossem atualizados a cada ano e meio, alguns com mais facilidade outros nem tanto.
Agora vou escrever o maior fato dos últimos anos, mas vivemos em um mundo completamente diferente daqueles de anos atrás, e não há espaço para tentarmos enfiar goela abaixo as premissas e valores do velho mundo. O correto é descobrir e apresentar novos valores e novos conceitos. Quer exemplos?
É suficiente para nossa necessidade de consumo jornalístico a publicação de matérias que aconteceram ontem?
Um arquivo digital, totalmente idêntico ao livro de papel pode ser chamado de livro eletrônico?
Um telefone que possui poder de processamento maior do que meu primeiro computador (um XT/286 com processador INTEL de 6MHz, tela de fósforo verde e incríveis 128 kB de RAM) ainda pode ser chamado de telefone?
Enquanto o novo mundo for controlado pelo velho mundo, não seremos diferentes dos europeus massacrando os índios americanos. Oremos.