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Quantas vezes você estava na sua mesa, tentando (ou não) fazer seu trabalho quando seu chefe chega falando:
Antes de surtar ou tentar pular da janela, geralmente o pensamento que vem é algo parecido com:
Acontece que de qualquer modo que você preencher os testes, vai notar que não é tão simples falar de si mesmo, principalmente dos nossos defeitos.
Por outro lado, se fosse para falar do colega, aí sim é uma tarefa fácil. Se for para criticar então… Já está até pronta!

Por que somos assim? Se para falar (mal) dos outros temos uma facilidade imensa, e quando temos o momento para falar o máximo possível (bem) de nós mesmos, já começamos a tropeçar nas palavras, suar frio e tremer nas bases.
Uma coisa que ninguém fala é que a forma como as pessoas decidiram viver civilizadamente, multiplicado pela ação do tempo, ensinou que elogiar a si próprio é algo feio e que por isso deve ser evitado. Pode perguntar para seus avós o que acontecia, quando uma pessoa era elogiada demasiadamente.
Certamente a maioria vai dizer algo parecido com: “se elogiar demais ele fica preguiçoso e vai deixar de ser bom”.
Com essa herança genético-social nos tornamos pessoas que não convivem bem com elogios e mensagens positivas, tanto recebidas, como feitas a si mesmos.
Então quando chegam os momentos oportunos, de avaliação de carreira, entrevista de emprego, pedido de casamento ou outro, ficamos a ver navios.
O bebê filipino que acabou de nascer pode não ter noção do que significa ser o humano de número 7 bilhões (uma mulher – morram machistas!), provavelmente seus pais também não. Entretanto, muitas pessoas estão comemorando essa marca, quase se esquecendo que temos que parar para pensar como dividir uma casa que está cada vez mais lotada.
É bem sabido que o modo de vida que as pessoas (leia-se ricas e dominantes) escolheram viver a partir do século XX causa muitos danos ao meio ambiente, uma vez que o sistema todo não previu o conceito de excesso. O fato de querermos demais obriga as indústrias a produzirem mais e consequentemente descartarem mais.
Como minha necessidade é passageira e superficial, aquilo que eu desejei antes não me serve mais e com isso também contribuo para um excesso, neste caso de lixo e materiais de todos os gêneros.
Essa questão de ocupação do espaço é deveras complicada. Lembro de uma aula de geografia onde a professora repetia sempre: “O planeta é capaz de manter com plena capacidade somente de 1,5 a 2 bilhões de pessoas…”.