
Manhã enevoada, cidade vazia, nada além do som do silêncio
Pessoas que costumam estar por aí já não saem mais em suas janelas
Uma ilha, onde nem os pássaros fazem mais seus ninhos
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
Não existem mais pessoas para serem salvas
Nem soluções a serem dadas, o que é um problema?
Vem o guarda noturno, no fim de mais uma noite
Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser
*Escrito em novembro de 2008
Photo “Silence” by Ehsan Khakbaz
Geralmente a gente não fala aqui de assuntos da moda, mas a tragédia ocorrida com o aluno de 10 anos em São Caetano do Sul nos fez pensar sobre as possíveis causas que levaram à sua morte tão prematura.
Com 10 anos, a criança ainda não tem a sabedoria necessária para poder avaliar todas as opções possíveis de qualquer coisa, cabendo aos pais essa responsabilidade de limitar as medidas a fim de cumprirem sua missão de auxiliar no desenvolvimento intelectual do mesmo.
O que se nota, fazendo desde já um aparte, é o distanciamento dessa responsabilidade dos pais, por necessidade ou não, mas deixando a cargo dos avós, ou o caso mais extremo, de babás e dos professores do ensino básico.
Enquanto isso, numa rua qualquer da cidade…

Legal, não é?