Arquivo do autor:João Santana

Sobre João Santana

“A would-not-be geek librarian guy”, usuário de Linux e especialista em plataforma Open Source. Biblioteconomista, recifence e cabra macho, tudo nessa ordem!

Instagram e a Orkutização das Redes Sociais

Como vocês já devem saber, o Instagram, uma rede social de fotografia, disponibilizou ontem uma versão de seu conhecido aplicativo para o Android. Se no restante do mundo isto significou aumentar mais ainda a base de usuários do aplicativo e, consequentemente, valorizar o modelo de negócio, no Brasil (e para alguns outros manolos no mundo) foi motivo de chacota e piada por parte de uma classe de usuários de celular que se consideram acima dos deuses e dos homens por causa da marca de celular que usam.

instagram-android

Não vou entrar no mérito tecnológico entre o iOS e o Android. Um monte de site já fez comparações entre os dois sistemas operacionais, e este robozinho aqui é meio suspeito para falar de um ou de outro. Vou me ater apenas ao FUD quanto à orkutização do Instagram. Se puder.

Continue lendo

Steve Jobs está morto, vida longa a Steve Jobs!

Nesse dia 5 de outubro fui pego de surpresa pela notícia espalhada pelos quatro cantos do Twitter sobre a morte de Steve Jobs. Foi uma perda para a tecnologia da informação, uma genialidade que demorará para ser encontrada em mesmo grau.

Jobs era, antes de tudo, um visionário. De uma placa de TV ele fez o primeiro computador pessoal, o Apple I. Lançou em seguida o Apple II, o primeiro sucesso comercial da Apple Inc. Em 1984 a Apple lançou o Macintosh, com direito a comercial no Super Bowl remetendo ao Grande Irmão do clássico livro 1984. A criatividade de Jobs fez surgir o Lisa, um computador com tudo o que atualmente equipa nossos PCs — mas vinte anos antes. Foi o primeiro grande baque, depois da topada do tablet Newton. Foi demitido da empresa que fundou, e depois voltou triunfante para reerguê-la das cinzas (morra de inveja, Jânio Quadros). Lançou o iMac, o iPod, o iTunes, a iTunes Music Store, o iPhone, o iPad, o iOS. Quantos mais iWhatever haviam naquela cabeça? Nunca saberemos.

 

Adeus-Steve-Jobs

 

O que sabemos é que Jobs nos deixou um legado duradouro, e não falo da Apple, do Mac OS ou dos outros produtos. Falo de sua visão sobre design, sobre beleza e de como isso deve ser usado para deleite do usuário. Se antes de sair ele criou um sistema operacional fácil e intuitivo, o Macintosh System, depois de sua volta ele criou um sistema operativo elegante, o Mac OS, que hoje serve de base para os aperfeiçoamentos do Ubuntu Linux. E não apenas um sistema operativo, mas todo uma gama de produtos tão integrados quanto os da Apple.

Jobs fará uma falta danada quando a Apple lançar seus novos produtos. Isto é certo. Mas, mais certo ainda é que seu espírito visionário ainda estará em cada um deles, e cada um deles trará em si um pouco de Steve Jobs.

Cowboys, Aliens e Novas Formas de Distribuição de Conteúdo

Enquanto escrevo este texto, Cowboys e Aliens está sendo disponibilizado por mais de 3 mil pessoas e sendo baixado por quase 1/3 desse mesmo tanto, de acordo com o maior site de distribuição de arquivos torrent da internet.

E nos feeds leio que essa semana a Netflix chegou a Pindorama oferecendo seu eficiente negócio de aluguel de filmes e séries pelo PC, a preço módico e com o primeiro mês grátis.

 

netflix-pipoca

 

Tanto a Netflix quanto o BitTorrent são o que posso chamar de desbravadores de um novo Velho Oeste. O primeiro é um pioneiro na distribuição legal de conteúdo pela internet, tão revolucionário que quase levou à bancarrota a Blockbuster. O segundo é o mais popular e utilizado sistema de distribuição de conteúdo ponto a ponto, capaz de transformar redes como a do eDonkey2000 e KaZaA em desertos sem vida. Ambos, apesar de através de maneiras diferentes, acertaram um público exigente e fiel àquele que quer conteúdo, mas não quer se deslocar (tanto) ou pagar (muito) por isso.

Continue lendo