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Sobre Fabíola Melo

Borboleta acreana "do pé rachado" com orgulho. Saiu do ovo há 26 anos e num dia de primavera, do casulo. Quase formada em Ciências Sociais. Por não ter asas, voa mesmo de motoneta. Também vai entrar para o Guinness Book como a espécime de borboleta mais velha do mundo.

Mestres do bolo solado

No dia 15 de outubro de 1827 o nosso querido Pedro I decretou o Ensino Elementar no Brasil. Pulando ‘um pouquinho’ para o dia 15 de outubro de 2012, devo confessar que fiquei contente em estar livre do meu estágio obrigatório da faculdade de Letras Português/Inglês e poder descansar um pouco, pois ontem os alunos das duas escolas nas quais faço estágio de observação, decidiram, como sempre fazem, organizar a festinha de Dia do Professor (e eu gosto mais quando se diz Dia do Mestre). Foi feriado e o aluno que passa o ano inteiro desgostoso por ter que fazer as tarefas tem o maior prazer em ir para sua cozinha e fazer aquele bolo que parece sola, aquele brigadeiro a ponto de açucarar (no frio de 40° daqui do Norte) e levar aquele guaraná de 2L que chega lá já frio, e não gelado, e ainda esquenta antes dos parabéns e da entrega de lembrancinhas.

Bom, deixando a festinha de lado, confesso que o estágio obrigatório está me deixando cada vez mais chocada. Chegar em uma sala de aula de 9º ano, com alunos de 14 a 16 anos e ter que se deparar com uma professora realizando ditado de palavras é pra chocar alguém que, com 6 anos de idade subia na parede de livros da avó e derrubava tudo para poder pegar um para ler, assim de brincadeira, por pura curiosidade e pelo prazer de ler. Eu poderia até levar uma bronca e ficar com a promessa de umas palmadas pela bagunça, mas corria da peia com o livro na mão. A professora se justificou quando eu perguntei o porquê daquela tarefa: “Me vi obrigada a fazer isso pois eles não sabem escrever. Não conhecem as palavras”. O choque aumenta quando descubro que a Secretaria de Estado de Educação baixou a média de 7,0 para 5,0. O que será que está acontecendo? Na minha época, na escola particular (que se dava o maior duro pra pagar) a média era 8,0. Porque isso agora? Acho que os alunos não conseguem mais alcançar os 7,0 pontos de média em cada bimestre. Tiveram que descer ao nível deles por não conseguirem estimulá-los a subir, e também para que o índice de reprovação não gerasse uma vergonha estadual nas estatísticas.

Petra-SmideliuszTive minha experiência de apoio em sala de aula, tirando dúvidas, ajudando com tarefas etc. Saí com a mão cheia de papeizinhos dobrados, que eles utilizavam para jogar uns nos outros (clássico!), e o queixo arrastando no chão com tanta falta de entendimento. Uma tarefa de leitura e interpretação de texto com 3 perguntas simples, toma mais de 50 minutos de aula, pois os alunos passam o tempo todo reclamando que está difícil, que não sabem as respostas, mas não querem ler o texto, querem a resposta pronta. Só querem terminar a tarefa para ganhar um visto e acumular décimos para passar de ano.

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Iniciante na cozinha: Creme Etiquetado

Etiqueta: do francês (só podia ser) éttiquete. Segundo a nossa amiga Wikipédia a palavrinha vem do francês antigo estiquette, estechier, estiquier ou estiquer – que quer dizer atar, trespassar, enterrar (enterrar?). “É o conjunto de regras cerimoniais que indicam a ordem de precedência e de usos a serem observados pela corte em eventos, públicos ou não, onde estiverem presentes chefes de estado e/ou autoridades, como solenidades e datas oficiais; por extensão, são ainda as normas a serem observadas entre particulares, no trato entre si”.

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Bom, correndo um pouco do lugar em que o termo foi cunhado e chegando aqui e agora, vou ensinar uma sobremesa rápida e rasteira para que ninguém fuja daquela regrinha de etiqueta que praticamente nos obriga a oferecer algo comível ou bebível às visitas que chegam ao nosso domicílio. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou sem graça (no sentido de não ver mais graça na vida) quando pessoas chegam para visitar sem avisar antes.

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Nós somos a favor

Ana Maria Saad usa o seu bom humor para falar sério sobre a necessidade de esclarecer a sociedade sobre os transtornos de humor, a campanha “Nós Somos a Favor”, e suas motivações para criar o Instituto Pensamentos Filmados.

“Isso é muito legal, cara de Juvenal”