Somos controlados e ao mesmo tempo controladores do uso do tempo. Na verdade, com a era da informática o tempo já não possui mais 24h, vivemos em tempo integral, não temos hora para começar e nem para terminar as nossas tarefas cotidianas.

Estamos insaciáveis, ávidos por tudo e por todos, posso assim dizer. Queremos saber as noticias e as temos em tempo real, – que nos autoriza usar o mesmo momento a partir de múltiplos lugares e todos os lugares a partir de um só deles -. Indiferentemente de onde estamos o que acontece do outro lado do mundo está sob as nossas lentes, ou dos ouvidos. Vivemos na tirania da informação.
Mas, o que não percebemos é que devido a essa pressa diante do novo, nos tornamos consumidores de uma informação manipulada, interpretada, formadora de opiniões. O que era para esclarecer confunde. As noticias perderam as suas características, as de informar meramente, pelo contrário, elas tentam nos convencer sobre algo, pessoas, vestimentas e tantas mais.
Oi amigos!
Só para lembrar que a revista História Agora está publicando seu segundo dossiê sobre Religiões e Religiosidades no Tempo Presente e tem um artigo meu lá, falando sobre a questão da tradicionalidade das práticas religiosas em função do tempo.
Como vocês sabem esse foi o tema do meu mestrado em Ciências da Religião, ao tem acompanhado como funciona hoje a igreja Assembleia de Deus do bairro do Bom Retiro, aqui em São Paulo.
A revista está muito boa, e os artigos selecionados mostram um aspecto muito importante para o dia de hoje, que são as dificuldades e os desafios que as religiões estão encontrando, frente a um mundo que não aceita mais as práticas tradicionais.
Seja na questão da construção e do compartilhamento de conteúdo, ou mesmo na adoção de novas práticas religiosas, aparentemente vivemos em um ceticismo e, porque não, tecnocentrismo (colocamos a tecnologia/ciência em primeiro plano) imenso, onde não existe mais o fator de coerção que as práticas religiosas utilizaram ao longo do tempo.
Não que isso seja algo ruim, mas o tal do “medo de ir ao inferno” já não assusta tanto.
Não deixem de prestigiar!
Interessante como cada geração cria a sua própria cultura. Na verdade, penso se faz um arranjo cultural entre as gerações passadas e as atuais, ensinamentos que passaram pelos pais, avós, tios e por aí se vai.
As décadas de 50, 60 e 70 representaram um momento de transformação de valores e costumes. Nasci no final da década de 50 e vivi a minha adolescência na década de 70, posso afirmar que a nossa adolescência tinha um tom de mudança muito forte, de rebeldia misturada às novas descobertas, digamos assim.
Era um desnudamento envolto de rebeldia, liberação sexual, drogas, danças sensuais, se assim posso definir, na verdade, queríamos nos libertar de alguma maneira dos hábitos dos nossos pais, dos preconceitos que nos prendiam dentro de um casulo. A ordem era dançar coladinho só para sentir um pouco daquele calorão que nos invadia dos pés a cabeça. Que delicia! Só de pensar em sexo já nos sentíamos extasiados, dominados pela sensação do prazer que ainda não tínhamos experimentado.