Autor: Marina

Para além da modernidade e do conservadorismo


Bom, depois do puxão de orelhas do editor mentira!… Acredito que a ausência às vezes nos faz bem. Brincadeira!… rsrs

Como é sabido sou pesquisadora do pentecostalismo brasileiro, inclusive suando muito para dar conta dos capítulos finais da tese.

Vamos falar hoje da questão da Modernidade nas igrejas pentecostais consideradas históricas.

O Pentecostalismo clássico ou o de missão, como também é chamado, que o Brasil passou a conviver a partir do ano de 1910 – com a chegada da primeira igreja pentecostal e, logo em seguida (1911) com a segunda igreja – centrava-se no ascetismo e nos dogmas. Seus adeptos entendiam que quando mais afastados dos prazeres do mundo, mais perto estavam da salvação e essa salvação, era para ser vivida no “paraíso celeste” e não neste mundo.

Uma coisa meio complicada de se entender nos dias de hoje, com as contribuições das tecnologias e do progresso incessante, da cultura de massa, sociedade de consumo, e, etc., mas era exatamente assim que viviam os primeiros pentecostais em solo brasileiro. Repetiam os discursos para a ética moral, santidade, recolhimento e salvação, em resumo.

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Além desses atributos, acreditavam ainda que a salvação era coletiva, a pobreza material e sofrimento eram grandes atributos para se conseguir a salvação eterna. Na verdade, se for pensar por esse viés, acredita-se que tinha mais salvos do que se imaginava (apesar da nossa presidente ter a missão de erradicar a pobreza).

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Somos tiranos da informação… manipulada


Somos controlados e ao mesmo tempo controladores do uso do tempo. Na verdade, com a era da informática o tempo já não possui mais 24h, vivemos em tempo integral, não temos hora para começar e nem para terminar as nossas tarefas cotidianas.

 

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Estamos insaciáveis, ávidos por tudo e por todos, posso assim dizer. Queremos saber as noticias e as temos em tempo real, – que nos autoriza usar o mesmo momento a partir de múltiplos lugares e todos os lugares a partir de um só deles -. Indiferentemente de onde estamos o que acontece do outro lado do mundo está sob as nossas lentes, ou dos ouvidos. Vivemos na tirania da informação.

Mas, o que não percebemos é que devido a essa pressa diante do novo, nos tornamos consumidores de uma informação manipulada, interpretada, formadora de opiniões. O que era para esclarecer confunde. As noticias perderam as suas características, as de informar meramente, pelo contrário, elas tentam nos convencer sobre algo, pessoas, vestimentas e tantas mais.

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História Agora


Oi amigos!

Só para lembrar que a revista História Agora está publicando seu segundo dossiê sobre Religiões e Religiosidades no Tempo Presente e tem um artigo meu lá, falando sobre a questão da tradicionalidade das práticas religiosas em função do tempo.

 

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Como vocês sabem esse foi o tema do meu mestrado em Ciências da Religião, ao tem acompanhado como funciona hoje a igreja Assembleia de Deus do bairro do Bom Retiro, aqui em São Paulo.

A revista está muito boa, e os artigos selecionados mostram um aspecto muito importante para o dia de hoje, que são as dificuldades e os desafios que as religiões estão encontrando, frente a um mundo que não aceita mais as práticas tradicionais.

Seja na questão da construção e do compartilhamento de conteúdo, ou mesmo na adoção de novas práticas religiosas, aparentemente vivemos em um ceticismo e, porque não, tecnocentrismo (colocamos a tecnologia/ciência em primeiro plano) imenso, onde não existe mais o fator de coerção que as práticas religiosas utilizaram ao longo do tempo.

Não que isso seja algo ruim, mas o tal do “medo de ir ao inferno” já não assusta tanto.

Não deixem de prestigiar!