Categoria: Artigo

A verdade por detrás do BBB


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Muitos de vocês há essa hora já viram o vídeo, em que um telespectador critica o BBB. (Se ainda não viu, pare a leitura e vá lá…).

Bom, todos vistos, podemos voltar ao nosso raciocínio.

Em determinada parte do mesmo, o repórter Vinicius Valverde compara a televisão a uma janela, e sua programação, a uma paisagem. Até aí, é uma associação lógica, entretanto não o é a afirmação de que “se não gosta da paisagem, feche a janela”.

 

 

Nessa ânsia desenfreada de buscar audiência, as emissoras se tornaram cada vez mais populares (o que é bom) e “entenderam” que as pessoas querem ver qualquer coisa que pertença à teoria do muito (o que é ruim).

No caso do Big Brother Brasil, a emissora mostra o que as pessoas querem ver, basicamente: mulher pelada sem calcinha, fofoca, barraco…

Ou será que as pessoas só assistem a isso porque a é só isso que emissora mostra? É um típico caso do enigma da tostines.

A verdadeira libertação consiste em reverter este círculo, presente nas mais diversas esferas sociais (você é daqueles que acredita que no governo só tem ladrão e por sua vez faz pouco ou nada para mudar isso?), e questionar faz parte da nossa evolução enquanto pessoas que se preocupam minimamente com o futuro das coisas.

Levar este conceito ao máximo, é disto que paisagens são feitas.


Elias e Goffman: duas interpretações da sociologia contemporânea


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Nessa nova contribuição ao site “Vivendocidade” apresentarei dois autores, um alemão e outro canadense, cujas obras mostram tendências contemporâneas da teoria sociológica. O primeiro autor analisado será Norbert Elias (Breslau, 22 de junho de 1897 – Amsterdã, 1 de agosto de 1990) e enfocarei seus livros “Os alemães” e “A sociedade de corte”. Uma outra tendência comentada está no trabalho de Erving Goffman (Mannville, Alberta, 11 de junho de 1922 – Filadélfia, 19 de novembro de 1982) intitulado “Estigma, notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”. Espero que a leitura seja proveitosa e que você retorne mais vezes a este site para se inteirar sobre sociologia, cotidiano, espaço urbano e política.

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Os desafios de Fernando Haddad


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Entra prefeito e sai prefeito e a maioria dos problemas centrais da maior e mais rica cidade do país seguem no mesmo patamar ou até em situação pior: saúde precária, trânsito caótico, transporte público ineficiente, deficit de moradia, violência desenfreada, sistema penitenciário ineficaz, ausência de políticas públicas de toda natureza além da famosa falta de vontade política de resolvê-los. Esse será o nosso ponto.

Eis então que um jornal de grande circulação e seus parceiros resolvem promover ideias que, se fossem aplicadas, transformaria a cara da nossa cidade. Surge borboletas azuis voando ao redor de jardins e bancos de praça nas margens dos rios Tietê e Pinheiros. Coisa linda, mas muito, mas muito longe mesmo de se realizar. Mas porque não acontece? Falta dinheiro? Não. Dinheiro temos que sobra em qualquer área, é só passar na Rua Boa Vista, no centro da cidade, e acompanhar o impostômetro. Aqueles números não param e são tantos dígitos ao final do ano que eu preciso contar de trás pra frente para saber em casa monetária estamos.

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Para você, (e)leitor, ver borboletas nas margens dos nossos rios e passear com a namorada por um ferry boat ou simplesmente fazer uma caminhada ao nascer do Sol, precisamos apenas que o prefeito que entre não pense apenas em completar seu mandato, conseguir se reeleger e colocar uma placa de bronze em uma praça, uma estátua ou uma passarela. Precisamos de praça? Sim. Essa é nossa necessidade? NÃO!

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