Outro dia, publicamos um artigo muito interessante sobre Deus e Ciência, chamado “Por que Deus de temos Ciência”. Hoje vamos falar sobre o mesmo assunto, mas olhando de forma contrária, pois se o mundo caminha a passos largos para a Era de Aquário, cura da AIDS e conquista espacial, porque então as pessoas lotam as casas de oração, fecham estádios de futebol e até mesmo matam em nome de uma fé, mitologia, ou mesmo “deus”?

Independente do que se acredita, existe um quase consenso de que o que nos torna diferentes dos outros terráqueos, é a capacidade de pensar sobre si mesmo (isso e o movimento de pinça realizado entre o polegar e o indicador). Essa capacidade nos ajudou a sobreviver às eras glaciais, construir ferramentas melhores, descobrir a agricultura, grandes navegações e o que mais quisermos colocar na conta.
A consolidação da Escola Sociológica de Chicago, que foi por quase duas décadas a mais importante dos Estados Unidos em sua área e marcou a história da sociologia com um conjunto de contribuições originais e duradouras, tem na teoria social de William Thomas um marco. E isso está no fato dele ter sido um dos primeiros sociólogos americanos que conseguiu unir a teoria à pesquisa de campo, abrindo caminho para o avanço implementado depois pelo trabalho inovador de Robert Park e Ernest Burgess na década de 20.
Como vimos em artigo anterior ao “Vivendocidade” a Universidade de Chicago foi fundada em 1892, com o apoio dos Batistas e da filantropia capitalista e teve Albion Small, um fervoroso praticante deste grande grupo da religião evangélica, como o primeiro diretor de seu Departamento de Sociologia. Os sociólogos de Chicago tiveram a influência de duas forças: por um lado, os preceitos morais do modo de vida de um “bom americano” e, por outro, o poder do capital privado.

Como vocês já devem saber, o Instagram, uma rede social de fotografia, disponibilizou ontem uma versão de seu conhecido aplicativo para o Android. Se no restante do mundo isto significou aumentar mais ainda a base de usuários do aplicativo e, consequentemente, valorizar o modelo de negócio, no Brasil (e para alguns outros manolos no mundo) foi motivo de chacota e piada por parte de uma classe de usuários de celular que se consideram acima dos deuses e dos homens por causa da marca de celular que usam.

Não vou entrar no mérito tecnológico entre o iOS e o Android. Um monte de site já fez comparações entre os dois sistemas operacionais, e este robozinho aqui é meio suspeito para falar de um ou de outro. Vou me ater apenas ao FUD quanto à orkutização do Instagram. Se puder.