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> <channel><title> &#187; Artigo</title> <atom:link href="http://vivendocidade.com/categoria/artigo/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://vivendocidade.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Tue, 15 May 2012 11:19:22 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <atom:link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com"/><atom:link rel="hub" href="http://superfeedr.com/hubbub"/><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Por que Ciência se temos Deus?</title><link>http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus</link> <comments>http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus#comments</comments> <pubDate>Sun, 06 May 2012 13:18:55 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[ciência]]></category> <category><![CDATA[deus]]></category> <category><![CDATA[filosofia]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4908</guid> <description><![CDATA[O mundo caminha a passos largos para a Era de Aquário, cura da AIDS etc. Então por que as pessoas lotam as igrejas, e matam em nome de uma fé, mitologia, ou de "deus"?<p><a
href="http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus">Por que Ciência se temos Deus?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus"></g:plusone></div><p>Outro dia, publicamos um artigo muito interessante sobre Deus e Ciência, chamado <a
href="http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia" target="_blank"><strong>&#8220;Por que Deus de temos Ciência&#8221;</strong></a>. Hoje vamos falar sobre o mesmo assunto, mas olhando de forma contrária, pois se o mundo caminha a passos largos para a Era de Aquário, cura da AIDS e conquista espacial, porque então as pessoas lotam as casas de oração, fecham estádios de futebol e até mesmo matam em nome de uma fé, mitologia, ou mesmo &#8220;deus&#8221;?</p><p><center><img
class="alignnone" src="http://mikeplato.myblog.it/media/01/00/997939988.jpg" alt="" width="500" height="349" /></center></p><p>Independente do que se acredita, existe um quase consenso de que o que nos torna diferentes dos outros terráqueos, é a capacidade de pensar sobre si mesmo (isso e o movimento de pinça realizado entre o polegar e o indicador). Essa capacidade nos ajudou a sobreviver às eras glaciais, construir ferramentas melhores, descobrir a agricultura, grandes navegações e o que mais quisermos colocar na conta.</p><p><span
id="more-4908"></span></p><p>Imagine então o que os primeiros homens pensavam sobre naturais, como chuva, estações do ano ou como &#8220;podia sair uma pessoa de dentro de outra&#8221;&#8230; Basicamente, tudo isso era causado por algum tipo de divindade, que foram evoluindo à medida em que as pessoas também evoluíram. Vamos tentar ilustrar esse conceito usando um pouco de mitologia grega (só porque ela é legal):</p><p>De acordo com a versão, se acreditava que o mundo surgiu do Caos, quando ele gerou o Dia e a Noite, que fez nascer a Terra e o Céu. Neste momento cada elemento dessa fórmula é o próprio deus. A isso damos o nome de <strong>animismo</strong>.</p><p>Em algum momento passou-se a entender que esses deuses tinham a forma de pessoas, e como tal, viviam da mesma forma que as pessoas, com suas crises, filhos, etc. São dessa época conceitos como Gaia, Urano, Zeus e os Olimpianos&#8230;</p><p>Nesse momento, as sociedades humanas se encontravam num ponto onde era interessante ter cidades maiores e mais fortes, e toda guerra por territórios também significava uma guerra entre os deuses, dando ao seu vencedor o status de deus mais forte, ou algo assim.</p><p>A expressão &#8220;Senhor dos Exércitos&#8221;, dada ao deus hebreu significa algo? Exatamente isso; assim como seu povo, nossa tradição nos deu um deus guerreiro, que além de se mostrar mais forte (a lei de Moisés fala resumidamente sobre questões de sobrevivência e higiene, entre outros pontos), contava sua versão da história, tornando em demônios os deuses vencidos.</p><p>Baal era um deus cujo nome significa algo como &#8220;senhor&#8221;. Depois de ser vencido se tornou no &#8220;Senhor das Moscas&#8221;, ou Baal-Zebube, ou Belzebu.</p><p>Para resumir essa parte chata, quando os judeus se fixaram e deixaram de ser nômades, seu deus também se transformou, deixando o título &#8220;soldado&#8221; passando a ser o &#8220;pastor&#8221;. Essa afirmação é afirmação é o começo do salmo mais famoso por exemplo.</p><p><center><img
alt="" src="http://www.israelnewsagency.com/no-democracy_islamic_jihad_sm.jpg" class="alignnone" width="400" height="188" /></center></p><p>Nossa história é recheada de casos assim, e psicologicamente falando, precisamos de um deus, ou se quiser trocar as palavras: nós precisamos acreditar em algo. Isso se explica no conceito de arquétipo jungiano, pois ao descrever como a nossa imaginação de forma, explica também que é formada segundo sua herança cultural, social, e também genética.</p><p>Por isso que ele explicou muitas coisas ditas modernas, segundo os mitos clássicos, porque a mitologia/religião está enterrada tão profundamente na nossa psique que é tecnicamente impossível removê-la.</p><p>Resta agora, qual deus seguir.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus">Por que Ciência se temos Deus?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/por-que-ciencia-se-temos-deus/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A importância da Escola Sociológica de Chicago e a obra de  William Thomas</title><link>http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas#comments</comments> <pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:05:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[escola sociológica de chicago]]></category> <category><![CDATA[willian thomas]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4903</guid> <description><![CDATA[A consolidação da Escola Sociológica de Chicago, a mais importante dos Estados Unidos, tem na teoria social de William Thomas um marco<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas">A importância da Escola Sociológica de Chicago e a obra de  William Thomas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas"></g:plusone></div><p>A consolidação da Escola Sociológica de Chicago, que foi por quase duas décadas a mais importante dos Estados Unidos em sua área e marcou a história da sociologia com um conjunto de contribuições originais e duradouras, tem na teoria social de William Thomas um marco. E isso está no fato dele ter sido um dos primeiros sociólogos americanos que conseguiu unir a teoria à pesquisa de campo, abrindo caminho para o avanço implementado depois pelo trabalho inovador de Robert Park e Ernest Burgess na década de 20.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos" target="_blank">Como vimos em artigo anterior ao “Vivendocidade”</a> a Universidade de Chicago foi fundada em 1892, com o apoio dos Batistas e da filantropia capitalista e teve Albion Small, um fervoroso praticante deste grande grupo da religião evangélica, como o primeiro diretor de seu Departamento de Sociologia. Os sociólogos de Chicago tiveram a influência de duas forças: por um lado, os preceitos morais do modo de vida de um &#8220;bom americano&#8221; e, por outro, o poder do capital privado.</p><p><center><img
class="alignnone" src="http://www.wordsinspace.net/course_material/mrm/mrmpics/MindMap.png" alt="" width="500" height="360" /></center>Pode-se distinguir três gerações de sociólogos em Chicago. A primeira, vinda desde a fundação dessa Universidade até o fim da Primeira Guerra Mundial, período durante o qual Albion Small manteve a direção do Departamento e do “American Journal of Sociology”. Nesta fase, Small compartilhou o trabalho, no Departamento junto a John Dewey, George Hebert Mead e Thorstein Veblen; todos eles de forte influência na intelectualidade acadêmica americana, mas nenhum era de fato sociólogo; o segundo período corresponde ao de duas grandes figuras da sociologia e particularmente da sociologia urbana, Robert Park e Ernest Burguess, prolongando-se até a década dos 30. Esses dois autores publicaram &#8220;Introduction to the Science of Sociology&#8221; (Introdução à Ciência da Sociologia), em 1921, contendo a proposta de trabalho que a Escola haveria de seguir durante os próximos anos.</p><p><span
id="more-4903"></span></p><p>Park abandonou a Escola em 1933, data qu e marca o declínio desta segunda geração, ao mesmo tempo em que começam a surgir outros centros acadêmicos importantes na área da sociologia. O terceiro período corresponde à presidência de William Ogburn, estendendo-se entre 1936 e 1951. Além de introduzir os métodos estatísticos, Ogburn contribui para o estabelecimento da relação entre o Departamento de Sociologia e o governo federal. Seus colegas de trabalho foram na maioria formados pela segunda geração: Everett Hughes, Samuel Stouffer e Louis Wirth e, como estudantes encontram-se Franklin Frazier, Paul Cressey, Howard Becker, todos posteriormente figuras de importância na sociologia americana.</p><p>Temos ainda uma quarta geração que, na verdade, desdobra-se em duas: uma correspondente ao chamado interacionismo simbólico, tendo como principal expoente Hebert Blumer, que busca suas raízes nos trabalhos de Hebert Mead, William Thomas, Robert Park e Everett Hughes. Esta linha de trabalho afasta-se dos estudos sobre o urbano, procurando seu objeto de pesquisa na procura do “self”. A outra, associada à figura de Morris Janowitz, retoma, de alguma forma, o interesse teórico e metodológico pelas questões urbanas. Janowitz chefia o Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago entre os anos de 1967 e 1972.</p><p>Pode-se dizer que a partir dos anos 20 e início dos 30, se deu a origem ao desenvolvimento de um método de pesquisa na Escola de Chicago. A literatura mostra que nos primeiros tempos seus sociólogos estavam simplesmente inventando métodos de pesquisa, pois isso era uma coisa que não existia. Depois os pesquisadores criaram métodos para si próprios, coletando autobiografias de camponeses, analisando suas cartas ou fazendo entrevistas. Até esse momento, os estudos das relações entre indivíduos e seu meio ambiente permaneciam abstratos. É a partir da incorporação de novas fontes primárias de pesquisa &#8211; cartas pessoais, autobiografias, histórias de vida, monografias de bairros, etc. &#8211; que se inova no conhecimento direto da realidade humana e social.</p><p>Para ilustrar esse fato comentarei o livro clássico da sociologia americana “The Polish Peasant in Europe and America” (O Camponês Polonês na Europa e na América), escrito por William Isaac Thomas em parceria com o sociólogo polonês Florian Witold Znaniecki, publicado em 1918 e reeditado em 1927 e 1958.</p><p>Em “The Polish Peasant”, Thomas e Znaniecki procuraram dar uma explicação exaustiva das transformações dos estilos de vida, modos de ver o mundo, modos de percepção e orientações morais que se seguiram à transferência dos camponeses poloneses de suas aldeias nativas para a cidade moderna americana. Nesse trabalho eles empregam novos métodos de pesquisa, entre os quais a coleta de biografias e outros documentos pessoais.</p><p>“The Polish Peasant” caracteriza-se por ser um longo e detalhado estudo e que apresenta uma mistura de descrição, análise, especulação teórica e evidência empírica, sendo esta última coletada em jornais, agências de trabalho social, sociedades de migrantes e cartas pessoais.</p><p><center><img
class="alignnone" src="http://www.iash.ed.ac.uk/polishpeasant.JPG" alt="" width="502" height="359" /></center>A “Nota Metodológica” foi apresentada como um capítulo introdutório desta obra e foi dividida em cinco partes. Ela apresenta resumidamente três tipos de fenômenos: o de natureza individual e social, as relações causais e as leis da ciência social, como relações constantes, propiciando as explicações sociais. O fato social é explicado tanto do ponto de vista sociológico (social), como psicológico (individual).</p><p>Na parte I os autores definem evolução social como representando a crescente importância que uma técnica consciente e racional tende a assumir na vida social. Nessa parte os autores incorporam a visão de ciência que vem do Pragmatismo americano, onde o conhecimento faz parte da vida prática das pessoas.</p><p>Na parte II eles apresentam a idéia de que a teoria social é a análise da totalidade do devir social feitos em uma sistematização que nos permitam compreender as conexões entre esses processos. Mostram também que somente se a teoria social for bem sucedida em determinar leis causais ela poderá se tornar uma base da técnica social. Afirmam também que os resultados sociais da atividade individual dependem, não somente da própria ação, mas também das condições sociais em que é desempenhada; e, portanto a causa de uma mudança social deve incluir tanto elementos individuais como sociais. Destacam que o princípio metodológico fundamental é que a causa de um fenômeno social ou individual nunca é apenas outro fenômeno social ou individual, mas é sempre uma combinação dos dois.</p><p>Thomas e Znaniecki mostram na parte III que o resultado final da aplicação e do desenvolvimento sistemáticos das regras metodológicas tem como resultado final um sistema de leis do devir social, em que as definições desempenhariam o mesmo papel que desempenharam na ciência física, construindo instrumentos, ao auxiliar e analisar a realidade, e a encontrar leis, ao auxiliar a compreender o significado científico geral e a conexão das leis. Os autores destacam o problema das leis como sendo o mais importante problema da metodologia apresentam exemplos concretos para provar essa afirmação.</p><p>Na parte IV os autores estudados mostram qual será o efeito que ocorrerá caso a teoria social cumpra sua tarefa e avance na descoberta de novas leis que possam ser aplicadas para regular o devir social. Mostram quais são os obstáculos para o desenvolvimento de uma prática social e que a dificuldade mais importante que a prática social tem de superar antes de alcançar um nível de eficiência comparável àquela da prática industrial está na dificuldade de aplicar as generalizações científicas. Afirmam também que, enquanto as situações práticas são concretas, as leis da ciência são abstratas e que o técnico social deve ficar em permanente contato tanto com a vida social como com a teoria social.</p><p>Na parte V eles afirmam que seu objeto de estudo é uma classe de uma sociedade moderna e que a seleção da sociedade camponesa polonesa tornou-se ao longo de sua investigação uma seleção feliz. Esclarecem que usaram em sua análise o método indutivo e que a base do trabalho constitui-se de materiais concretos e que somente foi usada alguma discriminação na seleção desses materiais. Concluem assinalando que foram sugeridos por eles oito problemas a serem pesquisados em seu estudo.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas">A importância da Escola Sociológica de Chicago e a obra de  William Thomas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-importancia-da-escola-sociologica-de-chicago-e-a-obra-de-william-thomas/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Instagram e a Orkutização das Redes Sociais</title><link>http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais</link> <comments>http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais#comments</comments> <pubDate>Wed, 04 Apr 2012 16:44:52 +0000</pubDate> <dc:creator>João Santana</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[instagram]]></category> <category><![CDATA[orkutização]]></category> <category><![CDATA[rede social]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4899</guid> <description><![CDATA[O Instagram, uma rede social de fotografia, disponibilizou a versão de seu conhecido aplicativo para o Android. É a era da orkutização?<p><a
href="http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais">Instagram e a Orkutização das Redes Sociais</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais"></g:plusone></div><p>Como vocês já devem saber, o Instagram, uma rede social de fotografia, disponibilizou ontem uma versão de seu conhecido aplicativo para o Android. Se no restante do mundo isto significou aumentar mais ainda a base de usuários do aplicativo e, consequentemente, valorizar o modelo de negócio, no Brasil (e para alguns outros manolos no mundo) foi motivo de chacota e piada por parte de uma classe de usuários de celular que se consideram acima dos deuses e dos homens por causa da marca de celular que usam.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/04/instagram-android.jpg" alt="instagram-android" title="Instagram" width="516" height="340" class="alignnone size-full wp-image-4900" /></center></p><p>Não vou entrar no mérito tecnológico entre o iOS e o Android. <a
href="https://www.google.com.br/#hl=pt-BR&#038;output=search&#038;sclient=psy-ab&#038;q=comparison%20between%20ios5%20and%20android&#038;oq=comparison%20between%20ios&#038;aq=1L&#038;aqi=g-L3&#038;aql=&#038;gs_l=hp.11.1.0i19l3.1185l10579l0l12885l22l15l0l6l6l1l620l3242l2-7j1j1j1l16l0.frgbld.&#038;pbx=1&#038;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_cp.r_qf.,cf.osb&#038;fp=5cda6c1bd0a9edcc&#038;biw=1366&#038;bih=677&#038;pf=p&#038;pdl=300">Um monte de site já fez comparações entre os dois sistemas operacionais</a>, e este robozinho aqui é meio suspeito para falar <a
href="http://www.lge.com/br/celular/aparelhos/LG-smartphone-P350.jsp">de um</a> ou <a
href="http://www.apple.com/br/ipodtouch/">de outro</a>. Vou me ater apenas ao FUD quanto à orkutização do Instagram. Se puder.</p><p><span
id="more-4899"></span></p><h4>Orkut e orkutização</h4><p>Praticamente cada brasileiro que em algum momento da vida desde 2004 teve acesso a um computador com acesso à internet tem uma conta no Orkut. Criada por <a
href="http://www.stanford.edu/~orkut/self.html">Orkut Buyukkokten</a>, o Orkut era uma rede social meio maçônica, com a necessidade de convite para adentrar nela. Como era algo restrito, era uma forma prática de evidenciar aquela história de que sete pessoas te separam da Rainha da Inglaterra. De repente, um reboot na rede deslogou todos os usuários e implantou as Contas do Google, dando acesso a qualquer pessoa com uma Conta do Google à camarilha.</p><p>Os resultados foram desastrosos pra quem usava a rede de forma mais&#8230; usual. Surgiram comunidades do tipo Eu Odeio, pessoas ficavam vigiando a página de recados umas das outras, perfis falsos começaram a arruinar a vida de alguém. Até o criador da rede fugiu de lá por um tempo, tamanha era a quantidade de miédi que recebia de brasileiros. O que era divertido começou a ficar chato e indecente; ter a nacionalidade brasileira ou mesmo falar o português (para alguns mais exaltados, <a
href="http://www.brazzilforum.com/viewtopic.php?p=200273&#038;sid=7550323636a55752f95927561841d212#p200273">um espanhol falado por um bêbado</a>) já era motivo para ser ignorado. Aqueles que quiseram foram para outras redes sociais. Os outros, ficaram por lá mesmo, mesmo que não usassem mais a rede.</p><p>Os que estavam em outras redes (eu inclusive, não sou santo) cunharam o termo <strong>orkutização</strong> para se referir a algo que se populariza rapidamente. Um artigo interessante sobre isso é <a
href="http://www.baudovalentim.net/2011/09/o-fenomeno-da-orkutizacao-parte-1.html">este aqui</a>, continuado <a
href="http://www.baudovalentim.net/2011/09/o-fenomeno-da-orkutizacao-parte-2.html">aqui</a>. Dois momentos recentes de orkutização foi a adoção em massa do Twitter e do Facebook. Era o início do me segue que te sigo e ainda indico, gosta ou compartilha, posts desmotivacionais, orações e correntes. Desespero para quem tentava escapar do papo raso que é comum nessas interações.</p><h4>Instagram é pra gente diferenciada!</h4><p>Com o lançamento do Instagram para Android, novamente o fantasma da orkutização foi evocado. Agora são usuários do iPhone se queixando dos compartilhamentos de fotos pelo Instagram que os novos usuários estão postando/irão postar.</p><blockquote
class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Usuários discutem &#8220;orkutização&#8221; do Instagram <a
href="http://t.co/Gd0c1zyO" title="http://bit.ly/HkB4uJ">bit.ly/HkB4uJ</a></p><p>&mdash; INFO Online (@_INFO) <a
href="https://twitter.com/_INFO/status/187538301392130048" data-datetime="2012-04-04T13:53:10+00:00">abril 4, 2012</a></p></blockquote><p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p><blockquote
class="twitter-tweet" lang="pt"><p>instagram chegou pra classe mais baixa, e não demorou nem dois dias pra começar a baianada.</p><p>&mdash; Gab. (@Gaa_bii_ruu) <a
href="https://twitter.com/Gaa_bii_ruu/status/187546411217334273" data-datetime="2012-04-04T14:25:23+00:00">abril 4, 2012</a></p></blockquote><p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p><blockquote
class="twitter-tweet" lang="pt"><p>&#8220;Nossa!! Agora posso compartilhar as fotos das festa na lage com os povo dos Iphonis. Beleuza!! &#8220;.. vi esse comentário sobre o instagram..kk</p><p>&mdash; MARCILIO avelino (@avelinoMARCILIO) <a
href="https://twitter.com/avelinoMARCILIO/status/187547322220163072" data-datetime="2012-04-04T14:29:00+00:00">abril 4, 2012</a></p></blockquote><p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p><p>Aparentemente, para essas pessoas e outras mais, ter iPhone é algo que separa as pessoas do restante do gado &#8211; não importa se você paga por um celular parcelado no cartão e usa uma linha pré-paga nele, desde que isso seja num iPhone. Para essas pessoas, ter um Android significa ser pobre, porque rico que é rico tem é um iPhone, mesmo que o Android tenha vantagens tecnológicas gritantes sobre ele (eu tentei <img
src='http://vivendocidade.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> ). Não importa inclusive que você apenas use o iPhone para falar a R$ 0,03 o minuto; fazer isso no Android é atestar ser um miserável, porque o Android é o equivalente entre celulares do Orkut.</p><h4>Salvação existe</h4><p>Li uma vez algo interessante no <a
href="http://nerdpai.com/facebook-doara-1-para-o-asilo-star-wars-se-voce-compartilhar-esse-post/">Nerd Pai</a> que me levou a este <a
href="http://nerdpai.com/se-sua-timeline-e-um-lixo-a-culpa-e-sua-por-pedrovisky/">outro post</a> e fez mudar minha visão sobre essa tal de orkutização.</p><p>Resumidamente, o que o Nerd Pai diz é que <em>quem orkutiza sua rede social é você, e não as pessoas que estão nela</em>. No caso do Instagram isto significa <em>seguir as postagens das pessoas que você sabe que postam fotos interessantes</em>, porque o Instagram é apenas mais um programa de postagem de fotos com filtros, nada muito diferente (demais) do que já se fazia com o Twitpic e outros apps fotográficos.</p><p>Reclamar porque o Instagram agora está no Android é tão inútil quanto reclamar da violência entre torcidas organizadas ou sobre o título do Brasileirão de 1987. Se gosta da sua rede social limpinha, então não a emporcalhe. Se, na vida real, nem todo mundo é seu amigo, por que então no Instagram, no Facebook ou no Twitter tem que ser diferente? Seletividade é o que separa as pessoas interessantes das medíocres. Pense nisso.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais">Instagram e a Orkutização das Redes Sociais</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/instagram-e-a-orkutizacao-das-redes-sociais/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Porquê Deus se temos Ciência?</title><link>http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia</link> <comments>http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia#comments</comments> <pubDate>Tue, 27 Mar 2012 17:33:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Correa</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[ciência]]></category> <category><![CDATA[deus]]></category> <category><![CDATA[filosofia]]></category> <category><![CDATA[manuel curado]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4893</guid> <description><![CDATA[Historicamente não existe um conceito capaz de definir “deus”, porém esse conceito sempre esteve relacionado a nós, e seja como for, o assunto é inesgotável<p><a
href="http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia">Porquê Deus se temos Ciência?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia"></g:plusone></div><p>Antes de começar, já adianto que este é um daqueles posts longos, mas nem por isso ele é chato (você que é preguiçoso e não gosta de ler, sinto muito).</p><p>Historicamente não existe um conceito capaz de definir “deus”. Os povos da Antiguidade se referiam a deus através da manifestação dos fenômenos naturais, a chuva, o vento, à noite, o dia, as estações e assim por diante. E daí surgem os rituais, os sacrifícios, as cerimônias, que tinham como objetivo agradar as benfeitorias recebidas pelos “deuses” atribuídos para cada fenômeno da natureza, ou como forma de não serem castigados.</p><p>Ao longo dos séculos, por meio das tradições primitivas, esses deuses foram ganhando contornos cada vez mais fortes até se estabelecer um conceito filosófico de religiões, significando aqui como grupos de pessoas, com métodos, regras e afins.</p><p>E assim essa evolução caminhou por muitos séculos em nossa história e se mantém até os dias atuais.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/03/DEUS_E_CIENCIA.jpg" alt="" title="Deus e Ciência" width="450" height="654" class="alignnone size-full wp-image-4894" /></center></p><p>Essa é a História resumida. A parte longa, e principalmente a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, universo e tudo o mais, digo&#8230; Porque essa necessidade de deus afinal?</p><p>Antes de tudo, não é Deus, com letra maiúscula, da tradição judaico-cristã; mas sim o deus, baseado em tudo aquilo que as pessoas acreditam, e que de alguma forma, se sentem bem.</p><p><span
id="more-4893"></span></p><p>A ciência como conhecemos hoje surgiu como uma resposta ao buraco negro em que caímos durante a Idade Média, com o Renascimento, os estudos de Galileu, Newton e tantos outros, e a partir do século XX, seu maior salto nunca antes visto.</p><p>Na época era basicamente a relação entre metafísica, matemática e filosofia natural.</p><p>Ou seja, com a ajuda dos filósofos foi possível comparar as teologias, ou &#8220;deuses&#8221; com as descobertas humanas. Por exemplo: quem nunca se perguntou de onde vieram os fósseis de dinossauros, se os homens foram criados do barro a imagem e semelhança divina?</p><p>Ao se pensar nessa relação, os homens puderam também pensar sobre as relações entre este ou aquele deus, ou em outras palavras, foi criado o conceito de religiões, no plural.</p><p>Essa ciência comparativa das religiões emergiu, portanto, da objetivação das crenças religiosas estendidas ao Cristianismo &#8211; no inicio da Modernidade &#8211; servindo de base para as outras três: &#8220;Maometanismo&#8221;, “Judaísmo” e “Paganismo” – cada uma das quais elaboradas, em diversos graus, como uma versão inferior do paradigma original do cristão.</p><p>Em cada caso, as crenças e formas de vida de todos os povos tendiam a se reduzir ao conjunto de dogmas, e a característica principal de uma religião tornava-se aquilo em que seus seguidores acreditavam.</p><p>Quer dizer que o verdadeiro deus só existe, se as regras forem seguidas e mais, não há exceções.</p><p>Outro ponto importante que pode nos ajudar a entender essas relações entre a ciência e a fé é justamente que no segundo caso, as experiências são sustentadas por fatos transcendentais, ou mesmo, sobrenaturais e místicos.</p><p>Como explicar experiências que se formam lá no fundo do cérebro biomaterial, que por sua vez é responsável por criar reflexos sensoriais e motores, e com isso montar uma realidade única?</p><p>Mesmo que existissem outros níveis de conhecimento além do empírico-sensorial, eles não teriam meios de serem validados e, portanto, não poderiam ser levados a sério.</p><p>Eles seriam, na melhor das hipóteses, apenas gostos pessoais ou subjetivos e amostras idiossincráticas, úteis talvez como preferências emocionais, mas sem nenhuma validade cognitiva.</p><p>Dessa forma, Ken Wilber, em seu livro a <strong>União da Alma e dos Sentidos</strong> nos diz, “se a ciência deseja continuar a negar o Espírito” ela será forçada a recuar para a segunda objeção e não tentar negar todos os interiores, mas apenas alguns tipos deles, sob a alegação de que alguns interiores “desacreditados”, como por exemplo, a experiência espiritual, não pode ser verificada.</p><p>Se a ciência e a religião quiserem se integrar, cada uma terá de ceder pelo menos um pouco, sem, todavia, deformar-se a ponto de ficar irreconhecível. Pedimos à ciência que apenas se expandisse do empirismo restrito (experiência sensorial apenas) a um empirismo amplo (experiência direta, em geral), o que ela faz, de qualquer forma, com suas próprias operações conceituais, desde a lógica até a matemática.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/03/god_or_nietzsche.jpg" alt="" title="God or Nietzsche" width="400" height="257" class="alignnone size-full wp-image-4895" /></center></p><p>Mas a religião também precisa ceder um pouco. E, nesse caso, ela deve abrir suas reivindicações de verdade à verificação direta – ou rejeição – pela evidencia experimental. A religião, como ciência, terá de seguir as três linhas de todo o conhecimento válido e basear as suas asserções na experiência direta.</p><p>Como vimos se quisermos integrar ciência e religião, cada uma delas terá que ceder um pouco, mas, é importante notar, não tanto que as torne irreconhecíveis.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia">Porquê Deus se temos Ciência?</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/porque-deus-se-temos-ciencia/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Vygotsky e Wallon: a contribuição de dois psicólogos ao avanço da educação</title><link>http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao</link> <comments>http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao#comments</comments> <pubDate>Mon, 12 Mar 2012 11:43:26 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <category><![CDATA[infantil]]></category> <category><![CDATA[palmada]]></category> <category><![CDATA[Vygotsky]]></category> <category><![CDATA[Wallon]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4885</guid> <description><![CDATA[Um pouco da teoria desses dois autores sobre a educação infantil e a lei da palmada, que proíbe qualquer forma de punição corporal a crianças e adolescentes<p><a
href="http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao">Vygotsky e Wallon: a contribuição de dois psicólogos ao avanço da educação</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao"></g:plusone></div><p><strong>Vygotsky</strong> é um autor do início do século XIX: nasceu em Orsha, Bielorrússia, em 17 de novembro de 1896 e morreu precocemente em 11 de junho de 1934, aos 37 anos de idade. No ano de seu falecimento foi publicado o livro “Pensamento e linguagem na URSS”, um importante marco em sua obra. Teve tanto uma formação acadêmica como uma atividade profissional muito diversificada. Estudou direito (Universidade de Moscou), formando-se em 1917; história e filosofia (Universidade Popular de Shanyavskii), onde aprofundou seus estudos em psicologia, filosofia e literatura; e medicina (Moscou e Kharkov). Trabalhou como professor e pesquisador nas áreas da psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental; como conferencista; como pesquisador na área da “pedologia” (ciência da criança); foi o criador de um laboratório de psicologia na escola de formação de professores de Gomel; participou da c riação do Instituto de Deficiências, em Moscou; fundou uma editora e uma revista literária; coordenou o setor de teatro do Departamento de Educação de Gomel e editou a seção de teatro no jornal local. Vygotsky destaca-se por ter uma produção escrita vastíssima (cerca de 200 trabalhos científicos) para uma vida tão curta, marcada por um interesse temático diversificado e por uma formação interdisciplinar.</p><p><center><img
alt="" src="http://promoview.com.br/wp-content/uploads/2011/12/pintandoobem.jpg" class="alignnone" width="410" height="400" /></center></p><p><strong>Henri Wallon</strong> tem uma obra de destaque na psicologia da educação. Ele foi um importante filósofo, médico, psicólogo e político francês nascido em 15 de junho de 1879, em Paris, e morto em 1º de dezembro de 1962. Ele formou-se em 1902 em filosofia e em 1908 em medicina. Em 1914 teve uma passagem na I Guerra Mundial servindo como médico no exército francês e, nessa experiência na frente de combate, teve contato com as lesões cerebrais sofridas por ex-combatentes que fez com que ele revisse postulados neurológicos que havia desenvolvido no atendimento a crianças com deficiência. Mais à frente, entre 1920 e 1937, torna-se o encarregado de conferências sobre a psicologia da criança na Universidade de Sorbonne e em outras instituições de ensino superior. Sua trajetória mostra que até 1931 exerceu a função de médico de instituições psiquiátricas, enquanto paralelamente consolida seu interesse pela psic ologia da criança. Vivenciou mais uma vez a tragédia de uma guerra onde foi perseguido pela Gestapo, quando as tropas alemãs invadiram a França na II Grande Guerra e, por isso, teve que viver na clandestinidade. Tornou-se bem conhecido por seu trabalho científico sobre Psicologia do Desenvolvimento, devotado principalmente à infância, em que assume uma postura notadamente interacionista, e por sua atuação política e posicionamento marxista. Por sua formação, ocupou os postos mais altos no mundo universitário francês, em que liderou uma intensa atividade de pesquisa.</p><p>Meus comentários a seguir sobre esses dois autores foram baseados em leitura feita das seguintes obras: “Vygotsky – Aprendizado e desenvolvimento: Um processo sócio-histórico”, de Marta Kohl de Oliveira; e “Henri Wallon – Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil”, de Izabel Galvão.</p><p><span
id="more-4885"></span></p><p>O objetivo mais amplo do trabalho de Vygotsky era a busca de uma “nova psicologia”, ou seja, de uma ligação entre a produção científica e o regime social recém-implantado em seu país. Essa “nova psicologia” que buscava consistia numa síntese entre duas fortes tendências presentes na psicologia do início do século XX: 1) Psicologia como ciência natural, que se relaciona com a psicologia experimental, preocupando-se com a quantificação dos fenômenos observáveis e com a subdivisão dos processos complexos em partes menores e mais facilmente observáveis; e que procurava explicar processos elementares sensoriais e reflexos, tomando o homem basicamente como corpo. 2) Psicologia como ciência mental, que descrevia as propriedades dos processos psicológicos superiores, tomando o homem como mente, consciência e espírito, aproximando mais a psicologia da filosofia e das ciências humanas, com uma abordage m descritiva, subjetiva e dirigida a fenômenos globais, sem preocupação com a análise desses fenômenos em componentes mais simples.</p><p>O significado da síntese entre essas duas abordagens para Vygotsky, feita para tentar superar a crise da psicologia e para encontrar uma abordagem alternativa, é central para sua forma de compreender os processos psicológicos e não representa uma simples soma ou justaposição dos elementos experimental e mentalista, mas a emergência de algo novo, que se tornou possível pela interação entre esses elementos, num processo de transformação que gera novos fenômenos. Essa abordagem integra, numa mesma perspectiva, o homem enquanto corpo e mente, enquanto ser biológico e ser social, enquanto membro da espécie humana e como participante de um processo histórico. Apresenta três idéias centrais: 1) As funções psicológicas têm um suporte biológico, pois são produtos da atividade cerebral; 2) O funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior, as quais se dese nvolvem num processo histórico; e 3) A relação homem/ mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos (signo).</p><p>Vygotsky explica seus “pilares” básicos mostrando que a postulação de que o cérebro, como órgão material, é a base biológica do funcionamento psicológico e toca um dos extremos da psicologia humana, ou seja, o homem. Este, enquanto espécie biológica possui uma existência material que define limites e possibilidades para o seu desenvolvimento. Ele mostra que o cérebro, no entanto, não é um sistema de funções fixas e imutáveis, mas um sistema aberto, de grande plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo da história da espécie e do desenvolvimento individual. Afirma que a grande flexibilidade do cérebro não supõe um caos inicial, mas sim a presença de uma estrutura básica estabelecida ao longo da evolução da espécie, que cada um de seus membros traz consigo ao nascer.</p><p>Outra idéia de Vygotsky é que o homem transforma-se de biológico em sócio-histórico, num processo em que a cultura é parte essencial da constituição da natureza humana, dentro de uma concepção de uma base material em desenvolvimento ao longo da vida do indivíduo e da espécie. Para ele, o desenvolvimento psicológico não pode ser pensado como um processo abstrato, descontextualizado ou universal e sim que o funcionamento psicológico está baseado fortemente nos modos culturalmente construídos de ordenar o real, particularmente no que se refere às funções psicológicas superiores, tipicamente humanas.</p><p>Por fim, temos que o conceito da mediação é central para compreendermos o fundamento sócio-histórico do funcionamento psicológico, no que se refere ao seu pressuposto de que a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo os sistemas simbólicos os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo.</p><p>Já na trajetória de Wallon rumo à educação ele, por um lado, viu o estudo da criança como um recurso para conhecer o psiquismo humano, por outro, interessou-se pela infância como problema concreto e é o que mostram seu interesse teórico por problemas da educação e sua participação no debate educacional de sua época. Ele considerava que entre a psicologia e a pedagogia deveria haver uma relação de contribuição recíproca e via que a pedagogia ofereceria campo de observação à psicologia, mas também questões para investigação e a psicologia, ao construir conhecimentos sobre o processo de desenvolvimento infantil, ofereceria um importante instrumento para o aprimoramento da prática pedagógica.</p><p>Relativo “a complexa dinâmica do desenvolvimento infantil” ele via que no desenvolvimento humano podemos identificar a existência de etapas claramente diferenciadas, caracterizadas por um conjunto de necessidades e de interesses que lhe garantem coerência e unidade. Neste sentido, o estudo da criança contextualizada possibilita que se perceba que, entre os seus recursos e os do meio, instala-se uma dinâmica de determinações recíprocas, onde a cada idade estabelece-se um tipo particular de interações entre o sujeito e seu ambiente e o contexto do desenvolvimento é formado pelos aspectos físicos do espaço, pelas pessoas próximas, pela linguagem e pelos conhecimentos próprios de cada cultura. Mostra também que a determinação recíproca que se estabelece entre as condutas da criança e os recursos de seu meio imprime um caráter de extrema relatividade ao processo de desenvolvimento e ele tem uma dinâmic a e um ritmo próprios, resultantes da atuação de princípios funcionais que agem como uma espécie de leis constantes.</p><p>Para ele a afetividade, o ato motor, a inteligência são campos funcionais entre os quais se distribui a atividade infantil e a pessoa é o todo que integra esses vários campos e é, ela própria, um outro campo funcional. Wallon desenvolve então seu conceito-chave que a idéia de diferenciação, onde o estado inicial da consciência pode ser comparado a uma massa difusa, na qual se confundem o próprio sujeito e a realidade exterior e a distinção entre o eu e o outro só se adquire progressivamente, num processo que se faz nas e pelas interações sociais.</p><p>A criança encontra-se num estado de dispersão e indiferenciação até que saiba identificar sua personalidade e a dos outros, correspondendo a primeira ao eu e as segundas à categoria do não-eu, onde ela percebe-se como que fundida ao outro e aderida às situações e circunstâncias e, nesse sentido, o processo de socialização é de crescente individualização.</p><p><center><img
alt="" src="http://www.chamaojuca.com.br/wp-content/uploads/2012/02/evolucao_estudo.jpg" class="alignnone" width="570" height="344" /></center></p><p>Ao discutir o “pensamento, linguagem e conhecimento”, Wallon afirma que a linguagem é o instrumento e o suporte indispensável aos processos de pensamento, ao mesmo tempo em que age como estruturadora do mesmo. Elege o pensamento discursivo (verbal) como o objeto privilegiado de seu estudo sobre a inteligência e confere também grande importância ao binômio pensamento-linguagem.</p><p>A teoria walloniana mostra que é muito grande o impacto da linguagem sobre o desenvolvimento do pensamento e da atividade global da criança, sendo que com a posse desse instrumento, a criança deixa de reagir somente àquilo que se impõe concretamente a sua percepção; deslocando-se das ocupações ou solicitações do instante presente, sua atividade passa a comportar adiamentos e projetos. Mostra também que a linguagem oferece à representação mental o meio de evocar objetos ausentes e de confrontá-los entre si. Por fim, esses objetos e situações concretos passam a ter equivalentes em imagens e símbolos, podendo, assim, ser operados no plano mental de forma cada vez mais desvinculada da experiência pessoal e imediata.</p><p>Dito isso, chegamos agora ao seu ponto principal, que é a questão referente à análise das complexas relações de determinação recíproca que existe entre indivíduos e sociedade. Wallon via na educação o conflito entre o indivíduo e a sociedade. Ele discute a contradição entre indivíduo e sociedade existente na maior parte dos sistemas de ensino. Wallon apresenta em sua obra a idéia pedagógica da necessidade de superação da dicotomia entre indivíduo e sociedade subjacente à maior parte dos sistemas de ensino, que costumam oscilar contraditoriamente entre um e outro pólo da antinomia. Para o pensamento walloniano, a educação tradicional prioriza a ação dos adultos sobre a juventude e acena com a perpetuação da ordem social.</p><p>Dentro da perspectiva de que uma personalidade que se forma isolada da sociedade é inconcebível e que é na interação e no confronto com o outro que se forma o indivíduo, Wallon considera que a educação deve integrar à sua prática e aos seus objetivos, tanto a dimensão social como a individual, devendo, portanto, atender simultaneamente à formação do indivíduo e à da sociedade.</p><p>Discute também qual a importância de se refletir sobre as dimensões sociais da educação. Essa ação abre o caminho também para uma reflexão política sobre o papel da escola na sociedade, pois Wallon considera que a priorização da discussão metodológica em detrimento da reflexão sobre as dimensões sociais da educação foi outro fator responsável pelo individualismo.</p><p>Também propunha o atendimento simultâneo das aptidões individuais e das necessidades sociais, baseado na idéia de que o aproveitamento mais adequado das competências de cada um se dá em benefício do indivíduo e da sociedade, assim como a melhor distribuição das tarefas sociais serve ao interesse coletivo e à realização individual.</p><p>Por fim, temos que Wallon complementa seu projeto prevendo um procedimento de natureza financeira, que, além da gratuidade do ensino, incluíam a implantação de um regime de remuneração ao estudante, no sentido de assegurar a todos os indivíduos o pleno desenvolvimento de suas potencialidades.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao">Vygotsky e Wallon: a contribuição de dois psicólogos ao avanço da educação</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/vygotsky-e-wallon-a-contribuicao-de-dois-psicologos-ao-avanco-da-educacao/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Bairros da cidade de São Paulo, uma homenagem</title><link>http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem</link> <comments>http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem#comments</comments> <pubDate>Sat, 25 Feb 2012 12:39:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[bairros]]></category> <category><![CDATA[homenagem]]></category> <category><![CDATA[são paulo]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4866</guid> <description><![CDATA[Contamos a história de alguns bairros de São Paulo. Seu  bairro não entrou na lista? Entre em contato e quem sabe ele não entra na próxima?<p><a
href="http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem">Bairros da cidade de São Paulo, uma homenagem</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem"></g:plusone></div><p>Dando sequência a minha colaboração periódica ao site “Vivendocidade” resolvi contar um pouco das histórias e das peculiaridades de alguns bairros paulistanos me baseando em leituras que fiz de diversas publicações. Entre elas o documento <strong>“Índice de Bairros“</strong>, do Legislativo Municipal; o livro <strong>“São Paulo: 450 bairros, 450 anos”</strong>, do jornalista Levino Ponciano; o site da Prefeitura Municipal de São Paulo e a Wikipédia, a enciclopédia livre da internet.</p><p>Muitos fatos e curiosidades dos bairros paulistanos podem ser lembrados. Por exemplo, que parte do bairro do <em>Bixiga</em> pertencia, na segunda metade do século XVIII, a Antonio Bexiga, vítima de varíola, doença conhecida popularmente por bexiga. Foi assim que surgiu o nome de um dos bairros mais conhecidos de São Paulo. O <em>Brás</em>, por sua vez, teve início na chácara de José Brás, onde, no início do século XIX, foi pedida a edificação de uma capela em homenagem ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Essa chácara ficava à margem de uma estrada que levava à Penha, com um trecho do caminho conhecido como caminho do José Brás que, depois, passou a ser denominado rua do Brás, conhecida hoje como avenida Rangel Pestana.</p><p><img
class="alignnone size-full wp-image-4867" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/02/saopaulo-bairro.jpg" alt="são-paulo-bairros" width="450" height="337" /></p><p>Já a história do <em>Bom Retiro</em> é marcada pela chegada dos judeus foragidos da perseguição dos nazistas no final dos anos 30, com sua vinda se acentuando durante os duros anos da Segunda Grande Guerra. Foram eles os responsáveis pelo grande progresso do bairro, sendo pioneiros na venda em prestações em suas lojas de roupas. O bairro de <em>Ermelino Matarazzo</em> tem por peculiaridade aniversariar no Dia do Trabalho, onde é organizada a maior festa popular deste dia, ficando atrás somente das comemorações das centrais sindicais. O nome do bairro é uma homenagem ao neto do conde Francisco Matarazzo, proprietário das indústrias Matarazzo, que atraiu para São Paulo, na década de 40, milhares de brasileiros e imigrantes em busca de emprego.</p><p><span
id="more-4866"></span></p><p>O bairro do <em>Jardim Brasil</em>, no Distrito de Vila Medeiros, nasceu de uma das duas fazendas de um visionário, o aviador Eduardo Pacheco Chaves, a chamada Fazenda Guapira (de onde nasceram os bairros do Jaçanã, Parque Edú Chaves, Jardim Brasil e outros). A outra fazenda, hoje no município de Guarulhos, se chamava Fazenda Cumbica, e ficava no mesmo local onde abriga hoje um dos maiores aeroportos brasileiros. A escola de pilotagem de Eduardo, que funcionava no terreno da fazenda, chegou a abrigar um grande hangar para os aviões, e obteve reconhecimento da sociedade da época. Assumiu um grande financiamento junto ao Banco do Brasil para a construção do primeiro aeroporto paulista, mais devido às inúmeras dificuldades encontradas na época, o projeto não foi efetivado. Inspirou, no entanto, a construção do Aeroporto Campo de Marte, mais próximo da região central, e não sujeito às dificuldades encontradas na região de origem.</p><p>Por fim, conheci a história da <em>Mooca</em>, bairro fundado em 1556, quando os jesuítas construíram uma ponte sobre o rio Tamanduateí. Mooca, do tupi-guarani significa “faz casa”, é uma referência à história dos índios que exclamavam “Mooca!” ao verem os brancos construindo suas casas naquela região. De 1870 a 1890, chegaram os imigrantes, com destaque para os italianos que montaram as primeiras fábricas de massa na região.</p><p>Dos cerca de cem bairros pesquisados observei que as comemorações de seus aniversários concentram-se no mês de outubro, com 19 bairros aniversariando, em seguida vem os meses de maio e setembro, com 13 aniversários cada. O menor número de bairros aniversariantes aparece no mês de fevereiro, com apenas dois bairros em festa. Neste mês de março são cinco os bairros em que se comemora a sua fundação: <em>Pacaembu</em>, <em>Pedreira</em>, <em>Jardim Maringá</em>, <em>Indianópolis</em> e <em>Saúde</em>.</p><p>O Pacaembu é um bairro nobre e sua história remonta ao século XVI, quando a Sesmaria do Pacaembu foi doada aos jesuítas por Martim Afonso de Sousa que, na época, a subdividiam em Pacaembu de Cima, Pacaembu do Meio e Pacaembu de Baixo. Os religiosos resolveram catequizar os índios da região e para tanto estabeleceram-se em várias aldeias da região. Uma delas situava-se próxima de um riacho que sofria inundações frequentes. Era o “paã-nga-he-nb-bu”, ou seja, Pacaembu, que em tupi-guarani significa “atoleiro&#8221; ou &#8220;terras alagadas”.</p><p>Como a maioria dos bairros paulistanos ele formou-se do loteamento de diversas propriedades rurais. Com o passar dos anos, o velho sítio do Pacaembu, antes isolado e coberto por vegetação, foi subdividido em pequenas chácaras que cultivavam em sua maioria o chá.</p><p>No ano de 1912 a empresa inglesa <em>“City of São Paulo Improvements and Freehold Company Limited”</em> adquiriu terrenos na cidade, e uma dessas áreas seria o futuro bairro do Pacaembu. Essa companhia anunciava a criação de bairros baseados nos princípios básicos da “garden-city” (cidade-jardim), causando alvoroço entre os paulistanos. Por estar em um vale, a “City” enfrentou diversos desafios, como o terreno acidentado e as dificuldades de logística e transportes, pois na época eram utilizados burros de carga.</p><p>As primeiras modificações na região foram a canalização do ribeirão Pacaembu, a formação da primeira via do bairro, a Avenida Pacaembu, além da drenagem e aterramento de grandes áreas. O bairro foi projetado de acordo com o modelo cidade-jardim, através de ruas de traçado sinuoso, grandes terrenos e áreas ajardinadas. Houve também melhorias em eletricidade, na rede de água e de esgoto.</p><p>Em 1935, a empresa inglesa doou ao poder público um terreno 75 mil m² para a construção do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (ou Pacaembu). Projetada pela Companhia Severo e Villares a obra foi concluída em 1938, sendo inaugurada em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República Getúlio Vargas, o qual foi recebido por estrondosa vaia pelos paulistas. Na época era o maior estádio da América Latina.</p><p>Possui uma população de perfil bairrista, representada pela “Associação Viva Pacaembu por São Paulo” e “Associação dos Moradores e Amigos do Pacaembu, Perdizes e Higienópolis”, que defendem os interesses de seus moradores. Estas ONGs já lutaram contra mudanças na resolução do tombamento histórico do bairro, construção de estabelecimentos educacionais, verticalização do bairro, poluição visual e eventos no estádio do Pacaembu.</p><p>De acordo com o jornalista Levino Ponciano em seu livro, no dia 9 de março fará aniversário também o bairro de <em>Pedreira</em>, localizado no extremo da zona sul da cidade de São Paulo e às margens da Represa Billings. Com quase 128 mil habitantes esse bairro começou a se formar a mais de meio século atrás e teve seu nome inspirado nas imensas pedreiras que sempre existiram nas suas imediações. Ele tem como principal atrativo a Represa Billings, que foi construída em 1920 por um engenheiro americano de mesmo nome e possui um imenso reservatório com quase 10 bilhões de litros de água e com 127 km² de superfície. Faz divisa com a <em>Cidade Ademar</em>, cujo nome indica ser uma homenagem ao engenheiro responsável pelo loteamento do local, nos anos 50, quando o lugar era um grande descampado. No entanto outra versão diz que o nome vem do ex-governador Ademar de Barros, proprietário de uma grande fazenda na qual o bairro foi iniciado.</p><p>Já em 15 de março o <em>Jardim Maringá</em> faz aniversário. Localizado na zona leste da capital paulista ele tem a sua origem a partir de um loteamento de uma área muito extensa e que deu origem também a <em>Vila Matilde</em>. Quem implantou o loteamento que originou esse jardim foi Juvenal Ferreira, cunhado de Dona Escolástica Melchert da Fonseca – que era a proprietária da gleba original e que ia desde a Guaiaúna até a Fazenda do Carmo, conhecida hoje como <em>Parque do Carmo</em>.</p><p>Uma peculiaridade deste mês de março é que no mesmo dia 26 será comemorado o aniversário de dois importantes bairros, <em>Indianópolis</em> e <em>Saúde</em>, ambos localizados na zona sul. Conforme relata Levino Ponciano em seu livro sobre os bairros paulistanos, o primeiro localiza-se em uma região que pertencia, no fim do século XIX, a Joaquim Pedro Celestino e à Companhia Territorial Paulista e que foi loteada com a chegada do bonde a vapor que ia até Santo Amaro. Seu nome é uma homenagem à cidade norte-americana de Indianápolis. A sua história mostra que ele começou a crescer nos primeiros anos do século XX e em 26 de março de 1933 deu-se o início da construção da primeira igreja do bairro, a de Nossa Senhora Aparecida, ficando a data como marco de sua fundação.</p><p>Já o bairro da Saúde era, nos primeiros tempos de São Paulo, apenas parte de um caminho onde os tropeiros faziam parada. Com o passar dos tempos foi construída a Capela de Santa Cruz, passando mais tarde a ser denominada paróquia de Nossa Senhora da Saúde, sendo que, em 1928, iniciou-se a construção de uma grande igreja no local. Um de seus marcos é o famoso Bosque da Saúde, iniciado no início do século XIX e frequentado por muitos paulistanos. Seu desenvolvimento se consolidou na década de 1970, trazendo grandes edifícios e um comércio pujante.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem">Bairros da cidade de São Paulo, uma homenagem</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/bairros-da-cidade-de-sao-paulo-uma-homenagem/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>O que a implantação de um ERP pode ensinar ao seu namoro</title><link>http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro</link> <comments>http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro#comments</comments> <pubDate>Tue, 14 Feb 2012 23:48:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[ERP]]></category> <category><![CDATA[implantação]]></category> <category><![CDATA[namoro]]></category> <category><![CDATA[sistema]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4860</guid> <description><![CDATA[Toda empresa sabe o trauma que é a implantação de um ERP, o que não sabem, é o que isso pode ensinar ao seu namoro<p><a
href="http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro">O que a implantação de um ERP pode ensinar ao seu namoro</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro"></g:plusone></div><p>Quem trabalha em empresa de médio ou grande porte sabe o trauma que é a implantação de um ERP (sigla para enterprise resource planning ou planejamento dos recursos empresariais). Muita gente pensa que um sistema integrado, que amarra a maioria dos processos internos, e ainda é capaz de gerar relatórios de resultado é ferramenta divina que vai perdoar todos os pecados e ainda fazer celebrações de casamento, tudo isso antes do fim do expediente.</p><p>Acontece que não é assim, a implantação de algo dessa grandeza não é algo simples. As pessoas têm que conhecer seus procedimentos, desenhar fluxogramas, customizar algumas peculiaridades específicas de determinados setores, e alguns litros de café depois, talvez ter um sistema que possa começar a ser utilizado.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/02/amor-virtual.jpg" alt="amor-virtual" title="Amor virtual" width="568" height="471" class="alignnone size-full wp-image-4863" /></center></p><p>Depois vem o trabalho de acompanhamento e manutenção geral, onde os resultados são estudados exaustivamente, e novas correções são feitas, novos ajustes etc.</p><p>Em linhas gerais, esse é um resumo de uma empresa perfeita, com processos perfeitos e pessoas perfeitas. Claro que isso não existe.</p><p><span
id="more-4860"></span></p><p>A implantação de um ERP é muito parecido com qualquer relacionamento amoroso que possa ter durante sua vida, só que bem pior. É um namoro levado aos trancos e barrancos, ex que nunca se afastam, e até mesmo quando seu(sua) namorado(a) é deveras saudosista e teima em&#8230; (insira um adjetivo aqui, leitor).</p><p>Parece um roteiro de novela ruim? Mas sem a parte boa. Infelizmente.</p><p>Claro que tanto na empresa, como no relacionamento, existe uma solução, sempre há uma solução. E vamos entender o que pode ser feito para que as coisas sejam menos traumáticas para todo mundo.</p><p>Primeiro de tudo, não existe um sistema integrado perfeito, muito menos aquele mais caro, ou mais utilizado é o melhor para sua empresa. Da mesma forma, não existe um namoro igual a outro. Em ambos os casos existe aquilo que melhor se adapta para suas necessidades, mesmo que não seja o maior, melhor, ou até mesmo seja muito estranho aos nossos olhos.</p><p>Entender os processos de uma empresa é entender como as pessoas trabalham, afinal são elas quem operam as máquinas, e como pessoas são complicadas! Somos responsáveis por criar filosofias para nos entender e passamos a vida inteira estudando como complicar isso.</p><p>Temos manias e hábitos únicos, e também milhares de defeitos. Por associação nossos trabalhos são exatamente assim.</p><p>Portanto, dê o braço a torcer! Quando começar algo novo, ponha dentro desta cabeça grande que se trata de algo novo de fato, pensando novo, e se propondo a aceitar opiniões e comentários, e tudo aquilo que nossos consultores são pagos para falar.</p><p>Num relacionamento significa esquecer o passado e dar atenção ao novo. Criar com isso um jeito único para vocês e&#8230; Não tem muito mais o que falar. Nada de fantasmas do Natal passado e pronto!</p><p>Por fim, ambos os processos são traumáticos. E uma vez que começam de verdade dificilmente podem ser parados, pelo menos não sem antes causarem um bom estrago.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro">O que a implantação de um ERP pode ensinar ao seu namoro</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/o-que-a-implantacao-de-um-erp-pode-ensinar-ao-seu-namoro/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A contraposição entre magia e religião</title><link>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao#comments</comments> <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 16:30:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[direito]]></category> <category><![CDATA[magia]]></category> <category><![CDATA[religião]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4851</guid> <description><![CDATA[Inspirado na leitura dos textos do sociólogo Georges Gurvitch, vamos mostrar para os leitores do site qual a relação entre magia e religião.<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao">A contraposição entre magia e religião</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao"></g:plusone></div><p>O sociólogo francês de origem russa <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges_Gurvitch" target="_blank">Georges Gurvitch</a> (1894-1965) aborda na obra “A vocação atual da sociologia” o tema “A magia, a religião e o direito”. Inspirado na leitura desse texto vou tentar mostrar para os leitores do site qual seria a contraposição entre magia e religião.</p><p>Na introdução desse trabalho o autor aponta que muitos estudiosos de várias áreas, como etnólogos, sociólogos, historiadores, juristas, filósofos e teólogos, participaram de uma maneira muito ativa na discussão do problema da relação entre a magia e a religião nas sociedades arcaicas, assim como o das repercussões sociais da magia.</p><p>No entanto, segundo ele, o problema central dessa discussão ainda não teria sido resolvido, ou seja, não se chegou a um acordo nem sobre a possibilidade de traçar uma linha de demarcação precisa entre magia e religião, nem sobre uma determinação da função específica da magia na vida social, muito menos sobre precisar as suas relações com a técnica, a ciência, a moral e o direito.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/02/magia.jpg" alt="magia" title="Magia" width="500" height="339" class="alignnone size-full wp-image-4852" /></center></p><p>Gurvitch procura mostrar que a irredutibilidade maior ou menor da magia e da religião, geradas não só pela oposição de duas atitudes coletivas diferentes, mas também pela oposição de duas categorias fundamentais do pensamento dos arcaicos, que seriam o maná (que, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, tem o sentido figurado de alimento espiritual de origem divina; o que consola a alma) e o sagrado, constitui um aspecto essencial do pluralismo e da complexidade das suas sociedades.</p><p><span
id="more-4851"></span></p><p>Ele aponta que qualquer tentativa para opor esses dois temas como elementos irredutíveis encontra três objeções prévias:</p><blockquote><p>a) Como separar a magia da religião, quando na realidade elas estão imbricadas, contendo a maior parte das religiões conhecidas elementos de magia, tanto branca como negra;<br
/> b) Separar completamente a magia da religião não seria separar a magia dos estados de consciência coletiva, isto é, da sociedade cuja encarnação é a religião? e;<br
/> c) A oposição entre força sobrenatural transcendente (deus, totem) e força sobrenatural imanente (força mágica, maná) pressupõe que os arcaicos são geralmente capazes de distinguir entre o “sobrenatural” e o “natural”, assim como entre o “transcendente” e o “imanente”, pressuposições essas ingênuas e erradas, que lhe atribuem as nossas concepções atuais.</p></blockquote><p>Quando aborda as “Conclusões gerais sobre as propriedades do maná e da magia” Gurvitch discute a oposição entre o maná e o sagrado, procurando resumir em nove tópicos os traços específicos do maná, que considera o conceito-chave da magia, na sua oposição com o sagrado e o divino, que considera, por sua vez, o conceito-chave da religião.</p><p>No primeiro tópico mostra que o maná é uma força sobrenatural difundida no mundo, afirmando-se como um poderoso ímã da emotividade e da vontade, ao mesmo tempo emotiva e individual. Em seguida, ele afirma que essa força age nas relações entre os seres do mesmo nível ontológico, ou seja, relativo à investigação teórica do ser, bem mais do que nas relações entre os seres superiores e inferiores. No tópico III esclarece que as duas características precedentes transformam a força sobrenatural, que se chama maná, em princípio, imanente aos seres entre os quais ela atua.</p><p>No tópico seguinte, Gurvitch aponta que o maná pode mesmo ser parcialmente criado por um esforço bem sucedido, permitindo o rito mágico tanto entrar em contato com o maná, como criá-lo. No tópico V mostra que o maná, sendo qualidade, substância, ação, potencial de eficácia, é, ao mesmo tempo e de modo indistinto, pessoal e impessoal. No VI aponta que o maná, enquanto força, é simultaneamente impessoal e pessoal; no entanto, pode ser, ou, sobretudo coletivo, ou, sobretudo individual, segundo os indivíduos de que emana. Afirma, então, que podemos distinguir, neste sentido, o maná do grupo e o maná do indivíduo.</p><p>No tópico VII ele mostra que o maná não é privilégio de uma casta especial de mágicos nem de confrarias secretas. Ele é uma espécie de energia vital imanente espalhada no mundo e agindo entre os seres do mesmo nível e todos os seres o possuem e o manejam um pouco. Por isso em todas as relações humanas, o maná desempenha o seu papel mesmo sem a intervenção de ritos mágicos especiais, onde os mágicos profissionais, brancos ou negros (feiticeiros) não passam de homens particularmente hábeis em atualizar o maná acessível a todos, e os clubes e as confrarias secretas não fazem mais do que encarnar e manejar o maná coletivo na sua pureza, à qual a submissão ao sagrado, tal como ela se produz no clã, não causou qualquer dano.</p><p>Já no tópico VIII, Gurvitch afirma que o maná não se identifica nem com a consciência (individual ou coletiva), nem com a alma, nem com o espírito, ainda menos com o sagrado ou o divino. Ele se afirma como independente na sua essência e pode penetrar qualquer elemento. Finalmente, no tópico IX ele mostra que o maná, pelas suas propriedades, nada tem a ver com o sagrado, o divino e a religião, sendo justamente uma força sobrenatural que não é sagrada, que não implica obediência e submissão e não traz a salvação; é uma força sobrenatural imanente, ao passo que o sagrado é uma força sobrenatural transcendente.</p><p>Outro aspecto importante que Gurvitch aborda nas “Conclusões gerais sobre as propriedades do maná e da magia” é a definição da magia e da religião. Afirma que resulta de todas as características precedentes que a magia e a religião são heterogêneas, tanto pelos seus conteúdos ou “obras”, como pelas atitudes que provocam nos sujeitos, coletivos ou individuais.</p><p>Esclarece que a base psico-social da magia é o desejo ilimitado de dominar o mundo por meio de manifestações, desejo esse acompanhado do receio de não saber suficientemente dominar as forças que se desencadeiam. Já a base psico-social da religião é a angústia irremediável, o sentimento de abandono e de fraqueza, de que o outro pólo é a esperança de salvação, somente trazida pela condescendência de uma força mais ou menos transcendente.</p><p>Para Gurvitch, a magia pode ser pública ou secreta, branca ou negra e não há paralelismo entre estas duas oposições, pois se toda magia negra é secreta, ao invés, a magia branca tanto pode ser pública como secreta, tanto coletiva como individual. Ele mostra que a religião, pelo contrário, é sempre coletiva no seu conteúdo (dogma revelado ao grupo), e, habitualmente também, no seu exercício (culto e ritos) e tem uma tendência muito nítida para ser exclusivamente pública.</p><p>Na sua visão, a magia favorece o desenvolvimento do individualismo de uma forma indireta, pois, em primeiro lugar a concorrência entre a magia e a religião pode contribuir para a pluralização dos grupos na sociedade arcaica e para a limitação do ascendente exercido sobre o clã pelas confrarias secretas, fazendo com que surja uma atmosfera mais favorável ao desenvolvimento do individualismo; e, em segundo lugar, a própria crença na autonomia, no poder manipulador da vontade humana coletiva ou individual, favorece indiretamente, no indivíduo, o sentimento de si próprio e a sua libertação parcial da dominação do conjunto.</p><p>Gurvitch conclui a definição de magia e de religião afirmando que assim combinada com fatores econômicos e políticos, a magia torna-se um fator de maior diferenciação dos indivíduos na sociedade arcaica, diferenciação essa que favorece o pluralismo dos grupos provocado pela concorrência entre religião e magia.</p><p>Photo: <a
href="http://pinterest.com/pin/155726099585056705/" target="_blank">http://pinterest.com/pin/155726099585056705/</a></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao">A contraposição entre magia e religião</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Queremos saber do seu conteúdo</title><link>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo</link> <comments>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 09:33:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[conteúdo]]></category> <category><![CDATA[curadoria]]></category> <category><![CDATA[pinterest]]></category> <category><![CDATA[relevância]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4846</guid> <description><![CDATA[Conseguir filtrar um conteúdo dentro da internet é difícil. Deixaremos de ser consumidores de informação e seremos curadores de conteúdo<p><a
href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo">Queremos saber do seu conteúdo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo"></g:plusone></div><p>Que a internet é um fato consolidado, esse é um fato inquestionável. Seria chover no molhado queremos discutir a relevância do que ela representa nas pessoas, numa forma muito peculiar de simbiose, já que as mesmas pessoas que a formam são também formadas por ela.</p><p>É tanta informação sendo consumida enquanto esse texto é escrito (e lido), que até mesmo os chineses duvidam.</p><p>Justamente por isso, dando uma de <em>Pai Galo</em> e querendo imaginar como as coisas funcionarão daqui alguns anos, posso afirmar que o poder não estará mais nas mãos de quem for bem informado, mas sim dará poder a todo aquele que conseguir dar a informação certa no momento em que ela for precisada.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/seta-http-e1327051743491.jpg" alt="browser-seta-navegador" title="Browser com seta" width="600" height="482" class="alignnone size-full wp-image-4848" /></center></p><p>Em outras palavras, deixaremos de ser consumidores e produtores de informação e passaremos a ser curadores de conteúdo, filtrando e indicando itens na qual possuem afinidade para suas redes, claro que tudo isso numa mão de duas vias. Ui!</p><p><span
id="more-4846"></span></p><p>Tomemos por exemplo &#8211; <em>aleatoriamente</em> &#8211; aquela empresa de Mountain View chamada <a
href="http://www.google.com" target="_blank"><strong>Google</strong></a>. Seu mais novo produto social, <a
href="http://plus.google.com" target="_blank"><strong>Plus</strong></a>, é mais do que um sucesso, sendo integrado a todos os outros serviços da rede, e agindo como balisador do seu algorítimo mais importante, que é o segredo de sua busca.</p><p>Já existe na versão inglesa e logo mais para todos os idiomas a priorização dos resultados de acordo com seus círculos, colocando as indicações dos amigos na frente, e mais ainda, a possibilidade de comentar e gerar um conteúdo bem próximo dos níveis neurais que já existem há anos na literatura fantástica.</p><p>Falando nisso, não deixe de visitar <a
href="https://plus.google.com/u/0/b/108009344798132566893/108009344798132566893/posts" target="_blank"><strong>nossa página</strong></a> no Google Plus, além do meu <a
href="https://plus.google.com/u/0/109256889163685383139/posts" target="_blank"><strong>perfil pessoal</strong></a>. Tem muito material lá inédito lá.</p><p>Outra rede muito interessante é a <a
href="http://paper.li/" target="_blank"><strong>paper.li</strong></a>, que basicamente é um mural onde você configura qual fonte/rede quer divulgar e o robô organiza e classifica os dados, e ainda envia para sua rede social favorita. Recomendo!</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/pinterest_logo.png" alt="pinterest-logo" title="Pinterest" width="584" height="147" class="alignnone size-full wp-image-4847" /></center></p><p>Outra rede de curadoria que conheci esses dias e estou gostando muito, pela facilidade e usabilidade é a <a
href="http://pinterest.com/" target="_blank"><strong>Pinterest</strong></a>.</p><p>Nela, depois de configurar seu perfil, você cria paineis (boards), que por sua vez são preenchidos com o que ele chama de pins: qualquer texto ou imagem que achar importante para ser colocado dentro de um painel.</p><p>Agora imagine tudo isso multiplicado por infinito com a possibilidade de buscas, comentários, repostagens, botão curtir&#8230;</p><p>Por enquanto a rede é por convites, que podem ser recebidos por outros membros, ou pedidos diretamente no site. O meu demorou menos de 3 dias para chegar.</p><p>Quando entrar lá, não deixe de seguir algum de <a
href="http://pinterest.com/gaho/" target="_blank"><strong>nossos paineis</strong></a>.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo">Queremos saber do seu conteúdo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Proibido dar palmada nas crianças</title><link>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas</link> <comments>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas#comments</comments> <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:00:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[criança]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4824</guid> <description><![CDATA[Como analisar a Lei da Palmada, e toda sua polêmica, à luz da Sociologia? E o que pensam as crianças?<p><a
href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas">Proibido dar palmada nas crianças</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas"></g:plusone></div><p>ou <strong>&#8220;Agora querem intervir no cotidiano da casa&#8221;</strong></p><p>Pensando nas coisas que acontecem no dia-a-dia de uma família nos deparamos com a recente Lei da Palmada (Projeto de Lei 7672/10) aprovada em Comissão Especial da Câmara em 14 de dezembro do ano passado. Polêmica na certa, essa lei afetará o cotidiano da casa. Fica uma questão: como analisá-la à luz da Sociologia? Pensei logo de cara na Sociologia da Vida Cotidiana, tão difundida pelo filósofo marxista e sociólogo francês Henri Lefebvre (1901-1991). Comentarei, então, essa lei e assim retomarei, nesse desabrochar de 2012, minha contribuição periódica ao site “Vivendocidade”.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/palmada.jpg" alt="palmada" title="Palmada" width="570" height="428" class="alignnone size-full wp-image-4825" /></p><p>Esse ramo da Sociologia trata da possibilidade de investigação e de analisa o discurso a respeito do cotidiano visto como uma manifestação do real e da realidade da vida. Tal possibilidade é vista por ela de diversos ângulos e as relações de família estão, com certeza, englobadas neles. Nessas relações tem um papel central o poder dos pais em intervir na educação dos filhos pequenos, usando vários métodos, entre eles a palmada. Desde antanho ela é empregada no sentido corretivo, mais contemporaneamente vem perdendo espaço para uma educação mais liberal, que procura privilegiar o diálogo na repreensão dos deslizes da criança. A novidade é que agora o legislador resolveu agir, embalado por uma ação do Poder Executivo. E, mais uma vez, para criar uma lei que, como tantas, não vai ser respeitada e nem adotada na prática. Além do mais surge uma questão importante: como fiscalizar? Pensemos&#8230;</p><p><span
id="more-4824"></span></p><p>Essa lei prevê punições aos pais que baterem em seus filhos, proíbe e estabelece sanções para castigos físicos aplicados por eles contra as crianças. Ela estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante. Sujeita os pais infratores a penas socioeducativas que vão até ao afastamento dos filhos e especifica que as crianças e os adolescentes devem ser protegidos do castigo físico, em que haja o uso da força e resulte em sofrimento e lesão para eles. Ela quer substituir a popular palmada educativa pelo elogiado diálogo entre pais e filhos.</p><p>Se aprovada em plenário neste ano ela obrigará os pais a aprenderem a educar os filhos sem violência. Esse projeto proibirá qualquer castigo físico contra crianças e adolescentes e o seu texto com certeza alterará o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.069/90), que atualmente não deixa claro quais são as restrições quanto aos maus tratos realizados pelos pais.</p><p>Visto no prisma teórico de Lefebvre a educação e os processos pedagógicos só aceitam críticas pedagógicas feitas <em>a posteriori</em>. Ele evidencia que “os métodos e a matéria ensinada” reduzem o aluno à passividade, habituando-o a trabalhar sem prazer, destacando os métodos, os locais e a arrumação do espaço. Afirma que “o espaço pedagógico é repressivo, mas esta “estrutura” tem um significado mais vasto do que a repressão local: o saber imposto, “engolido” pelos alunos e “vomitado” nos exames, corresponde à divisão do trabalho na sociedade burguesa, serve-lhe, portanto, de suporte”. Esta análise “da forma e da transmissão passa ao largo de um problema central, o conteúdo do saber e do seu lugar na divisão do trabalho”. Partindo da teoria produzida por Lefebvre, seria necessário verificar como se produzem e reproduzem as relações sociais no processo educativo. No cotidiano da casa não é diferente. Vamos aguardar&#8230;</p><p>Nesses tempos em que vivemos não podemos esquecer da importância que mídias de massa, como a televisão, e eletrônicas, como a internet, passaram a ter nesse processo e de como podem atuar na mudança do comportamento da população. Com isso tudo se espera educar os pais para que se conscientizem na hora em que forem agredir os filhos e passem a buscar de um diálogo sempre possível e até mais pedagógico.</p><p>No meu entender, para educar as crianças continua sendo necessário algum tipo de punição ao filho infrator. Essa tarefa não pode ficar somente nas mãos da escola. A decisão de reprimir deve ser dos pais. É claro que existem excessos e estes devem ser controlados. Quanto à violência empregada nesse ato, onde entra a tal da palmada corretiva, cabe à consciência de cada pai ou mãe decidir como agir e ao bom senso no seu uso. Agora no tocante à ação do legislador ao tentar controlar esse ato tão doméstico e familiar resta-nos questionar tanto a sua eficácia quanto o poder de controle e de fiscalização por parte do Estado. Imagino que será mais uma medida, como tantas, ineficaz. Promulgar uma lei para vigiar e punir os pais (mexa-se Michel Foucault!) em seu suposto ímpeto de violência e agressão contra as crianças será a melhor solução?</p><p>Colaborou neste artigo, nosso amigo <a
href="http://www.twitter.com/gaho" target="_blank">Carlos Filho</a>, também conhecido como &#8220;<em>o editor</em>&#8220;.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas">Proibido dar palmada nas crianças</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
