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> <channel><title> &#187; Artigo</title> <atom:link href="http://vivendocidade.com/categoria/artigo/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://vivendocidade.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 10:49:16 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <atom:link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com"/><atom:link rel="hub" href="http://superfeedr.com/hubbub"/><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>A contraposição entre magia e religião</title><link>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao#comments</comments> <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 16:30:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[direito]]></category> <category><![CDATA[magia]]></category> <category><![CDATA[religião]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4851</guid> <description><![CDATA[Inspirado na leitura dos textos do sociólogo Georges Gurvitch, vamos mostrar para os leitores do site qual a relação entre magia e religião.<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao">A contraposição entre magia e religião</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao"></g:plusone></div><p>O sociólogo francês de origem russa <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges_Gurvitch" target="_blank">Georges Gurvitch</a> (1894-1965) aborda na obra “A vocação atual da sociologia” o tema “A magia, a religião e o direito”. Inspirado na leitura desse texto vou tentar mostrar para os leitores do site qual seria a contraposição entre magia e religião.</p><p>Na introdução desse trabalho o autor aponta que muitos estudiosos de várias áreas, como etnólogos, sociólogos, historiadores, juristas, filósofos e teólogos, participaram de uma maneira muito ativa na discussão do problema da relação entre a magia e a religião nas sociedades arcaicas, assim como o das repercussões sociais da magia.</p><p>No entanto, segundo ele, o problema central dessa discussão ainda não teria sido resolvido, ou seja, não se chegou a um acordo nem sobre a possibilidade de traçar uma linha de demarcação precisa entre magia e religião, nem sobre uma determinação da função específica da magia na vida social, muito menos sobre precisar as suas relações com a técnica, a ciência, a moral e o direito.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/02/magia.jpg" alt="magia" title="Magia" width="500" height="339" class="alignnone size-full wp-image-4852" /></center></p><p>Gurvitch procura mostrar que a irredutibilidade maior ou menor da magia e da religião, geradas não só pela oposição de duas atitudes coletivas diferentes, mas também pela oposição de duas categorias fundamentais do pensamento dos arcaicos, que seriam o maná (que, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, tem o sentido figurado de alimento espiritual de origem divina; o que consola a alma) e o sagrado, constitui um aspecto essencial do pluralismo e da complexidade das suas sociedades.</p><p><span
id="more-4851"></span></p><p>Ele aponta que qualquer tentativa para opor esses dois temas como elementos irredutíveis encontra três objeções prévias:</p><blockquote><p>a) Como separar a magia da religião, quando na realidade elas estão imbricadas, contendo a maior parte das religiões conhecidas elementos de magia, tanto branca como negra;<br
/> b) Separar completamente a magia da religião não seria separar a magia dos estados de consciência coletiva, isto é, da sociedade cuja encarnação é a religião? e;<br
/> c) A oposição entre força sobrenatural transcendente (deus, totem) e força sobrenatural imanente (força mágica, maná) pressupõe que os arcaicos são geralmente capazes de distinguir entre o “sobrenatural” e o “natural”, assim como entre o “transcendente” e o “imanente”, pressuposições essas ingênuas e erradas, que lhe atribuem as nossas concepções atuais.</p></blockquote><p>Quando aborda as “Conclusões gerais sobre as propriedades do maná e da magia” Gurvitch discute a oposição entre o maná e o sagrado, procurando resumir em nove tópicos os traços específicos do maná, que considera o conceito-chave da magia, na sua oposição com o sagrado e o divino, que considera, por sua vez, o conceito-chave da religião.</p><p>No primeiro tópico mostra que o maná é uma força sobrenatural difundida no mundo, afirmando-se como um poderoso ímã da emotividade e da vontade, ao mesmo tempo emotiva e individual. Em seguida, ele afirma que essa força age nas relações entre os seres do mesmo nível ontológico, ou seja, relativo à investigação teórica do ser, bem mais do que nas relações entre os seres superiores e inferiores. No tópico III esclarece que as duas características precedentes transformam a força sobrenatural, que se chama maná, em princípio, imanente aos seres entre os quais ela atua.</p><p>No tópico seguinte, Gurvitch aponta que o maná pode mesmo ser parcialmente criado por um esforço bem sucedido, permitindo o rito mágico tanto entrar em contato com o maná, como criá-lo. No tópico V mostra que o maná, sendo qualidade, substância, ação, potencial de eficácia, é, ao mesmo tempo e de modo indistinto, pessoal e impessoal. No VI aponta que o maná, enquanto força, é simultaneamente impessoal e pessoal; no entanto, pode ser, ou, sobretudo coletivo, ou, sobretudo individual, segundo os indivíduos de que emana. Afirma, então, que podemos distinguir, neste sentido, o maná do grupo e o maná do indivíduo.</p><p>No tópico VII ele mostra que o maná não é privilégio de uma casta especial de mágicos nem de confrarias secretas. Ele é uma espécie de energia vital imanente espalhada no mundo e agindo entre os seres do mesmo nível e todos os seres o possuem e o manejam um pouco. Por isso em todas as relações humanas, o maná desempenha o seu papel mesmo sem a intervenção de ritos mágicos especiais, onde os mágicos profissionais, brancos ou negros (feiticeiros) não passam de homens particularmente hábeis em atualizar o maná acessível a todos, e os clubes e as confrarias secretas não fazem mais do que encarnar e manejar o maná coletivo na sua pureza, à qual a submissão ao sagrado, tal como ela se produz no clã, não causou qualquer dano.</p><p>Já no tópico VIII, Gurvitch afirma que o maná não se identifica nem com a consciência (individual ou coletiva), nem com a alma, nem com o espírito, ainda menos com o sagrado ou o divino. Ele se afirma como independente na sua essência e pode penetrar qualquer elemento. Finalmente, no tópico IX ele mostra que o maná, pelas suas propriedades, nada tem a ver com o sagrado, o divino e a religião, sendo justamente uma força sobrenatural que não é sagrada, que não implica obediência e submissão e não traz a salvação; é uma força sobrenatural imanente, ao passo que o sagrado é uma força sobrenatural transcendente.</p><p>Outro aspecto importante que Gurvitch aborda nas “Conclusões gerais sobre as propriedades do maná e da magia” é a definição da magia e da religião. Afirma que resulta de todas as características precedentes que a magia e a religião são heterogêneas, tanto pelos seus conteúdos ou “obras”, como pelas atitudes que provocam nos sujeitos, coletivos ou individuais.</p><p>Esclarece que a base psico-social da magia é o desejo ilimitado de dominar o mundo por meio de manifestações, desejo esse acompanhado do receio de não saber suficientemente dominar as forças que se desencadeiam. Já a base psico-social da religião é a angústia irremediável, o sentimento de abandono e de fraqueza, de que o outro pólo é a esperança de salvação, somente trazida pela condescendência de uma força mais ou menos transcendente.</p><p>Para Gurvitch, a magia pode ser pública ou secreta, branca ou negra e não há paralelismo entre estas duas oposições, pois se toda magia negra é secreta, ao invés, a magia branca tanto pode ser pública como secreta, tanto coletiva como individual. Ele mostra que a religião, pelo contrário, é sempre coletiva no seu conteúdo (dogma revelado ao grupo), e, habitualmente também, no seu exercício (culto e ritos) e tem uma tendência muito nítida para ser exclusivamente pública.</p><p>Na sua visão, a magia favorece o desenvolvimento do individualismo de uma forma indireta, pois, em primeiro lugar a concorrência entre a magia e a religião pode contribuir para a pluralização dos grupos na sociedade arcaica e para a limitação do ascendente exercido sobre o clã pelas confrarias secretas, fazendo com que surja uma atmosfera mais favorável ao desenvolvimento do individualismo; e, em segundo lugar, a própria crença na autonomia, no poder manipulador da vontade humana coletiva ou individual, favorece indiretamente, no indivíduo, o sentimento de si próprio e a sua libertação parcial da dominação do conjunto.</p><p>Gurvitch conclui a definição de magia e de religião afirmando que assim combinada com fatores econômicos e políticos, a magia torna-se um fator de maior diferenciação dos indivíduos na sociedade arcaica, diferenciação essa que favorece o pluralismo dos grupos provocado pela concorrência entre religião e magia.</p><p>Photo: <a
href="http://pinterest.com/pin/155726099585056705/" target="_blank">http://pinterest.com/pin/155726099585056705/</a></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao">A contraposição entre magia e religião</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-contraposicao-entre-magia-e-religiao/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Queremos saber do seu conteúdo</title><link>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo</link> <comments>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 09:33:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[conteúdo]]></category> <category><![CDATA[curadoria]]></category> <category><![CDATA[pinterest]]></category> <category><![CDATA[relevância]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4846</guid> <description><![CDATA[Conseguir filtrar um conteúdo dentro da internet é difícil. Deixaremos de ser consumidores de informação e seremos curadores de conteúdo<p><a
href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo">Queremos saber do seu conteúdo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo"></g:plusone></div><p>Que a internet é um fato consolidado, esse é um fato inquestionável. Seria chover no molhado queremos discutir a relevância do que ela representa nas pessoas, numa forma muito peculiar de simbiose, já que as mesmas pessoas que a formam são também formadas por ela.</p><p>É tanta informação sendo consumida enquanto esse texto é escrito (e lido), que até mesmo os chineses duvidam.</p><p>Justamente por isso, dando uma de <em>Pai Galo</em> e querendo imaginar como as coisas funcionarão daqui alguns anos, posso afirmar que o poder não estará mais nas mãos de quem for bem informado, mas sim dará poder a todo aquele que conseguir dar a informação certa no momento em que ela for precisada.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/seta-http-e1327051743491.jpg" alt="browser-seta-navegador" title="Browser com seta" width="600" height="482" class="alignnone size-full wp-image-4848" /></center></p><p>Em outras palavras, deixaremos de ser consumidores e produtores de informação e passaremos a ser curadores de conteúdo, filtrando e indicando itens na qual possuem afinidade para suas redes, claro que tudo isso numa mão de duas vias. Ui!</p><p><span
id="more-4846"></span></p><p>Tomemos por exemplo &#8211; <em>aleatoriamente</em> &#8211; aquela empresa de Mountain View chamada <a
href="http://www.google.com" target="_blank"><strong>Google</strong></a>. Seu mais novo produto social, <a
href="http://plus.google.com" target="_blank"><strong>Plus</strong></a>, é mais do que um sucesso, sendo integrado a todos os outros serviços da rede, e agindo como balisador do seu algorítimo mais importante, que é o segredo de sua busca.</p><p>Já existe na versão inglesa e logo mais para todos os idiomas a priorização dos resultados de acordo com seus círculos, colocando as indicações dos amigos na frente, e mais ainda, a possibilidade de comentar e gerar um conteúdo bem próximo dos níveis neurais que já existem há anos na literatura fantástica.</p><p>Falando nisso, não deixe de visitar <a
href="https://plus.google.com/u/0/b/108009344798132566893/108009344798132566893/posts" target="_blank"><strong>nossa página</strong></a> no Google Plus, além do meu <a
href="https://plus.google.com/u/0/109256889163685383139/posts" target="_blank"><strong>perfil pessoal</strong></a>. Tem muito material lá inédito lá.</p><p>Outra rede muito interessante é a <a
href="http://paper.li/" target="_blank"><strong>paper.li</strong></a>, que basicamente é um mural onde você configura qual fonte/rede quer divulgar e o robô organiza e classifica os dados, e ainda envia para sua rede social favorita. Recomendo!</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/pinterest_logo.png" alt="pinterest-logo" title="Pinterest" width="584" height="147" class="alignnone size-full wp-image-4847" /></center></p><p>Outra rede de curadoria que conheci esses dias e estou gostando muito, pela facilidade e usabilidade é a <a
href="http://pinterest.com/" target="_blank"><strong>Pinterest</strong></a>.</p><p>Nela, depois de configurar seu perfil, você cria paineis (boards), que por sua vez são preenchidos com o que ele chama de pins: qualquer texto ou imagem que achar importante para ser colocado dentro de um painel.</p><p>Agora imagine tudo isso multiplicado por infinito com a possibilidade de buscas, comentários, repostagens, botão curtir&#8230;</p><p>Por enquanto a rede é por convites, que podem ser recebidos por outros membros, ou pedidos diretamente no site. O meu demorou menos de 3 dias para chegar.</p><p>Quando entrar lá, não deixe de seguir algum de <a
href="http://pinterest.com/gaho/" target="_blank"><strong>nossos paineis</strong></a>.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo">Queremos saber do seu conteúdo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/queremos-saber-do-seu-conteudo/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Proibido dar palmada nas crianças</title><link>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas</link> <comments>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas#comments</comments> <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:00:08 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[criança]]></category> <category><![CDATA[educação]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4824</guid> <description><![CDATA[Como analisar a Lei da Palmada, e toda sua polêmica, à luz da Sociologia? E o que pensam as crianças?<p><a
href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas">Proibido dar palmada nas crianças</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas"></g:plusone></div><p>ou <strong>&#8220;Agora querem intervir no cotidiano da casa&#8221;</strong></p><p>Pensando nas coisas que acontecem no dia-a-dia de uma família nos deparamos com a recente Lei da Palmada (Projeto de Lei 7672/10) aprovada em Comissão Especial da Câmara em 14 de dezembro do ano passado. Polêmica na certa, essa lei afetará o cotidiano da casa. Fica uma questão: como analisá-la à luz da Sociologia? Pensei logo de cara na Sociologia da Vida Cotidiana, tão difundida pelo filósofo marxista e sociólogo francês Henri Lefebvre (1901-1991). Comentarei, então, essa lei e assim retomarei, nesse desabrochar de 2012, minha contribuição periódica ao site “Vivendocidade”.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/palmada.jpg" alt="palmada" title="Palmada" width="570" height="428" class="alignnone size-full wp-image-4825" /></center></p><p>Esse ramo da Sociologia trata da possibilidade de investigação e de analisa o discurso a respeito do cotidiano visto como uma manifestação do real e da realidade da vida. Tal possibilidade é vista por ela de diversos ângulos e as relações de família estão, com certeza, englobadas neles. Nessas relações tem um papel central o poder dos pais em intervir na educação dos filhos pequenos, usando vários métodos, entre eles a palmada. Desde antanho ela é empregada no sentido corretivo, mais contemporaneamente vem perdendo espaço para uma educação mais liberal, que procura privilegiar o diálogo na repreensão dos deslizes da criança. A novidade é que agora o legislador resolveu agir, embalado por uma ação do Poder Executivo. E, mais uma vez, para criar uma lei que, como tantas, não vai ser respeitada e nem adotada na prática. Além do mais surge uma questão importante: como fiscalizar? Pensemos&#8230;</p><p><span
id="more-4824"></span></p><p>Essa lei prevê punições aos pais que baterem em seus filhos, proíbe e estabelece sanções para castigos físicos aplicados por eles contra as crianças. Ela estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante. Sujeita os pais infratores a penas socioeducativas que vão até ao afastamento dos filhos e especifica que as crianças e os adolescentes devem ser protegidos do castigo físico, em que haja o uso da força e resulte em sofrimento e lesão para eles. Ela quer substituir a popular palmada educativa pelo elogiado diálogo entre pais e filhos.</p><p>Se aprovada em plenário neste ano ela obrigará os pais a aprenderem a educar os filhos sem violência. Esse projeto proibirá qualquer castigo físico contra crianças e adolescentes e o seu texto com certeza alterará o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei  8.069/90), que atualmente não deixa claro quais são as restrições quanto aos maus tratos realizados pelos pais.</p><p>Visto no prisma teórico de Lefebvre a educação e os processos pedagógicos só aceitam críticas pedagógicas feitas <em>a posteriori</em>. Ele evidencia que “os métodos e a matéria ensinada” reduzem o aluno à passividade, habituando-o a trabalhar sem prazer, destacando os métodos, os locais e a arrumação do espaço. Afirma que “o espaço pedagógico é repressivo, mas esta “estrutura” tem um significado mais vasto do que a repressão local: o saber imposto, “engolido” pelos alunos e “vomitado” nos exames, corresponde à divisão do trabalho na sociedade burguesa, serve-lhe, portanto, de suporte”. Esta análise “da forma e da transmissão passa ao largo de um problema central, o conteúdo do saber e do seu lugar na divisão do trabalho”. Partindo da teoria produzida por Lefebvre, seria necessário verificar como se produzem e reproduzem as relações sociais no processo educativo. No cotidiano da casa não é diferente. Vamos aguardar&#8230;</p><p>Nesses tempos em que vivemos não podemos esquecer da importância que mídias de massa, como a televisão, e eletrônicas, como a internet, passaram a ter nesse processo e de como podem atuar na mudança do comportamento da população. Com isso tudo se espera educar os pais para que se conscientizem na hora em que forem agredir os filhos e passem a buscar de um diálogo sempre possível e até mais pedagógico.</p><p>No meu entender, para educar as crianças continua sendo necessário algum tipo de punição ao filho infrator. Essa tarefa não pode ficar somente nas mãos da escola. A decisão de reprimir deve ser dos pais. É claro que existem excessos e estes devem ser controlados. Quanto à violência empregada nesse ato, onde entra a tal da palmada corretiva, cabe à consciência de cada pai ou mãe decidir como agir e ao bom senso no seu uso. Agora no tocante à ação do legislador ao tentar controlar esse ato tão doméstico e familiar resta-nos questionar tanto a sua eficácia quanto o poder de controle e de fiscalização por parte do Estado. Imagino que será mais uma medida, como tantas, ineficaz. Promulgar uma lei para vigiar e punir os pais (mexa-se Michel Foucault!) em seu suposto ímpeto de violência e agressão contra as crianças será a melhor solução?</p><p>Colaborou neste artigo, nosso amigo <a
href="http://www.twitter.com/gaho" target="_blank">Carlos Filho</a>, também conhecido como &#8220;<em>o editor</em>&#8220;.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas">Proibido dar palmada nas crianças</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/proibido-dar-palmada-nas-criancas/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Prefeito Quimby e as eleições americanas</title><link>http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas</link> <comments>http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas#comments</comments> <pubDate>Wed, 04 Jan 2012 10:02:31 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[caucus]]></category> <category><![CDATA[eleições]]></category> <category><![CDATA[simpsons]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4793</guid> <description><![CDATA[O sistema de escolha dos candidatos nas eleições americanas funcionaria no Brasil? Neste ano vamos votar para prefeitos e vereadores e seria bom saber antes os principais candidatos<p><a
href="http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas">Prefeito Quimby e as eleições americanas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas"></g:plusone></div><p>Vamos falar de política, já que este é um ano onde todos os prefeitos e vereadores de todas as cidades do Brasil serão avaliados e testados pela população. Só que o contrário. Ao mesmo tempo, também começou a corrida eleitoral lá nos Estados Unidos da América do Norte, mas neste caso para o posto de Imperador César, cargo atualmente ocupado pelo Barack <em>“Fuck Yeah”</em> Mussum Obama Lula da Silva.</p><p>Sem fazer julgo de valor se este ou aquele sistema é melhor, até porque isso não existe, ao fazermos um paralelo entre ambos, é interessante falarmos do processo de escolha dos candidatos à candidatos. Aqueles que vão de fato concorrer no final do ano.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/mayor-quimby-e1325671279126.jpg" alt="prefeito-mayor-quimby" title="Prefeito Quimby" width="459" height="497" class="alignnone size-full wp-image-4794" /></p><p>Do lado de lá, os principais partidos vão de estado em estado competindo nas prévias, onde os candidatos são votados após uma rotina pesada de debates, conversas, fóruns… Até que no final sobre aquele que – tecnicamente – é o mais capaz para assumir o Império Roman-ops!</p><p><span
id="more-4793"></span></p><p>É interessante ressaltar que a participação, ou melhor, o engajamento popular é um fator determinante neste processo, já que a exemplo do estado de Iowa, o primeiro na rodada das prévias, a população escolhe seus preferidos pelo sistema de caucus, que consiste em seguidas rodadas de conversa entre as pessoas a fim de conseguirem um consenso em torno daquele que julgarem melhor.</p><p>Todo mundo já deve ter assistido algum episódio d’Os Simpsons onde eles se reúnem na igreja para discutirem alguma coisa, em linhas gerais, essa reunião pode ser chamada de caucus.</p><p>O que vai acontecer lá ninguém sabe, enquanto que do lado de cá os principais partidos também buscam seus nomes, mas de um jeito tanto diferente. Salvo raras exceções nossos candidatos são escolhidos ora por imposição, ora por alguma costura em torno de algum objetivo obscuro, ou mesmo são escolhidos em função do tamanho de suas bancadas, base para a divisão do tempo de TV.</p><p
style="text-align: center;"><span
style="color: #ff0000;">Nesta sexta feira vamos começar uma série falando um pouco mais dessa febre do ouro, a Corrida às Prefeituras. Não perca!</span></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas">Prefeito Quimby e as eleições americanas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/prefeito-quimby-e-as-eleicoes-americanas/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Contra uma esperantolândia</title><link>http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia</link> <comments>http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia#comments</comments> <pubDate>Mon, 02 Jan 2012 12:41:05 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[cultura]]></category> <category><![CDATA[esperanto]]></category> <category><![CDATA[língua internacional]]></category> <category><![CDATA[unesco]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4789</guid> <description><![CDATA[Quando pensamos em mundo globalizado, logo vem à mente todas as facilidades. Mas será que é assim mesmo?<p><a
href="http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia">Contra uma esperantolândia</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia"></g:plusone></div><p><em><strong>Kontraŭ Esperantlando</strong></em></p><p>Quando pensamos em mundo globalizado, logo vem à mente as facilidades das pessoas em se relacionar e se entender, <strong><a
href="http://vivendocidade.com/devemos-falar-esperanto" target="_blank">seja se comunicando</a></strong>, realizando negócios, sendo felizes em um mundo perfeito. De fato, a maioria das pessoas com um pouco a mais de capacidade crítica entende que no final de todas as histórias, esse é justamente o que deve (poderá) acontecer.</p><p>Só que do lado de cá da realidade, nem sempre isso é possível, seja por modismos, incapacidade de entendimento em idiomas, ou mesmo birra entre as pessoas que operam todo o sistema.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/all-esperanto.jpg" alt="esperanto-camiseta" title="It's all esperanto to me" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-4790" /></p><p>Quando o (um dos muitos) projeto de língua internacional foi apresentado para o mundo no final do século XIX, a ideia central era que as pessoas simplesmente se entendessem umas as outras, mas, o francês já não cumpria esse papel na época? Ou o inglês hoje, que é a língua dos negócios e da cultura, do país que faz os melhores filmes e seriados, os mesmos que podem ser baixados gratuitamente em qualquer lugar já não é a língua mundial?</p><p>Quando a gente fala de cultura, quase nunca estamos falando daquela que vem de fora, mas de uma cultura nascida no interior das sociedades humanas, que percorreu a história sendo contada por nossos pais, que aprenderam por sua vez dos pais deles, até os homens das cavernas, que desenhavam as paredes com carvão e se reuniam em volta das fogueiras.</p><p><span
id="more-4789"></span></p><p>Esse tipo de cultura, única para cada povo em cada região do planeta, quando assumimos que &#8211; aleatoriamente &#8211; os Estados Unidos são os donos da Federação dos Planetas Unidos, assumimos também que tudo o que eles fazem e produzem é melhor do que o nosso; que somos menos desenvolvidos e portanto, menos civilizados.</p><p>Sem querer, ao decidir inconscientemente que o inglês é a língua internacional do mundo globalizado, aceitamos também que as culturas locais não valem nada. Mas pensemos: será mesmo que a nossa história enquanto pessoa, do nosso bairro, os causos de família não significam nada?</p><p>Uma língua internacional não deve, portanto, ser a língua falada em nenhum país que conhecemos. E neste sentido o idioma criado pelo médico Zamenhof se destaca, ou pelo menos tem sido o projeto de maior sucesso há mais de 124 anos.</p><p>Quando converso com as pessoas sobre a língua internacional Esperanto, quase sempre escuto a pergunta: &#8220;Mas que país fala essa língua?&#8221; E a resposta, simples e direta: &#8220;Nenhuma, ao mesmo tempo em que todas&#8221;.</p><p>Explicando essa frase, significa que o Esperanto nasceu internacional objetivando ser uma língua para que cada país pudesse conversar entre si. Não surgiu para substituir os idiomas, muito menos que ela seja um meio para que as pessoas formem uma seita qualquer e criem seu próprio país, uma Esperantolândia por assim dizer.</p><p>Ao assumir que esse idioma internacional não deveria ser o principal de cada pessoa, Zamenhof pode criar uma proteção às culturas locais. Tanto que e mais de uma ocasião a UNESCO, a organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura publicou resoluções (resoluções de 1954 no Uruguai e 1985 na Bulgária) em favor do Esperanto, incentivando que todos os países-membros ensinem e divulguem a língua.</p><p>Coisa de maluco? Talvez.</p><p>Mas na época das grandes navegações as pessoas pensavam que a Terra era plana, e os malucos eram aqueles que acreditavam haver um caminho seguro para as Índias, pela rota ocidental&#8230;</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia">Contra uma esperantolândia</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/contra-uma-esperantolandia/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>E o Pará não foi repartido</title><link>http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido</link> <comments>http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido#comments</comments> <pubDate>Mon, 19 Dec 2011 15:52:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Alexandre Carvalho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[carajás]]></category> <category><![CDATA[Pará]]></category> <category><![CDATA[plebiscito]]></category> <category><![CDATA[tapajós]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4775</guid> <description><![CDATA[Como já sabem, a população do Pará se mostrou esclarecida e recusou, com sobra, a fragmentação do Pará em três estados. Leia aqui nossa análise<p><a
href="http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido">E o Pará não foi repartido</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido"></g:plusone></div><p>Como todos já sabem, a maioria da população do Pará se mostrou esclarecida e recusou, com sobra, a fragmentação do Pará em três estados. Seriam criados Carajás e Tapajós.</p><p>Se você não sabe do que estamos falando, sugiro a leitura dos artigos <strong><a
href="http://vivendocidade.com/carajas-e-tapajos-poderao-receber-visita-do-vivendocidade" target="_blank">&#8220;Carajás e Tapajós poderão “receber visita” do Vivendocidade&#8221;</a></strong> e <strong><a
href="http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para" target="_blank">&#8220;A Divisão do Pará&#8221;</a></strong> publicados aqui mesmo no site.</p><p>O que o paraense entendeu é que a divisão iria criar 3 estados pobres, dependentes da Federação, sem falar no aumento considerável de gastos públicos com a infinidade de cargos que seriam criados. A resposta da população foi clara, direta e definitiva.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/polegar_Commodus-e1324309908533.jpg" alt="Commodus-Maximus-polegar" title="Commodus Maximus" width="550" height="256" class="alignnone size-full wp-image-4778" /></p><p>Agora, o que o povo do Pará precisa é pensar muito na hora da eleição, principalmente quando for escolher os senadores. Neste caso, nenhum estado brasileiro é prejudicado em Brasília, visto que cada unidade da federação tem 3 senadores representantes. Cobrem dos seus.</p><p>E para aqueles que acham que a votação expressiva pela separação (mais de 90% em cada uma delas), em Marabá e Santarém, cidades que seriam as capitais dos novos estados, significa alguma coisa, eu digo NÃO. <strong>Não significa nada</strong>. Alias, o significado único, que não requer do leitor nem prática, tampouco habilidade, é que era óbvio que as principais interessadas acreditassem, iludidas por seus políticos, que a fragmentação seria a melhor saída para o descaso e falta de responsabilidade dos próprios políticos. Eles só não admitiam isso.</p><p>A fragmentação não é a melhor saída. Nunca será!</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido">E o Pará não foi repartido</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>A Linha Amarela &#8220;amarelou&#8221;</title><link>http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou#comments</comments> <pubDate>Tue, 13 Dec 2011 11:07:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Alexandre Carvalho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[linha amarela]]></category> <category><![CDATA[metrô]]></category> <category><![CDATA[pedalusp]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4759</guid> <description><![CDATA[Analisamos a nova linha 4 - amarela do metrô de São Paulo, a primeira a ser operada pela iniciativa privada<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou">A Linha Amarela &#8220;amarelou&#8221;</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou"></g:plusone></div><p>Talvez o leitor não saiba, mas quando <a
href="http://vivendocidade.com/testamos-o-pedalusp" target="_blank">testamos o pedalusp</a>, estávamos também destinados a ir até o centro da cidade, de metrô, utilizando a nova linha, Amarela, administrada pelo consórcio Via 4.</p><p>Todos aqueles que conhecem a dificuldade que é chegar ao centro da cidade, por qualquer um de seus corredores: Teodoro Sampaio, Rebouças, 9 de Julho ou Augusta. Atualmente, pelo grau de trânsito da cidade, meio que impossível fazer esse trajeto em menos de 60 minutos. Talvez, em um dia ou outro, 45 minutos seja admissível.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/metro-amarelo.jpg" alt="metrô-linha-amarela-luz" title="Linha Amarela" width="450" height="340" class="alignnone size-full wp-image-4764" /></p><p>Pois bem. Meu destino era justamente a estação final (ou inicial) da linha, a Estação da Luz. Do momento de fechamento na estação Butantã até a abertura na estação da Luz foram exatos 12 minutos. Futuramente este tempo irá aumentar, visto ainda existirem algumas estações fantasmas no caminho.</p><p>Tudo isso seria perfeito e levaria as idas ao centro da cidade a um patamar jamais imaginado pelo mais velhos moradores do tradicional bairro da região oeste paulistana. Mas nem só de flores vive a linha amarela.</p><p><span
id="more-4759"></span></p><p>É a primeira a ser operada pela iniciativa privada, que muitas das vezes deixa a desejar em vários padrões de qualidade. Não pensaria isso se 7 vidas não tivessem sido ceifadas na <a
href="http://www.estadao.com.br/especiais/a-maior-tragedia-do-metro,9535.htm" target="_blank">maior tragédia do metrô</a>, ocorrida na então futura estação Pinheiros do metrô (hoje já em operação).</p><p>A linha passa sob o rio Pinheiros, o que assusta muita gente. Os trens, os mais modernos em operação no metrô de São Paulo, não possuem condutor e são controlados a distância. A inauguração seguiu um cronograma que ajudava a adaptar o novo transporte aos novos futuros usuários. No princípio apenas era possível subir da região do largo da Batata (Estação Faria Lima) até a rua da Consolação (Estação Paulista). Mas o caldo entornou quando mais estações foram inauguradas e o horário de atendimento estendido.</p><p>Relatos de usuários que demoram cerca de 15 minutos para fazer o transfer entre as estações Paulista (Amarela) e Consolação (Verde). Vagões lotados que parecem superar os da linha Vermelha, reconhecidamente como verdadeira lata de sardinha nos horários de pico. Panes recorrentes, como alias vem acontecendo em todas as linhas do metrô. Talvez, em algum momento, alguém errou no cálculo e considerou que a demanda seria menor ou que o metrô conseguiria comportar. Nem um coisa nem outra. Para piorar, não prometem resolver o problema antes de 2013. Até lá, aperto, panes, demora, desrespeito, enfim.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/metro-toquio.jpg" alt="metrô-toquio-empurrador" title="Metrô de Tóquio" width="450" height="340" class="alignnone size-full wp-image-4765" /></p><p>A imagem acima não é brasileira, mostra o metrô de Tóquio, mas tirando o escrito na placa (que placa?), não vemos diferença alguma. E eles ainda usam luvas brancas&#8230;</p><p>A solução para cidades como São Paulo continua sendo o transporte público, mas estamos muito longe de atingir patamares satisfatórios. Quando se fala em transporte sobre trilhos, nosso metrô perde feio. Atualmente contamos com 74,3 km e 64 estações. Para que o leitor possa comparar, Londres tem 408km com 268 estações; Nova Iorque: 369km com 468 estações; Paris: 213km com 365 estações; Moscou: 298km com 182 estações.</p><p>Não fosse todo esse histórico de dificuldades, e um futuro de enfrentamento por conta do momento presente, onde antes mesmo de completar um aniversário de operação, a linha não comporta de forma satisfatória a quantidade de usuários de dela necessitam, ou que dela fazem uso, diríamos que a Linha Amarela é perfeita.</p><p>Mas por enquanto, ela assumiu definitivamente sua cor e, literalmente, amarelou.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou">A Linha Amarela &#8220;amarelou&#8221;</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-linha-amarela-amarelou/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Quanto mais controle remoto, menos controle</title><link>http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle</link> <comments>http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle#comments</comments> <pubDate>Fri, 09 Dec 2011 10:56:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Correa</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[controle remoto]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[preguiça]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4750</guid> <description><![CDATA[Os aparelhos eletrônicos, representados pelo controle remoto, nos tornaram preguiçosos e sedentários e tudo indica que está tudo bem com isso<p><a
href="http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle">Quanto mais controle remoto, menos controle</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle"></g:plusone></div><p>Não que eu queira falar mal dos aparelhos eletrônicos de maneira geral. Sem dúvidas um grande avanço tecnológico em nossos tempos. Eles são úteis, fáceis de usar, nossos parceiros em muitas ocasiões. Mas, observo que com o tempo, eles estão nos deixando mais preguiçosos e viciados. Aliás, fiz uma pesquisa empírica com dez colegas – mania de pesquisador – na universidade onde estudo, a pergunta foi a seguinte:</p><p>Se faltar energia elétrica em sua casa o que vai te fazer mais falta? E para a minha surpresa, as respostas seguiram na seguinte ordem: um pesquisado pensou no banho, dois ficaram preocupados com a segurança e conforto que a energia elétrica nos traz, &#8211; afinal, quem não gosta de enxergar bem? -, e sete pessoas responderam que sentiriam falta da internet, da televisão, do Orkut e do MSN <em>(sim, como se Orkut e MSN não fizessem parte da internet)</em>.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/controles-remotos.jpg" alt="controle-remoto-internet-preguiça" title="Controles Remotos" width="532" height="618" class="alignnone size-full wp-image-4752" /></p><p>Repetindo, <strong>70% sentiriam falta da internet</strong> e, em segundo plano, da televisão.</p><p><span
id="more-4750"></span></p><p>Saí em defesa de outras saídas para este momento, de um bom papo com os familiares, um jantar a luz de velas, ou, um momento de silêncio para colocar os pensamentos em ordem, mas, nada disso adiantou. Na medida em que eu apontava alternativa, mais a conversa piorava, uns diziam: eu sem internet!! Sem o controle em minhas mãos, Deus me livre! Outros argumentaram que a primeira coisa que fazem quando chegam a casa é ligar a TV; outros disseram que vão direto para a internet, “sabe como é, dar uma olhadinha nas ultimas noticias já que fiquei o dia todo sem saber delas.”</p><p>Falando dessa forma parece que se trata de um assunto banal, mas, a conversa mudou o foco da moçada ali presente. Uns começaram a falar das noticias mais emergentes, outros foram logo se declarando que não abriam mão do conforto para nada, a essa altura, tudo virou assunto. Uns diziam que apesar de saber do mal que a poluição tem nos causado com o excesso de carros nas ruas, não apanhava condução, preferiam andar de carro, mesmo que a distância fosse pequena. Fazer caminhada naquele momento não estava nos planos de ninguém, todos pensavam realmente no conforto e no controle de modo geral.</p><p>Justamente. Em nome dos pequenos confortos, abrimos mão dos de todos. As pessoas se acomodam e fogem da responsabilidade, sem a mínima preocupação com a sua saúde, a do meio ambiente, da economia entre tantos outros. Para se ter uma ideia, as academias em época de frio se esvaziam por completo, basta pensar no verão, lotam de novo, logo, porém, passam a contar com a rotatividade dos supostos malhadores e das “saradonas”, as promoções nessas horas são as melhores aliadas para esses estabelecimentos, mesmo assim, “a coisa não pega muito”.</p><p>Na verdade, estamos todos hibernados. Se precisarmos pagar as nossas contas, claro as pagamos pela internet; se o negocio é comprar, imagina, faça pela internet? Ou seja, os estabelecimentos comerciais passam a ser meros depósitos, sem muita utilidade para os consumidores e nós passamos a fazer parte dos grupos sedentários. Uns quilinhos ha mais pouco importa, o que importa mesmo são os controles, afinal, não vamos resolver o problema da Terra mesmo.</p><p>A conclusão é que estamos sem saída.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle">Quanto mais controle remoto, menos controle</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/quanto-mais-controle-remoto-menos-controle/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A divisão do Pará</title><link>http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para#comments</comments> <pubDate>Tue, 06 Dec 2011 12:39:52 +0000</pubDate> <dc:creator>Alexandre Carvalho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[carajás]]></category> <category><![CDATA[Pará]]></category> <category><![CDATA[plebiscito]]></category> <category><![CDATA[tapajós]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4745</guid> <description><![CDATA[Daqui uns dias vamos saber se o Pará será dividido em: Tapajós e Carajás. Leia aqui uma entrevista com nosso amigo Flávio Miranda sobre o caso<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para">A divisão do Pará</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para"></g:plusone></div><p>No próximo dia 11 de dezembro os eleitores do Pará vão decidir se dividem (ou fragmentam) o Estado em três. Pará, Tapajós e Carajás podem figurar em breve nos livros de Geografia.</p><p>Mas para nós não basta ler as notícias &#8220;oficiais&#8221; sobre o assunto. Queremos discussão de verdade e dar voz a quem pode dar uma visão mais próxima da realidade. Desta forma, pedimos a ajuda de um paraense que vive diariamente o clima do plebiscito e que tem ativa participação política na capital, Belém. Além de tudo, é um crítico que merece ser ouvido por nós do Vivendocidade.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/plebiscito-para.jpg" alt="pará-tapajós-carajás-plebiscito" title="Divisão do Pará" width="531" height="355" class="alignnone size-full wp-image-4746" /></p><p>Em uma reunião só permitida pelos novos tempos, Eu (<a
href="http://www.twitter.com/adcarva" target="_blank">@adcarva</a>) e Carlos Filho (<a
href="http://www.twitter.com/gaho" target="_blank">@gaho</a>) aqui em São Paulo, o João Santana (<a
href="http://www.twitter.com/joaosantana" target="_blank">@joaosantana</a>) em Recife e o Flávio Miranda (<a
href="http://www.twitter.com/Fra_Miranda_" target="_blank">@Fra_Miranda_</a>) em Belém, fizemos a nossa mesa redonda sobre o assunto. Na redação, o placar é de 3&#215;0 contra a divisão. A única ressalva é apontada por Santana, que costuma <em>&#8220;ser favorável a qualquer iniciativa de autodeterminação dos povos&#8221;</em>, mas preocupa-se com o fato da criação de três estados pobres e extremamente violentado por políticos locais.</p><p>Abaixo, a entrevista com Miranda sobre a divisão do Pará.</p><p><span
id="more-4745"></span></p><p><em>Vivendocidade:&nbsp;No dia 11 de dezembro, um plebiscito irá definir se o Estado do Pará será dividido dando origem aos estados de Carajás e Tapajós. Qual sua expectativa?</em></p><p><strong>Flavio Miranda:&nbsp;a minha expectativa são as melhores dentro do que acredito. pois fiz análises das vantagens e desvantagens de minha escolha e no meu ver vejo que com a separação, o Pará, Carajás e Tapajós tem como dar um salto para o progresso. Pois um só governante não consegue atender o estado todo, por ter uma extensão enorme e muitas vezes são de difíceis acesso.</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Pesquisas de opinião pública indicam que a divisão será recusada por pelo menos 58% da população. O povo debate nas ruas o assunto?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;prefiro não me prender a pesquisas. Como diz Otto Von Bismarck: Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada&#8230; É vísivel debates em qualquer lugar deste estado, pessoas vestido a camisa, expondo suas expectativas sobre o plebiscito. A resposta o povo será a minha certeza no dia 11/12.</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Independente de sua posição a respeito, é possível elencar prós e contras da separação ou da não separação do estado?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;Com ou sem separação o estado ou os estados já foram afetados. Creio que vai ficar um clima de uma pontinha de rivalidade com essas regiões.</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Se o estado não conseguiu se desenvolver sendo um &#8220;estado unitário&#8221;, não será pior com a divisão, principalmente por conta da diminuição de recursos?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;&nbsp;Recentemente foi descoberto na costa do Pará (área que pertence ao Pará pequeno) uma grande quantidade de petróleo que pode superar até o minério da região de Carajás. Se os políticos conseguirem tirar proveito disso para o POVO, podemos dar um salto apra o progresso e se houver uma visão empreendedora, com os recursos fincanceiros, o governo também pode ajudar a desenvolver o pólo pesqueiro desta região que é bastante forte.&nbsp;</strong></p><p><em>VC:&nbsp;O maior problema para quem está de fora será o aumento dos gastos com as novas instituições para os novos estados. Como o paraense vê essa situação?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;Como toda empresa que começa, tem que investir sim. Não vejo isso como um gasto, infelizmente há homens de má fé que não aplicam esse dinheiro para o desenvolvimento de sua região e seu povo</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Carajás é conhecido por ser palco de diversos conflitos agrários. O novo Estado seria mais capaz de resolvê-los, até por conta da proximidade com a possível capital?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;Problema de tudo é que não temos empreendedores, mas sim, políticos. Quantos empreendedores administram empresas de grande porte com total eficiência e qualdiade! Quantos políticos pensam em meter o dinheiro do bolso e dar só um cala boca no povo!</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Tapajós é chamado de o &#8220;Pará dos ricos&#8221;, e concentrará praticamente toda a riqueza do Estado, se dividido. Sem essa fonte, que outras alternativas econômicas o Pará terá para sustentar seu povo remanescente?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;O estado do Pará ele é totalmente rico, cada região tem sua matéria prima. No Tapajós temos a pesca e a soja, em Carajás o minério e o gado e o Pará pequeno tem agora o petróleo, a pesca e a agricultura. Como eu disse antes, o problema é que temos políticos&nbsp; e não empreendedores.</strong></p><p><em>VC:&nbsp;Divisões territoriais, em geral, tem origem em interesses políticos que podem ou não representar o direito legítimo do povo de organizar-se da forma que melhor lhe favoreça. O paraense está politicamente preparado para decidir pela divisão do Estado?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;Preparado de fato não, mas se há uma ideia de organização.</strong></p><p><em>VC:&nbsp;O que falta para o Pará unido ser uma alternativa melhor que a divisão?</em></p><p><strong>FM:&nbsp;Tirar com os viciados da política. Isso não é um problema do Pará como de todo o mundo.</strong></p><p>Em abril do ano passado inclusive, falamos sobre essa divisão, no artigo intitulado <strong><a
href="http://vivendocidade.com/carajas-e-tapajos-poderao-receber-visita-do-vivendocidade" target="_blank">&#8220;Carajás e Tapajós poderão “receber visita” do Vivendocidade&#8221;</a></strong>. Já naquela época, nossa conclusão foi que nada justifica essa divisão, se não aumentar ainda mais a máquina pública, além de ser um meio <strike>oficial</strike> de entravas a governabilidade.</p><p>De lá pra cá, nossa opinião permanece a mesma.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para">A divisão do Pará</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>O surgimento da sociologia nos Estados Unidos</title><link>http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos</link> <comments>http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos#comments</comments> <pubDate>Tue, 29 Nov 2011 11:01:26 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Artigo]]></category> <category><![CDATA[escola de chicago]]></category> <category><![CDATA[nascimento da sociologia]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4733</guid> <description><![CDATA[Para avançar a ciência social no Brasil temos que entender como ela evoluiu no mundo e nada melhor do que olhar o caminho adotado na Escola de Chicago<p><a
href="http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos">O surgimento da sociologia nos Estados Unidos</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos"></g:plusone></div><p>(&#8230;e a formação da Escola de Chicago)</p><p>Para avançar a ciência social praticada no Brasil temos que entender como a sociologia evoluiu no mundo e nada melhor do que estabelecer um olhar no caminho adotado pelos americanos nesse campo. E lá acompanhar a contribuição fundamental da Escola de Chicago &#8211; afinal ela se tornou uma referência. A sociologia nos Estados Unidos surgiu com um caráter duplo, ou seja, como uma ciência prática voltada para a ação e para as reformas sociais e como uma ciência sistemática voltada para a explicação da realidade social global através de categorias gerais. Abordando esse assunto continuo minha contribuição ao site “Vivendocidade”.</p><p>A sociologia americana teve um início precoce, mais isolado. Em 1754 já era dada a primeira instrução sobre “Fins e Usos da Sociedade” no Colégio de Filadélfia e, 40 anos depois, em 1794, houve um curso de “Humanidades” no Colégio de Colúmbia, cujo catálogo se pareceu bastante com os das classes elementares de sociologia adotados um século mais tarde.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/11/hine01-e1322563255152.jpg" alt="lewis-hine-empire-state" title="Empire State" width="530" height="397" class="alignnone size-full wp-image-4734" /></p><p>Nos EUA as ciências sociais avançaram bastante nas últimas décadas do século XIX até chegar ao apogeu na Escola de Sociologia de Chicago (1915-1940). O Departamento de Sociologia de Chicago começou a se projetar no início da década de 1910 e rapidamente tornou-se o seu principal centro de estudos e de investigação sociológica.</p><p>Na história da sociologia americana destacam-se seis “pais fundadores” que são: Willian Graham Sumner, Lester Frank Ward, Franklin Henry Giddings, Charles Horton Cooley, Edward Allworth Ross e Albion Woodbury Small.</p><p><span
id="more-4733"></span></p><p>Pode-se dividir o desenvolvimento da sociologia americana em cinco grandes fases: surgimento (introdução dos cursos de sociologia durante as duas últimas décadas do século XIX); difusão (entre 1900 e 1920, marcada pela criação da Sociedade Sociológica Americana); consolidação (entre 1920 e 1935, com a criação de linhas originais de pesquisa, ampliação do ensino e multiplicação de revistas especializadas); funcionalismo secundado pelo interacionismo simbólico e, finalmente, diversidade (marcado pelo movimento da “sociologia crítica” da década de 60, caracterizada por uma grande diversidade de orientações teórico-metodológicas).</p><p>O primeiro americano a organizar um material sociológico foi Robert Hamilton Bishop (1777-1855) ao dar, de 1834 a 1836, um curso na Universidade de Miami chamado “A Filosofia das Relações Sociais”.</p><p>Utilizando o termo híbrido “Ciência Social”, destaca-se a obra precursora de Henry Charles Carey (1793-1879) intitulada “The Principles of Social Science” (Os Princípios da Ciência Social), publicada em 1858-60 e influenciada pelo protecionista alemão Friedrich List. Dessa obra originou-se a “American Social Science Association” (Associação Americana da Ciência Social), que se organizou para promover um ponto de vista mais ou menos “sintético” da vida social e que tinha também uma forte tendência de reforma social.</p><p>O primeiro fundador foi William Graham Sumner (1840-1910) que foi influenciado pelas idéias de Herbert Spencer e que desenvolveu importante trabalho na Universidade de Yale, combinando o evolucionismo de Darwin, o “laissez-faire” e o pessimismo malthusiano com o ardor puritano, já que foi educado originalmente para o sacerdócio.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/11/hine02.jpg" alt="lewis-hine-child" title="Child" width="530" height="397" class="alignnone size-full wp-image-4734" /></p><p>No outro extremo e influenciado diretamente pelo filósofo francês Auguste Comte temos Lester Frank Ward (1841-1913). Este pensador, quase autodidata, produziu até então o mais imponente e vasto sistema de sociologia de sua época, caracterizado por possuir um corpo de conhecimento científico-natural sem equivalentes até então nos Estados Unidos.</p><p>Em Colúmbia aparece o sociólogo Franklin Henry Giddings (1855-1931) por sua vasta erudição e por ter exercido grande influência tanto no estudo da sociologia como no espírito de seus alunos, que ocuparam com destaque a maioria dos lugares sociológicos do Leste americano. A sua influência mais importante na sociologia americana veio do seu primitivo interesse pela demografia e pelo uso da estatística.</p><p>Outro nome de destaque foi Charles Horton Cooley (1864-1929) que foi ligado à Universidade de Michigan e que centrou suas preocupações nos aspectos psíquicos da vida social, contribuindo muito para a psicossociologia em língua inglesa. Sua obra mostra que o eu e a sociedade são apenas dois aspectos da mesma coisa, na medida em que os seus são produtos sociais e a sociedade é o resultado de sua inter-relação orgânica e contínua.</p><p>Finalmente, temos a obra de Edward Alsworth Ross (1866-1951), que teve um importante papel no desenvolvimento da sociologia na Universidade de Wisconsin. Ele orientou muitos alunos que difundiram suas doutrinas e destacou-se inicialmente no campo da psicossociologia e, mais tarde, na análise e classificação dos processos sociais e nos problemas das transformações sociais e das relações internacionais.</p><p>A Universidade de Chicago foi fundada em 1890 e admitiu seus primeiros alunos em 1892, com o apoio dos Batistas e da filantropia capitalista, com destaque para o magnata do petróleo e dono da Standard Oil John Davison Rockefeller (1839-1937).</p><p>Albion Woodbury Small (1854-1926) foi o primeiro diretor do Departamento de Sociologia dessa Universidade e essa seção foi a primeira a ser fundada como unidade independente em todo o mundo.</p><p>A assim chamada Escola de Sociologia de Chicago teve um predomínio durante toda a terceira fase da sociologia americana, entre 1920 e 1935 (consolidação). Ela destaca-se pelas teorizações originais, pelas técnicas de pesquisa empíricas e pelos temas de investigação que introduzem. Oferecia ensino de graduação e de pós-graduação associado à pesquisa de alto padrão e numa perspectiva de prestação de serviços à comunidade.</p><p>Essa Escola marca uma virada no impacto que a investigação sociológica teve sobre a sociedade, estabelecendo claramente uma tradição intelectual na sociologia. Ela caracteriza-se por propor uma sociologia urbana, caracterizada por uma abordagem empírica que se propunha a estudar a sociedade em seu conjunto. Seus temas principais foram os problemas que enfrentava a cidade de Chicago e também o problema político e social da imigração e da assimilação dos imigrantes à sociedade americana. Deram destaque aos estudos sobre a criminalidade e a delinqüência.</p><p>Marcada inicialmente pela sociologia qualitativa, seus sociólogos fizeram importantes contribuições, desenvolvendo métodos originais de investigação, como a utilização científica de documentos pessoais (autobiografias, correspondência particular, diários e relatos), o trabalho de campo sistemático (a observação, a entrevista, o testemunho) e a exploração de diversas fontes documentais. Em Chicago, a sociologia quantitativa (entre 1930 e 1940) e que foi desenvolvida em paralelo à qualitativa veio a suplantá-la a partir da Segunda Guerra Mundial.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/11/hine03.jpg" alt="lewis-hine-workers" title="Workers" width="530" height="397" class="alignnone size-full wp-image-4734" /></p><p>Além dos estudos da sociologia da estrutura urbana, de ecologia humana, das relações sociais, da psicologia social e da cultura urbanas, os temas de suas principais pesquisas giravam em torno dos grupos imigrantes na América, como os poloneses, os japoneses, checos, italianos, suecos, alemães, judeus e chineses; da dimensão da vida dos negros, incluindo a escravidão; da imprensa; da família e de aspetos desta, como juventude, formação da personalidade, desorganização familiar, mobilidade feminina, controle da natalidade, divórcio, padrões demográficos; das relações raciais, dos preconceitos, consciência de raça e assuntos teológicos. Entre seus temas encontram-se também as investigações sobre os movimentos sociais, as revoluções, os desvios e a marginalidade, o juizado de menores, os sistemas de castigo, as áreas de vício, o suicídio, a insanidade, as seitas proibidas e religiosas, o comportamento de massas e multidões, a opinião pública, a mídia, as expressões coletivas e a mudança cultural, os fatores econômicos e as instituições, como a companhia de trens de Chicago, a circulação de dinheiro no mercado, as greves; além de estudos específicos sobre algumas comunidades.</p><p>Entre os muitos sociólogos importantes na trajetória acadêmica da Escola de Sociologia de Chicago destacam-se Albion Woodbury Small, William Isaac Thomas, George Edgar Vincent, Robert Ezra Park e Ernest Watson Burgess.</p><p>Pode-se dizer que foi a partir dos anos 1920 e início dos 1930 que se deu origem ao desenvolvimento de um método de pesquisa nesta Escola. Nos primeiros tempos os estudiosos estavam simplesmente inventando métodos de pesquisa, pois isso era uma coisa que não existia. Depois os pesquisadores criaram métodos para si próprios, coletando autobiografias de camponeses, analisando as cartas desses atores sociais ou fazendo entrevistas. Até esse momento, os estudos das relações entre indivíduos e seu meio ambiente permaneciam abstratos. Foi a partir da incorporação de novas fontes primárias de pesquisa, como as cartas pessoais, as autobiografias, as histórias de vida, as monografias de bairros, entre outras, que se inova no conhecimento direto da realidade humana e social.</p><p>Ela deixou para trás a sociologia especulativa da época anterior a sua, sendo o berço de uma grande variedade de abordagens empíricas, inclusive a da observação participativa, que tem em comum o fato de se inserir em uma sociologia urbana prática e de ter inaugurado a indagação sociológica direta junto aos indivíduos.</p><p>Fica, então, esse registro histórico – e que sirva de referência para o desenvolvimento da sociologia no Brasil.</p><p>Ao longo desse artigo, um pouco do trabalho do fotógrafo norte-americano <strong>Lewis Hine</strong>, que além de registrar os anos da Grande Depressão (década de 1930), era sociólogo formado pela Universidade de Chicago</p><p><a
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