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Há 50 anos…

Há 50 anos, diferentemente do que tem aparecido na mídia, não temos o que comemorar. Um golpe militar, por melhor que seja a intenção, não tem por objetivo qualquer adjetivo bom. Por outro lado, é simbólica a data, uma vez que volta e meia as viúvas do antigo regime, agora com o apoio de uma juventude “quase” alienada, vem pedir o retorno daqueles que, na minha opinião, nunca deveriam ter sido.

Há 50 anos, existia o fantasma do comunismo (com a posterior iminência do fim do mundo), e as mínimas tentativas de progresso social do antigo governo foram vistas como uma afronta aos donos do dinheiro, estes extremamente conservadores.

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O que nós temos hoje? Os mesmos conservadores com medo de que o governo que eles ajudaram a formar ao longo desses anos faça aquilo que foram contra. Só que desta vez, as tais medidas populares não têm por objetivo atender as pessoas, ao contrário disso.

Como pode a extrema direita dar as mãos aos estudantes mais radicais de hoje para se manifestarem contra a corrupção dos políticos? Será que temos que lembrar a máxima de que: “se o político é corrupto, também o é o cidadão, pois os políticos nascem do povo” e não o oposto.

Infelizmente, do lado conservador, temos alguns pensadores religiosos, os mesmos que afirmam que o mundo só tem alguma coisa próxima dos 10 mil anos de idade. O que dizer, portanto?

O país era mais organizado, mais civilizado e mais evoluído há 50 anos? Isso porque a outra opção era ter um fuzil apontado contra o rosto.

Com um incentivo desses, quem pode ser contra?

Câmara Brasileira da Língua Internacional Esperanto trabalha pela aprovação do PL 6162/09

Muito foi feito, mas temos um longo trabalho pela frente

A Câmara Brasileira da Língua Internacional Esperanto (CBLIE) vem trabalhando junto ao Congresso Nacional pela aprovação do Projeto de Lei 6162/09, de autoria do senador Cristovam Buarque, que propõe a inclusão optativa do ensino do Esperanto no ensino médio.
Já aprovado no Senado, o PL 6162/09 tramita agora na Câmara dos Deputados, onde é apreciado pela Comissão de Educação daquela casa. Todos os Deputados Federais membros dessa Comissão receberam da CBLIE um documento de esclarecimento às questões levantadas por alguns deles em reunião ocorrida em 18 de abril de 2012. Uma a uma, todas as críticas foram rebatidas, com exemplos práticos e concisos, de forma a desmitificar conceitos ilegítimos sobre a língua neutra internacional. A CBLIE entregou também a todos eles sua publicação “Breve Panorama da Língua Internacional Esperanto – Levantamento Sobre Seu Uso e Ensino em Âmbito Nacional e Mundial”, que apresenta uma radiografia do crescimento do Esperanto, de forma a dar subsídios para uma melhor apreciação do Projeto de Lei.
Deputado
Recentemente a Câmara Brasileira de Esperanto entregou ao Deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), relator do projeto, além do “Breve Panorama” outras duas publicações de dois artigos apresentados em seminário científico do Centro de Línguas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo – USP por membros do Colegiado Acadêmico da CBLIE: “Análise das Recomendações da União Europeia para a Promoção do Plurilinguismo em Face da Língua Internacional Neutra” e “Modelo de Aprendizagem de Línguas Estrangeiras Usando o Efeito Propedêutico da Aquisição Prévia da Língua Esperanto”.

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Dia Nacional da Consciência Negra

Em nova colaboração ao site “Vivendocidade” falarei um pouco sobre a história do Dia Nacional da Consciência Negra. Espero que seja proveitoso! Como todos sabemos, no dia 20 de novembro comemora-se a data da Consciência Negra que marca o aniversário da morte de Zumbi ocorrida em 1695, portanto, há 318 anos atrás. Essa data foi criada em 2003 pela Lei nº 10.639 e tornou obrigatório, a partir de então, o ensino da História da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio. Essa lei chega aos dez anos e seu maior desafio ainda é o da superação do racismo na educação.

Zumbi (Palmares, Alagoas, 1655 – Viçosa, Alagoas, 20 de novembro de 1695) nasceu livre no quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, maior dos quilombos formados no período colonial, chegando a ter quase 30 mil habitantes. Zumbi foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado “Francisco”, ele recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.

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Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Ele então se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos. Ele chefiou os negros nos combates contra bandeirantes e capangas que queriam escravizá-los novamente. Foi traído e morto numa emboscada aos 40 anos de idade na serra Dois Irmãos, em Pernambuco, depois de ser barbaramente perseguido pelo bandeirante Domingos Jorge Velho e traído por Antônio Soares, um de seus homens de confiança, que havia sido capturado e torturado dias antes.

Seu corpo foi levado para Recife, onde foi exposto para amedrontar os outros escravos. Sem uma liderança, Palmares foi totalmente destruída, muitos negros voltaram à escravidão, outros fugiram e alguns foram perdoados pelos senhores de então.

Ele foi o último líder do pioneiro e mais importante quilombo existente no Brasil, Palmares, por este motivo ele é considerado pelo movimento negro o símbolo maior da resistência contra a escravidão em nosso país. Vemos pela nossa história que a abolição da escravatura só veio a ser decretada em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão, como nos mostra a resistência estabelecida por Zumbi dentro do quilombo de Palmares.

Essa consciência é muito importante, pois mostra, principalmente para as nossas crianças, a contribuição sócio-cultural dos negros, e ajuda a combater em nossa sociedade o racismo e as discriminações sociais.

A obra acima denomina-se “Senzala”, mede 50 x 134 x 40 cm e é uma escultura em madeira feita por Antonio Julião que é mineiro de Prados e tornou-se o maior expoente do grupo de artistas conhecido como “família Julião”. Ele realiza suas obras com força criativa, originalidade e evidentes recursos técnicos, em concepções de grandes proporções, em geral colunas esculpidas em um único tronco. Seus temas freqüentemente revelam crítica social e ambiental, ao expressarem ao mesmo tempo temas como o da senzala, de evidente conotação social e outros que retratam a visão utópica do homem em harmonia com a natureza, no paraíso. Essa obra faz parte do acervo da Galeria Pontes (www.galeriapontes.com.br), especializada em arte popular brasileira. Ela está localizada em São Paulo e no momento ocupa um estande no Espaço Buenos Ayres (Rua Alagoas, 493 – 2º piso, ao lado da Praça Buenos Aires, em Higienópolis).