Quem trabalha em empresa de médio ou grande porte sabe o trauma que é a implantação de um ERP (sigla para enterprise resource planning ou planejamento dos recursos empresariais). Muita gente pensa que um sistema integrado, que amarra a maioria dos processos internos, e ainda é capaz de gerar relatórios de resultado é ferramenta divina que vai perdoar todos os pecados e ainda fazer celebrações de casamento, tudo isso antes do fim do expediente.
Acontece que não é assim, a implantação de algo dessa grandeza não é algo simples. As pessoas têm que conhecer seus procedimentos, desenhar fluxogramas, customizar algumas peculiaridades específicas de determinados setores, e alguns litros de café depois, talvez ter um sistema que possa começar a ser utilizado.

Depois vem o trabalho de acompanhamento e manutenção geral, onde os resultados são estudados exaustivamente, e novas correções são feitas, novos ajustes etc.
Em linhas gerais, esse é um resumo de uma empresa perfeita, com processos perfeitos e pessoas perfeitas. Claro que isso não existe.
O sociólogo francês de origem russa Georges Gurvitch (1894-1965) aborda na obra “A vocação atual da sociologia” o tema “A magia, a religião e o direito”. Inspirado na leitura desse texto vou tentar mostrar para os leitores do site qual seria a contraposição entre magia e religião.
Na introdução desse trabalho o autor aponta que muitos estudiosos de várias áreas, como etnólogos, sociólogos, historiadores, juristas, filósofos e teólogos, participaram de uma maneira muito ativa na discussão do problema da relação entre a magia e a religião nas sociedades arcaicas, assim como o das repercussões sociais da magia.
No entanto, segundo ele, o problema central dessa discussão ainda não teria sido resolvido, ou seja, não se chegou a um acordo nem sobre a possibilidade de traçar uma linha de demarcação precisa entre magia e religião, nem sobre uma determinação da função específica da magia na vida social, muito menos sobre precisar as suas relações com a técnica, a ciência, a moral e o direito.

Gurvitch procura mostrar que a irredutibilidade maior ou menor da magia e da religião, geradas não só pela oposição de duas atitudes coletivas diferentes, mas também pela oposição de duas categorias fundamentais do pensamento dos arcaicos, que seriam o maná (que, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, tem o sentido figurado de alimento espiritual de origem divina; o que consola a alma) e o sagrado, constitui um aspecto essencial do pluralismo e da complexidade das suas sociedades.
Que a internet é um fato consolidado, esse é um fato inquestionável. Seria chover no molhado queremos discutir a relevância do que ela representa nas pessoas, numa forma muito peculiar de simbiose, já que as mesmas pessoas que a formam são também formadas por ela.
É tanta informação sendo consumida enquanto esse texto é escrito (e lido), que até mesmo os chineses duvidam.
Justamente por isso, dando uma de Pai Galo e querendo imaginar como as coisas funcionarão daqui alguns anos, posso afirmar que o poder não estará mais nas mãos de quem for bem informado, mas sim dará poder a todo aquele que conseguir dar a informação certa no momento em que ela for precisada.

Em outras palavras, deixaremos de ser consumidores e produtores de informação e passaremos a ser curadores de conteúdo, filtrando e indicando itens na qual possuem afinidade para suas redes, claro que tudo isso numa mão de duas vias. Ui!