Categoria: Artigo

Os clássicos da religião e o nosso tempo 3/4


Continuando a saga sobre o tema religião, vamos ver hoje como se deu o pensamento de Pierre Bourdieu, cujo texto “Gênese e estrutura do campo religioso” aborda quatro grandes pontos: 1) os progressos da divisão do trabalho religioso e o processo de moralização e de sistematização das práticas e crenças religiosas, 2) o interesse propriamente religioso, 3) função própria e funcionamento do campo religioso e 4) poder político e poder religioso.

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Neste estudo ele investiga a noção de campo religioso e mostra que foi o corpo de especialistas o grupo religioso que dentro da Igreja obteve o monopólio do exercício legítimo do poder religioso, ou seja, o monopólio da propriedade dos meios de produção e distribuição dos bens de salvação. Seu princípio fundamental é que não há salvação fora da Igreja.

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Devemos falar Esperanto?


Ou melhor, “Ĉu ni devas paroli Esperante?”

Quando a gente pensa em termos mundiais, somos mais de 6 bilhões de pessoas que a todo momento precisam se comunicar, essencialmente conversando entre si, e para isso, utilizamos nossas bases e conhecimento nos mais diversos idiomas, que podem se resumir em pouco mais de 6 mil.

 

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Isso dá, na média, um milhão de pessoas fechadas em círculos únicos incapazes de conhecer o grupo do vizinho, seja no sentido histórico, cultural ou qualquer outro. Claro que se pensarmos nos países que tem o mesmo idioma como oficial, essa conta não é tão exata assim.

Esse problema já foi estudado por muita gente ao longo da história, seja academicamente, com a criação de idiomas “universais”, como o Volapuque do padre alemão Johann Martin Schleyer, ou mesmo de forma impositiva, como o hebreu, grego, latim e atualmente o inglês.

Segundo a pesquisadora Patricia Ryan, o foco neste idioma está impedindo que surjam outras ideias em outros idiomas, e por isso, é possível que em poucos anos, a humanidade entre em uma profunda baixa intelectual.

Quem não se lembra dos avanços no campo da matemática e ciências vieram da ocupação muçulmana na Europa na Idade Média?

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Os clássicos da religião e o nosso tempo 2/4


No artigo passado, vimos o que o francês Émile Durkheim pensa sobre religião. Hoje vamos complementar esse pensamento com as ideias religiosas de Max Weber.

No texto “Sociologia da religião (Tipos de relações comunitárias religiosas)” Max Weber discorre sobre o fenômeno denominado autonomização da esfera religiosa.

 

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Uma importante contribuição de Weber está no desenvolvimento dos conceitos de estamentos, classes e religião, destacando entre outros pontos o condicionamento da religiosidade de salvação pela classe e pelo estamento.

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