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> <channel><title> &#187; Literatura</title> <atom:link href="http://vivendocidade.com/categoria/literatura/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://vivendocidade.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 10:49:16 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <atom:link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com"/><atom:link rel="hub" href="http://superfeedr.com/hubbub"/><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Som do Silêncio</title><link>http://vivendocidade.com/som-do-silencio</link> <comments>http://vivendocidade.com/som-do-silencio#comments</comments> <pubDate>Fri, 30 Sep 2011 11:21:24 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[som do silêncio]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4613</guid> <description><![CDATA[Manhã enevoada, cidade vazia, nada além do som do silêncio
Pessoas que costumam estar por aí já não saem mais em suas janelas<p><a
href="http://vivendocidade.com/som-do-silencio">Som do Silêncio</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/som-do-silencio"></g:plusone></div><p><img
class="alignnone size-full wp-image-4614" title="Silence" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/09/som_silencio.jpg" alt="silence" width="426" height="640" /></p><p>Manhã enevoada, cidade vazia, nada além do som do silêncio<br
/> Pessoas que costumam estar por aí já não saem mais em suas janelas<br
/> Uma ilha, onde nem os pássaros fazem mais seus ninhos<br
/> Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser</p><p
style="text-align: center;">Não existem mais pessoas para serem salvas<br
/> Nem soluções a serem dadas, o que é um problema?<br
/> Vem o guarda noturno, no fim de mais uma noite<br
/> Acho que deixei de ser o heroi que costumava ser</p><p
style="text-align: center;"><em>*Escrito em novembro de 2008</em></p><p>Photo &#8220;<strong><a
href="http://www.flickr.com/photos/ehsank/279364315/" target="_blank">Silence</a></strong>&#8221; by <strong><a
href="http://www.flickr.com/people/ehsank/" target="_blank">Ehsan Khakbaz</a></strong></p><p><a
href="http://vivendocidade.com/som-do-silencio">Som do Silêncio</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/som-do-silencio/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Curva de rio</title><link>http://vivendocidade.com/curva-de-rio</link> <comments>http://vivendocidade.com/curva-de-rio#comments</comments> <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 12:22:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4020</guid> <description><![CDATA[<p>Eu não nasci e já me mataram<br
/> Sem dor, ou calor<br
/> O mundo se foi com uma grande explosão<br
/> Ondas gigantes que tudo levaram</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/curva-de-rio">Curva de rio</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/curva-de-rio"></g:plusone></div><p
style="text-align: center;">&nbsp;</p><p
style="text-align: center;">&nbsp;</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/03/curva-do-rio.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4022" title="Curva de rio" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/03/curva-do-rio.jpg" alt="curva-rio" width="300" height="222" /></a></p><p
style="text-align: center;">&nbsp;</p><p
style="text-align: center;">Eu não nasci e já me mataram<br
/> Sem dor, ou calor<br
/> O mundo se foi com uma grande explosão<br
/> Ondas gigantes que tudo levaram</p><p
style="text-align: center;">Não poderei mais ver<br
/> A estrela se acender<br
/> A borboleta voar<br
/> Porque ter é diferente de querer</p><p
style="text-align: center;">O sol de apagou<br
/> os olhos se fecharam<br
/> Temos sete minutos</p><p
style="text-align: center;">Um suspiro é o que sobra<br
/> Um pingo de alma<br
/> Que se curva e desdobra</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/curva-de-rio">Curva de rio</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/curva-de-rio/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Vida 78</title><link>http://vivendocidade.com/vida-78</link> <comments>http://vivendocidade.com/vida-78#comments</comments> <pubDate>Wed, 15 Sep 2010 14:22:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[bicicleta]]></category> <category><![CDATA[conto]]></category> <category><![CDATA[vida78]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=3116</guid> <description><![CDATA[A partir de hoje, começamos um projeto colaborativo de escrita de contos e estórias fantásticas e afins. O nome da estória é Ζωή 78 (Vida 78) e a primeira parte já está aí no final do post. . . Funciona assim: qualquer pessoa pode enviar sua participação, que pode ser de qualquer tamanho, respeitada a [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/vida-78">Vida 78</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/vida-78"></g:plusone></div><p>A partir de hoje, começamos um projeto colaborativo de escrita de contos e estórias fantásticas e afins. O nome da estória é <strong>Ζωή 78</strong> (<em>Vida 78</em>) e a primeira parte já está aí no final do post.</p><p><span
style="color: #ffffff;">.</span></p><div
style="text-align: center;"><p><img
style="max-width: 500px;" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/09/bicicleta-vida78.jpg" alt="conto-bicicleta-vida-78" /></p></div><p><span
style="color: #ffffff;">.</span></p><p>Funciona assim: qualquer pessoa pode enviar sua participação, que pode ser de qualquer tamanho, respeitada a coerência com as partes anteriores, indicando apenas seu nome, data e o início e fim do seu trecho.</p><p>Ao final do projeto, o conteúdo será revisado e diagramado para uma edição em papel, com o nome de todos os autores. Basta entrar no link http://migre.me/1iEH0.</p><p>Participe!</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/vida-78">Vida 78</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/vida-78/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sexta Feira Poética: Pueril</title><link>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril</link> <comments>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril#comments</comments> <pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:30:50 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[pueril]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2754</guid> <description><![CDATA[Na sexta poética de hoje, ao invés de falarmos de um fato ou pessoa conhecido, vamos analisar os itens que compõem uma boa poesia. Quando eu escrevo, por exemplo, não existe uma regra ou padrão definido, apenas palavras postas no papel uma depois da outra. Alguns desses trabalhos inclusive estão reunidos no meu livro &#8220;Se [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril">Sexta Feira Poética: Pueril</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril"></g:plusone></div><p>Na sexta poética de hoje, ao invés de falarmos de um fato ou pessoa conhecido, vamos analisar os itens que compõem uma boa poesia.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/07/poetry1.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-2756" title="Poesias" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/07/poetry1.jpg" alt="poesia-poeta-escritor" width="512" height="383" /></a></p><p>Quando eu escrevo, por exemplo, não existe uma regra ou padrão definido, apenas palavras postas no papel uma depois da outra. Alguns desses trabalhos inclusive estão reunidos no meu livro &#8220;<a
href="http://vivendocidade.com/loja" target="_blank">Se Perguntarem de Mim</a>&#8220;, à venda <a
rel="nofollow" href="http://vivendocidade.com/loja" target="_blank">aqui</a> no site.</p><p>De qualquer forma, se você quer escrever poesia, não se atenha a nada do que se fala por aí, nem à esse texto (uia!). Escreva solto, fazendo rimas, versos livres, com estrofes estruturadas ou sem forma alguma.</p><p>Importante mesmo é se lembrar de que o texto deve passar algum sentimento, uma mensagem que fará a pessoa que lê pensar um pouco, pouco até demais em alguns casos, mas deixa pra lá.</p><p>Certa vez, fui desafiado a escrever, tendo apenas poucas palavras à disposição, e o que fiz? Optei pela possibilidade mais simples. Se lembrem disso.</p><blockquote><p><strong>Pueril</strong></p><p>Chulé no pé<br
/> Pé de caju<br
/> Caju de castanha<br
/> Castanha é uma cor<br
/> Cor dos seus olhos<br
/> Olhos de ressaca<br
/> Ressaca de aroma<br
/> Aroma de chulé</p><p><em>(10/out/2007)</em></p></blockquote><p>Outra coisa importante que devem se lembrar, é de escrever todos os dias, tanto quanto possível, sobre todos os assuntos.</p><p>Tenha um blog, há!</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril">Sexta Feira Poética: Pueril</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-pueril/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sexta Feira Poética: Oração ante a Última Trincheira</title><link>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira</link> <comments>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira#comments</comments> <pubDate>Fri, 09 Jul 2010 12:54:59 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[guilherme de almeida]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[revolução de 32]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2644</guid> <description><![CDATA[É impossível deixar de falar em poesia, justamente nesse dia em que peço licença à todos os amigos dos outros cantos, sem citar o POETA DA REVOLUÇÃO DE 32. Guilherme de Almeida (1890-1969), além de ter sido advogado, ensaísta, jornalista, tradutor e poeta, também foi um dos combatentes a qual homenageamos hoje; e mesmo que [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira">Sexta Feira Poética: Oração ante a Última Trincheira</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira"></g:plusone></div><p>É impossível deixar de falar em poesia, justamente nesse dia em que peço licença à todos os amigos dos outros cantos, sem citar o <strong>POETA DA REVOLUÇÃO DE 32</strong>.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/07/bandeira-paulista.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-2646" title="Bandeira Paulista" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/07/bandeira-paulista.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p><p><a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_de_Almeida" target="_blank">Guilherme de Almeida</a> (1890-1969), além de ter sido advogado, ensaísta, jornalista, tradutor e poeta, também foi um dos combatentes a qual homenageamos hoje; e mesmo que não saiba, já teve contato com alguma de suas obras, sendo a mais famosa a &#8220;<a
rel="nofollow" href="http://www.anvfeb.com.br/cancao_do_expedicionario.htm" target="_blank">Canção do Expedicionário</a>&#8220;, hino velado dos nossos combatentes durante a Segunda Guerra Mundial.</p><p>Entretanto, com orgulho paulista, deixo suas palavras em uma poesia que faz muito mais sentido para nós no dia de hoje&#8230;</p><p><span
style="color: #ffffff;">x</span></p><p
style="text-align: center;"><strong>ORAÇÃO ANTE A ÚLTIMA TRINCHEIRA<span
id="more-2644"></span></strong></p><p
style="text-align: center;">Agora é o silêncio&#8230;</p><p
style="text-align: center;">É o silêncio que faz a última chamada&#8230;</p><p
style="text-align: center;">É o silêncio que responde:</p><p
style="text-align: center;">— &#8220;Presente!&#8221;</p><p
style="text-align: center;">Depois será a grande asa tutelar de São Paulo,<br
/> asa que é dia, e noite, e sangue, e estrela, e mapa<br
/> descendo petrificada sobre um sono que é vigília.</p><p
style="text-align: center;">E aqui ficareis Heróis-Mártires, plantados,<br
/> firmes para sempre neste santificado torrão de<br
/> chão paulista.</p><p
style="text-align: center;">Para receber-vos feriu-se ele da máxima<br
/> de entre as únicas feridas na terra,<br
/> que nunca se cicatrizam,<br
/> porque delas uma imensa coisa emerge<br
/> e se impõe que as eterniza.</p><p
style="text-align: center;">Só para o alicerce, a lavra, a sepultura e a trincheira<br
/> se tem o direito de ferir a terra.</p><p
style="text-align: center;">E mais legítima que a ferida do alicerce,<br
/> que se eterniza na casa<br
/> a dar teto para o amor, a família, a honra, a paz.</p><p
style="text-align: center;">Mais legítima que a ferida da lavra,<br
/> que se eterniza na árvore<br
/> a dar lenho para o leito, a mesa, o cabo da enxada,<br
/> a coronha do fuzil.</p><p
style="text-align: center;">Mais legítima que a ferida da sepultura,<br
/> que se eterniza no mármore<br
/> a dar imagem para a saudade, o consolo, a benção,<br
/> a inspiração.</p><p
style="text-align: center;">Mais legítima que essas feridas<br
/> é a ferida da trincheira,<br
/> que se eterniza na Pátria<br
/> a dar a pura razão de ser da casa, da árvore<br
/> e do mármore.</p><p
style="text-align: center;">Este cavado trapo de terra,<br
/> corpo místico de São Paulo,<br
/> em que ora existis consubstanciados,<br
/> mais que corte de alicerce, sulco de lavra,<br
/> cova de sepultura,<br
/> é rasgão de trincheira.</p><p
style="text-align: center;">E esta perene que povoais é a nossa última trincheira.</p><p
style="text-align: center;">Esta é a trincheira que não se rendeu:<br
/> a que deu à terra o seu suor,<br
/> a que deu à terra a sua lágrima,<br
/> a que deu à terra o seu sangue!</p><p
style="text-align: center;">Esta é a trincheira que não se rendeu:<br
/> a que é nossa bandeira gravada no chão,<br
/> pelo branco do nosso Ideal,<br
/> pelo negro do nosso Luto,<br
/> pelo vermelho do nosso Coração.</p><p
style="text-align: center;">Esta é a trincheira que não se rendeu:<br
/> a que atenta nos vigia,<br
/> a que invicta nos defende,<br
/> a que eterna nos glorifica!</p><p
style="text-align: center;">Esta é a trincheira que não se rendeu:<br
/> a que não transigiu,<br
/> a que não esqueceu,<br
/> a que não perdoou!</p><p
style="text-align: center;">Esta é a trincheira que não se rendeu:<br
/> aqui a vossa presença, que é relíquia,<br
/> transfigura e consagra num altar<br
/> para o vôo até Deus da nossa fé!</p><p
style="text-align: center;">E pois, ante este altar,<br
/> alma de joelho à vós rogamos:</p><p
style="text-align: center;">— Soldados santos de 32,<br
/> sem armas em vossos ombros,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem balas na cartucheira,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem pão em vosso bornal,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem água em vosso cantil,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem galões de ouro no braço,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem medalhas sobre o cáqui,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem mancha no pensamento,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem medo no coração,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem sangue já pelas veias,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem lágrimas ainda nos olhos,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem sopro mais entre os lábios,<br
/> velai por nós!;<br
/> sem nada a não ser vós mesmos,<br
/> velai por nós!;</p><p
style="text-align: center;">sem nada senão São Paulo,<br
/> velai por nós!</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira">Sexta Feira Poética: Oração ante a Última Trincheira</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-oracao-ante-a-ultima-trincheira/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sexta Feira Poética: José Saramago</title><link>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago</link> <comments>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 13:27:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[josé saramago]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2512</guid> <description><![CDATA[x Não poderia deixar de citar, nesta sexta feira poética, da importância da vida e obra do poeta português José Saramago, falecido nesta sexta feira. Dono de um estilo único, a utilização de frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago">Sexta Feira Poética: José Saramago</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago"></g:plusone></div><p><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/jose-saramago.gif"><img
class="alignnone size-full wp-image-2513" title="José Saramago (1922-2010)" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/jose-saramago.gif" alt="José Saramago (1922-2010)" width="409" height="500" /></a></p><p><span
style="color: #ffffff;">x</span></p><p>Não poderia deixar de citar, nesta sexta feira poética, da importância da vida e obra do poeta português <strong>José Saramago</strong>, falecido nesta sexta feira.</p><p>Dono de um estilo único, a utilização de frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento.</p><p>Podemos ver suas várias fáces a partir da diversidade de suas obras, desde romances como &#8220;<a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RW5zYWlvK1NvYnJlK2ErQ2VndWVpcmFfIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzE3Mjc2Nw==-84">Ensaio Sobre a Cegueira<img
class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>&#8221; e &#8220;<a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TytFdmFuZ2VsaG8rU2VndW5kbytKZXN1cytDcmlzdG9fIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzE3Mjc2Nw==-96">O Evangelho Segundo Jesus Cristo<img
class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>&#8220;, teatro, contos, crônicas e poesias, as quais destaco a antologia &#8220;<a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UHJvdmF2ZWxtZW50ZStBbGVncmlhXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18xNzI3Njc=-80">Provavelmente Alegria<img
class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>&#8220;, com poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. <em>(Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)</em></p><p>A poesia de hoje é desse livro, publicado em 1970.</p><p><span
style="color: #ffffff;">x</span></p><h3>EU LUMINOSO NÃO SOU</h3><p><span
style="color: #ffffff;">x</span></p><p>Eu luminoso não sou. Nem sei que haja<br
/> Um poço mais remoto, e habitado<br
/> De cegas criaturas, de histórias e assombros.<br
/> Se, no fundo poço, que é o mundo<br
/> Secreto e intratável das águas interiores,<br
/> Uma roda de céu ondulando se alarga,<br
/> Digamos que é o mar: como o rápido canto<br
/> Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável<br
/> O movimento de asas. O musgo é um silêncio,<br
/> E as cobras-d&#8217;água dobram rugas no céu,<br
/> Enquanto, devagar, as aves se recolhem.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago">Sexta Feira Poética: José Saramago</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-jose-saramago/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sexta Feira Poética: Teatro Épico</title><link>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico</link> <comments>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico#comments</comments> <pubDate>Wed, 02 Jun 2010 12:37:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[Bertold Brecht]]></category> <category><![CDATA[Teatro Épico]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2398</guid> <description><![CDATA[ou &#8220;Eu sou muito cara de pau por postar a coluna da sexta-feira na quarta&#8221;. O Teatro Épico do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956) nos ensina que as interpretações são fruto de uma composição, no sentido social, da atitude dos atores, do cenário, da música, dos sons e até do silêncio, montando assim elementos que [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico">Sexta Feira Poética: Teatro Épico</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico"></g:plusone></div><p>ou &#8220;Eu sou muito cara de pau por postar a coluna da sexta-feira na quarta&#8221;.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/bertoltbrecht.jpg"><img
class="size-full wp-image-2400 aligncenter" title="Bertolt Brecht" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/bertoltbrecht.jpg" alt="Bertolt Brecht" width="405" height="350" /></a></p><p>O Teatro Épico do dramaturgo alemão <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht" target="_blank">Bertold Brecht</a> (1898-1956) nos ensina que as interpretações são fruto de uma composição, no sentido social, da atitude dos atores, do cenário, da música, dos sons e até do silêncio, montando assim elementos que causarão o efeito desejado, e por continuação, o impacto devido.<span
id="more-2398"></span></p><p>Esse entendimento, que é exatamente o oposto (e também uma forma de crítica) ao envolvimento do expectador em uma manta dramática, fazendo-o sujeito passivo em relação ao mundo, incapaz de enxergar valores e o que deve ser modificado.</p><p>Mas qual o motivo de falarmos tudo isso?</p><p>As mídias, sobretudo aquelas de maior impacto, como Rádio e Televisão, e nos últimos anos a Digital, se valem dessa dramatização para apresentar seus assuntos, com maior ou menor intensidade, causando muito ou pouco escândalo, aproximando o fato ao seu público.</p><p>É por exemplo aquela matéria do <strong>Globo Repórter</strong>, que ao tratar de um tema macro, talvez a saúde pública, escolhe um indivíduo genérico e segue seus passos, mostra sua família, quando sai de casa, pegando o transporte público, as filas para conseguir um atendimento, seus medos, desejos, finalizando com o ápice da crítica, e concluindo com uma trilha sonora edificante e sentimental, cenas em <em>close-up</em>&#8230;</p><p>Essa maneira dramática de contar as histórias, é mais comum do que se pensa, e é talvez a principal ferramenta de escrita utilizada pelos autores em seus blogs, e se fizesse essa acusação simplesmente como forma de criticar o trabalho realizado pelos nossos vizinhos digitais, estaria cometendo um deslize sem tamanho.</p><p>Entretanto, essa não é a forma que vocês estão acostumados a ver por aqui, simplesmente não faz nosso estilo editorial <em>(senão não estaria neste momento conversando com você, leitor)</em>.</p><p>O que insistimos, basicamente, é mostrar formas de despertar dessa catarse a qual acreditamos seriamente ser o intuito das grandes mídias &#8211; aquelas de massa.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/lost-igreja.jpg"><img
class="size-full wp-image-2399 aligncenter" title="Lost" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/06/lost-igreja.jpg" alt="lost, jack, igreja" width="485" height="368" /></a></p><p>O Teatro de Brecht influenciou e influencia artistas no mundo todo. Por aqui teve forte impacto junto ao movimento <a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bW9kZXJuaXNtb18jI19jbG91ZF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMTcyNzY3-64">modernista<img
class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e nos escritos de <a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/T3N3YWxkK2RlK0FuZHJhZGVfIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzE3Mjc2Nw==-76">Oswald de Andrade<img
class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas não podemos deixar de citar o russos <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Maiakovski" target="_blank">Vladimir Maiakovski</a> (1893-1930), poeta cubo-futurista, e o cineasta <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sergei_Eisenstein" target="_blank">Sergei Eisenstein</a> (1898-1948), e o genial <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chaplin" target="_blank">Charles Chaplin</a> (1889-1977).</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico">Sexta Feira Poética: Teatro Épico</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/sexta-feira-poetica-teatro-epico/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Vejo Borboletas</title><link>http://vivendocidade.com/vejo-borboletas</link> <comments>http://vivendocidade.com/vejo-borboletas#comments</comments> <pubDate>Mon, 19 Apr 2010 13:20:40 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[borboleta]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2196</guid> <description><![CDATA[Vejo borboletas em todos os lugares Quando menos espero De mãos dadas em pares Embaixo da cama Atrás da porta Surgem E são sorrateiras Procurando casa Encontrando fogo Saindo de seu casulo Voam de capacete Estarei em casa Para quando chegarem Imagem via attackedastoria: colormestoked netheme:(via appleday) Vejo Borboletas é um artigo originalmente publicado no [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/vejo-borboletas">Vejo Borboletas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/vejo-borboletas"></g:plusone></div><p
style="text-align: center;"><img
class="aligncenter" title="Vejo Borboletas" src="http://img413.imageshack.us/img413/826/borboleta.jpg" alt="" width="280" height="420" /></p><p
style="text-align: center;"><p
style="text-align: center;">Vejo borboletas<br
/> em todos os lugares<br
/> Quando menos espero<br
/> De mãos dadas em pares</p><p
style="text-align: center;">Embaixo da cama<br
/> Atrás da porta<br
/> Surgem<br
/> E são sorrateiras</p><p
style="text-align: center;">Procurando casa<br
/> Encontrando fogo<br
/> Saindo de seu casulo<br
/> Voam de capacete</p><p
style="text-align: center;">Estarei em casa<br
/> Para quando chegarem</p><p>Imagem via <a
href="http://attackedastoria.tumblr.com/post/500922834/colormestoked-onetheme-via-appleday" target="_blank">attackedastoria</a>:<br
/> <a
href="http://colormestoked.tumblr.com/post/500384586/onetheme-via-appleday" target="_blank">colormestoked</a> <img
src='http://vivendocidade.com/wp-includes/images/smilies/icon_surprised.gif' alt=':o' class='wp-smiley' /> netheme:(via <a
href="http://appleday.tumblr.com/" target="_blank">appleday</a>)</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/vejo-borboletas">Vejo Borboletas</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/vejo-borboletas/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Gengis Khan</title><link>http://vivendocidade.com/gengis-khan</link> <comments>http://vivendocidade.com/gengis-khan#comments</comments> <pubDate>Fri, 19 Mar 2010 13:55:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[biografia]]></category> <category><![CDATA[gengis kahn]]></category> <category><![CDATA[império mongol]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=2040</guid> <description><![CDATA[Talvez o maior conquistador e comandante militar da história da humanidade, Gengis Khan (1162-1227) é também o menos entendido e estudado no ocidente. Gengis Khan at the Military Museum of Beijing, by Davidalender Hu Isso porque as cadeiras de história tratam de assuntos essencialmente factuais e europeus (império romano, renascença, grandes navegações, descobrimento do Brasil, [...]<p><a
href="http://vivendocidade.com/gengis-khan">Gengis Khan</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/gengis-khan"></g:plusone></div><p>Talvez o maior conquistador e comandante militar da história da humanidade, <strong>Gengis Khan (1162-1227)</strong> é também o menos entendido e estudado no ocidente.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/03/gengis-khan.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-2041" title="Gengis Khan" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/03/gengis-khan.jpg" alt="Gengis Khan" width="375" height="500" /></a></p><p
style="text-align: center;">Gengis Khan at the Military Museum of Beijing, by <a
href="http://www.flickr.com/photos/octopi/198053948/" target="_blank">Davidalender Hu</a></p><p>Isso porque as cadeiras de história tratam de assuntos essencialmente factuais e europeus (império romano, renascença, grandes navegações, <a
class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGVzY29icmltZW50bytkbytCcmFzaWxfIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzE3Mjc2Nw==-84">descobrimento do Brasil</a>, etc&#8230;)</p><p>Fatos do Império Mongol, seus cosumes e cotidianos ficam, por isso, em segundo plano.</p><p>Dessa forma, se quisermos recorrer a fatos e acontecimentos mongóis e/ou essencialmente orientais, temos muitas vezes que pesquisar em meios não canônicos.</p><p>O escritor inglês <a
href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conn_iggulden" target="_blank">Conn Iggulden</a>, que procura sustentar sua ficção com fatos históricos tem nos ajudado muito neste sentido, além (é claro) do mestre Bernard Cornwell.</p><p>Seu último trabalho, O Conquistador, relata justamente a vida deste célebre general.</p><p>No Brasil, somente dois livros foram publicados, pela editora Record:</p><ul><li><a
href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21388281/lobo+das+planicies,+o/?franq=284491" target="_blank">O Lobo das Planíces</a></li><li><a
href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21531981/senhores+do+arco,+os/?franq=284491" target="_blank">Os Senhores do Arco</a></li></ul><p>Vejam um trecho onde ele aconselha seus filhos sobre o que virá no futuro:<span
id="more-2040"></span></p><blockquote><p>Gêngis esperou pacientemente até que Kachiun retornasse com Jochi, Chagatai e Ogedai, com seu irmão ficando de lado para deixar os filhos se aproximarem. Kachiun espiou com o canto do olho enquanto Gêngis se sentava com as pernas cruzadas e os três garotos o encaravam sobre o cobertor áspero. Em silêncio, serviu para cada um uma taça de bebida forte, e eles a pegaram formalmente com a mão direita, apoiando o cotovelo com a mão esquerda para mostrar que não seguravam arma.</p><p>Gêngis não pôde encontrar nada para criticar na postura deles, enquanto os observava. Jochi usava uma armadura nova, um pouco grande em seu corpo. Chagatai ainda tinha a que ganhara. Só Ogedai usava o tradicional manto almofadado, o dil, já que aos dez anos ainda era muito pequeno para merecer uma armadura de homem, mesmo com a quantidade que haviam capturado na Boca do Texugo. O menino olhava a taça de airag com alguma dúvida, mas bebeu com os outros, sem qualquer expressão.</p><p>— Meus pequenos lobos — disse Gêngis, com um sorriso. — Vocês todos serão homens quando eu os vir de novo. Já falaram com sua mãe?</p><p>— Já — respondeu Jochi. Gêngis o olhou e se perguntou sobre a profundeza de hostilidade nos olhos do garoto. O que ele fizera para merecer isso?</p><p>Devolvendo o olhar de Jochi, falou com todos:</p><p>— Vocês não serão príncipes longe deste acampamento. Deixei isso claro aos seus generais. Não haverá tratamento especial para os meus filhos. Vocês viajarão como qualquer outro guerreiro do povo, e, quando forem chamados a lutar, não haverá ninguém para salvá-los por causa de quem vocês são. Entenderam?</p><p>Suas palavras pareceram sugar a empolgação dos garotos, com os sorrisos desaparecendo. Um a um eles assentiram. Jochi terminou de beber e pôs a taça no cobertor.</p><p>— Se vocês forem criados para serem oficiais — continuou Gêngis — será somente porque demonstraram ter pensamento rápido, habilidade e coragem maior do que os homens ao redor. Ninguém quer ser liderado por um idiota, mesmo um idiota que seja meu filho.</p><p>Ele parou, deixando isso penetrar enquanto seu olhar pousava em Chagatai.</p><p>— No entanto, vocês são meus filhos e eu espero ver o sangue correr verdadeiro em cada um. Os outros guerreiros estarão pensando na próxima batalha, ou na última. Vocês estarão pensando na nação que poderão liderar. Espero que encontrem homens em quem possam confiar e os liguem a vocês. Espero que se esforcem mais e mais implacavelmente do que qualquer outro poderia. Quando sentirem medo, escondam-no. Ninguém mais saberá, e o que o causou passará. O modo como se portarem será lembrado.</p><p>Havia muita coisa para dizer a eles. Era gratificante ver até mesmo Jochi grudado em cada palavra, mas quem mais poderia lhes dizer como governar, se não seu próprio pai? Este era seu último dever para com os meninos, antes de se tornarem homens.</p><p>Quando estiverem cansados, jamais falem sobre isso e os outros pensarão que vocês são feitos de ferro. Não permitam que outro guerreiro zombe de vocês, nem mesmo de brincadeira. Os homens veem quem tem força para enfrentá-los. Mostrem que não irão se acovardar e, se isso significar que precisam lutar, bom, é o que devem fazer.</p><p>— E se for um oficial que zombar de nós? — perguntou Jochi, baixinho. Gêngis o olhou incisivamente.</p><p>— Já vi homens que tentam desviar esse tipo de coisa com um sorriso, ou baixando a cabeça, ou mesmo cabriolando para ver os outros rirem mais ainda. Se fizerem isso, vocês jamais comandarão. Recebam as ordens que forem dadas, mas mantenham a dignidade. — Ele pensou por um momento.</p><p>A partir deste dia, vocês não são mais crianças. Você também, Ogedai. Se tiverem de lutar, mesmo que seja com um amigo, derrubem-no o mais depressa e com o máximo de força que puderem. Matem se for preciso, ou o poupem; mas cuidem para que nenhum homem fique lhes devendo. Dentre todas as coisas, isso é o que mais causa ressentimento. Qualquer guerreiro que levante o punho para vocês deve saber que está jogando com a vida e que vai perder. Se vocês não puderem ganhar a princípio, vinguem-se, nem que seja a última coisa que façam. Vocês estão viajando com homens que só respeitam uma força maior que a deles, homens mais duros que eles próprios. Acima de tudo, eles respeitam o sucesso. Lembrem-se disso.</p><p>Seu olhar duro passou sobre eles, e Ogedai estremeceu, sentindo o frio das palavras. Gêngis não sorriu ao ver isso, enquanto continuava:</p><p>— Jamais se permitam ficar moles, ou um dia haverá um homem que tirará tudo de vocês. Ouçam aqueles que sabem mais do que vocês e sejam os últimos a falar, em qualquer conversa, até que eles esperem que vocês lhes mostrem o caminho. E tenham cuidado com os homens fracos que venham até vocês por causa de seu nome. Escolham seus seguidores com tanto cuidado como se fossem esposas. Se eu tenho apenas uma habilidade que me levou a governar nosso povo, é essa. Consigo ver a diferença entre um guerreiro espalhafatoso e um homem como Tsubodai, Jelme ou Khasar.</p><p>O fantasma de um riso de desprezo tocou a boca de Jochi antes de ele desviar os olhos, e Gêngis se recusou a deixar que a irritação aparecesse.</p><p>— Mais uma coisa antes de vocês irem. Tenham cuidado quanto a derramar sua semente. — Jochi ficou vermelho nesse momento, e a boca de Chagatai se abriu. Só Ogedai pareceu confuso. Gêngis continuou:</p><p>— Os garotos que passam a noite brincando com suas partes ficam fracos, obcecados pelas necessidades do corpo. Mantenham as mãos longe e tratem o desejo como qualquer outra fraqueza. A abstinência irá torná-los fortes. Com o tempo, vocês terão esposas e amantes.</p><p>Enquanto os três garotos ficavam ali sentados, num silêncio embaraçado, Gêngis soltou a espada e a bainha. Não havia planejado isso, mas parecia certo, e ele queria fazer algo que eles fossem lembrar.</p><p>— Pegue, Chagatai — disse. Em seguida, bateu com a espada nas mãos do filho. Chagatai quase deixou-a cair, num prazer espantado. Gêngis ficou olhando quando o menino levantou o punho com a cabeça de lobo para captar o sol, depois desembainhou lentamente a lâmina que seu pai havia carregado durante toda a vida. Os olhos dos outros estavam no metal brilhante, luzidios de inveja.</p><p>— Meu pai Yesugei a usava no dia em que morreu — disse Gêngis, baixinho. — O pai dele a fez, numa época em que os lobos eram inimigos de todas as outras tribos. Ela tirou vidas e viu o nascimento de uma nação. Certifique-se de não desonrá-la.</p><p>Chagatai, sentado, baixou a cabeça, dominado pelos sentimentos.</p><p>— Não desonrarei, senhor — respondeu ele. Gêngis não olhou o rosto de Jochi.</p><p>— Agora vão. Quando retornarem aos seus generais, tocarei a trompa. Nós nos veremos de novo quando vocês forem homens, e poderemos nos encontrar como iguais.</p><p>— Estou ansioso por esse dia, pai — disse Jochi de repente. Gêngis levantou os olhos claros para ele, mas não disse nada. Os garotos não falaram uns com os outros enquanto galopavam para longe, no terreno duro, e não olharam para trás.</p></blockquote><p><a
href="http://vivendocidade.com/gengis-khan">Gengis Khan</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/gengis-khan/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Poesia: Sagittarii Angelicus</title><link>http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus</link> <comments>http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus#comments</comments> <pubDate>Tue, 19 Jan 2010 13:58:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[beijo]]></category> <category><![CDATA[poesia]]></category> <category><![CDATA[recado]]></category> <category><![CDATA[vida]]></category> <category><![CDATA[vontade]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=1312</guid> <description><![CDATA[um beijo não dado, um recado não dito, uma vida que morre acendo o farol, espero sua ligação, e não me ajudo apavorado, estressado, ansioso, simplesmente alguém se alguém me amou e foi se embora jogado no chão sem demora uma vontade acabada Poesia: Sagittarii Angelicus é um artigo originalmente publicado no Vivendocidade<p><a
href="http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus">Poesia: Sagittarii Angelicus</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus"></g:plusone></div><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/01/departure.jpg"><img
class="size-full wp-image-1313 aligncenter" title="departure" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2010/01/departure.jpg" alt="" width="338" height="500" /></a></p><p
style="text-align: center;">um beijo não dado,<br
/> um recado não dito,<br
/> uma vida que morre</p><p
style="text-align: center;">acendo o farol,<br
/> espero sua ligação,<br
/> e não me ajudo</p><p
style="text-align: center;">apavorado, estressado,<br
/> ansioso,<br
/> simplesmente alguém</p><p
style="text-align: center;">se alguém me amou e foi se embora<br
/> jogado no chão sem demora<br
/> uma vontade acabada</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus">Poesia: Sagittarii Angelicus</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/poesia-sagittarii-angelicus/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
