Talvez quando o amigo (e)leitor estiver lendo isso aqui as coisas já tenham mudado um pouco, pelo que ouvi falar. Mas também, aqueles que acompanham meus textos aqui e no Cotidiano Nacional sabem que eu odeio falar de assuntos que estão nas primeiras páginas dos jornais.
Eu sempre espero um pouco a poeira abaixar, como estou fazendo agora, pois penso que desta forma as pessoas podem ter mais tempo para refletir sobre os assuntos, se não estiverem sendo bombardeadas pela mídia. Mas não se empolgue, pois a Câmara de Vereadores de São Paulo está longe de aparecer nas primeiras páginas nem tampouco é assunto de interesse de seja lá quem for.
Vamos ao assunto deste post: a Câmara havia proibido que se entrasse lá de camiseta, bermuda e chinelo, ou algo dessa natureza. Parece-me, perdi o interesse, que voltou atrás nesta decisão.
Mas eu já tinha formado opinião sobre o assunto. É óbvio que deveriam proibir de entrar pessoas em quaisquer trajes, tendo em vista que a grande maioria dos projetos debatidos e votados naquele plenário dizem respeito a nomes de ruas, viadutos e passarelas.
Portanto, nada mais justo do que cercear o direito das pessoas de verem que o tempo que elas perdem assistindo programa eleitoral, escolhendo um candidato e saindo de suas casas para votar, é dispendido com pessoas escolhendo nomes para colocarem em placas.
Fabuloso seria se não estivéssemos falando de uma cidade problemática como São Paulo, onde quase nada funciona a contento para a maior parte da população.
Junta-se a isso um pseudointelectual da USP comandando a prefeitura. Show de horrores.
Novo tempo, coisas antigas que geralmente se repetem. Este sou eu divagando sobre a vida profissional novamente.
Diz a mitologia, que o Rei Sísifo, da Tessália, era o mortal mais astuto dentre todos, e depois de ter desafiado os deuses, teve por punição empurrar uma pedra de uma montanha até o topo; a pedra então rolaria para baixo e ele novamente teria que começar tudo, para toda eternidade.
Em nossa vida profissional, algumas vezes encontramos pessoas que assumem esses arquétipos, ora do próprio personagem, ou repetindo coisas sem sentido diariamente, ou mesmo no ato simbólico da desafiação, onde se mostra consciente perante a divindade.
Muitas vezes, as pessoas profissionais assumem a forma do próprio deus, impedindo o entendimento daquilo que é inovador.
Pode-se resumir essa metáfora na ideia de que para se livrar do absurdo, é necessário um agente externo, podendo ser o o próprio deus, motivado ou não por alguma situação, que possa se rebelar.
A questão é, nós realmente ficamos livres quando deixamos de empurrar a pedra?
Graduado em economia pela USP em 1989, trabalhei quase quinze anos no qüinquagenário Dieese, após uma rápida passagem por uma instituição financeira de renome. Hoje estou envolvido com administração de galeria de arte e dando aulas de informática. Naqueles tempos de economista, além de muito trabalho, tive anos de muita luta. Quero compartilhar com os internautas leitores do site “Vivendocidade” um pouco dessa minha experiência tratando de um tema bastante atual que é o da redução da jornada de trabalho. Boa leitura!

O Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) completou, em 22 de dezembro de 2005, meio século de existência. Ele é dirigido pelos sindicatos de trabalhadores brasileiros e vem desenvolvendo pesquisas e assessorias técnicas desde o seu início. Tem como seu diretor técnico o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, que coordena o trabalho de uma grande equipe técnica formada por economistas, sociólogos, estatísticos e engenheiros de produção, entre outros tantos profissionais. Durante 23 anos de sua existência o Diesse teve importante suporte técnico do economista e ex-deputado federal pelo PSDB Walter Barelli. O Dieese possui escritórios regionais em 16 estados brasileiros. Ao longo de sua história essa instituição desenvolveu intenso trabalho na área de negociação e assessoria sindical, banco de dados, educação e pesquisas.