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> <channel><title> &#187; Opinião</title> <atom:link href="http://vivendocidade.com/categoria/opiniao/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://vivendocidade.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 10:49:16 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <atom:link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com"/><atom:link rel="hub" href="http://superfeedr.com/hubbub"/><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Consultório Sentimental: Faça como a Louise</title><link>http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise</link> <comments>http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise#comments</comments> <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 10:46:52 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[amorosos]]></category> <category><![CDATA[conselhos]]></category> <category><![CDATA[consultório sentimental]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4856</guid> <description><![CDATA[Hoje no Consultório Sentimental respondemos as dúvidas sentimentais da Louise. Faça como ela e nos envie sua pergunta!<p><a
href="http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise">Consultório Sentimental: Faça como a Louise</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise"></g:plusone></div><p>Vocês devem ter visto aqui do lado direito, uma página chamada “Consultório Sentimental”, mas o que é isso afinal?</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://vivendocidade.com/consultorio"><img
class="aligncenter" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2007/10/peanuts.gif" alt="" width="224" height="200" /></a></p><p>Este espaço foi criado há um certo tempo, com o intuito de responder as dúvidas dos visitantes e leitores deste blog, criar um diálogo entre todos vocês, e nós da equipe do vivendocidade, pois viver em qualquer cidade, como São Paulo, Curitiba, Paris, New York e outras pode ser uma experiência um tanto solitária e desesperadora e alguns momentos.</p><p>Nesta edição, publicamos a resposta da Louise, que pode ser lida logo após o jump.</p><p>Faça como ela, e se divirta!</p><p><span
id="more-4856"></span></p><blockquote><p><strong>Fev 01, 2012 05:19 AM – Louise</strong> Olá, sou completamente apaixonada pelo meu primo, nós já chegamos à namorar, porém, faz tempo e eu continuo louca por ele. Mas ele mora distante, em outra cidade e agora tem namorada. Mas, toda vez que nos encontramos rola uma química e nós sempre ficamos. Mas, quando volto pra minha cidade, nos falamos pouquíssimas vezes pelas redes sociais ou raramente nos falamos. Essa última vez, eu mandei mensagens e ele respondeu. Ele disse que vem em abril conhecer a minha cidade. Gostaria de saber se luto por esse amor ou desisto? E se ele ainda sente algo por mim, afinal a gente sempre fica quando viajo até lá?</p></blockquote><p>Olá, obrigado pelos comentários. A gente não pode julgar o amor das pessoas, e nem mesmo ter certeza se elas realmente gostam da gente, ou não. Refletindo sobre o que escreveu, e com a cabeça totalmente masculina, poderia afirmar que é muito bom para ele sempre ter você à disposição, já que sabe que vão ficar quando você o visita. Só que essa seria metade da história. Apaixonar-se por alguém é ver na outra pessoa coisas que gostamos e que gostaríamos de ter em nós mesmos.</p><p>Outro ponto importante: as pessoas se apaixonam pelos primos porque eles/elas já estão lá, e já gostam da gente de maneira orgânica. Numa estrada de conquistas e ilusões amorosas, eles são como um atalho para chegar mais rápido. Só que nem sempre é bom chegar primeiro nesse caminho.</p><p>É bom também seguir por todas as curvas, fazer desvios, parar para abastecer, cair ou desviar dos buracos, errar o caminho tantas vezes for possível para só então se chegar ao fim.</p><p>Quer lutar por esse amor? Lute! Mas somente se for isso que quer de verdade. Principalmente sabendo a opinião dele sobre isso. Então é justo que vocês conversem honestamente sobre o que sentem, certo?</p><p>Abraço!</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise">Consultório Sentimental: Faça como a Louise</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/consultorio-sentimental-faca-como-a-louise/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Um balanço da política brasileira em 2011</title><link>http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011</link> <comments>http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011#comments</comments> <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 15:56:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[convidado]]></category> <category><![CDATA[leandro deon]]></category> <category><![CDATA[política brasileira]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4842</guid> <description><![CDATA[O ano de 2011 foi, para a política brasileira, um ano frívolo, ou seja, mínimo em importância. Neste artigo fazemos um balanço dos principais pontos relevantes<p><a
href="http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011">Um balanço da política brasileira em 2011</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011"></g:plusone></div><p>Mais um texto-convidado do amigo Leandro Deon, dessa vez fazendo um balanço da política brasileira no ano passado. Lembrando que para enviar seu material é preciso seguir as seguintes regras:</p><p>1 &#8211; O texto tem que ser relacionado ao conteúdo do site;<br
/> 2 &#8211; Ele precisa ser aprovado pelos <strike>gênios</strike> membros da equipe;<br
/> 3 &#8211; Não tem regra 3.</p><p>Está esperando o quê??? Mande logo seu texto!!</p><p>&nbsp;</p><p><center><strong>UM BALANÇO DA POLÍTICA BRASILEIRA EM 2011</strong></center><br
/><center><em>Por Leandro M. Deon*</em></center></p><p>O ano de 2011 foi, para a política brasileira, um ano frívolo, ou seja, mínimo em importância.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/balanco.jpg" alt="balanco" title="Balanço" width="563" height="398" class="alignnone size-full wp-image-4843" /></center></p><p>Depois da ressaca das eleições nas quais o Brasil acordou com uma presidente eleita à sombra do seu antecessor, a oposição em frangalhos e uma economia otimista em meio ao naufrágio da recessão mundial – otimismo esse que se revelou também frívolo – dois fatos merecem ser ressaltados como representativos da direção (ou falta dela) para a política brasileira: a queda do ministro Alfredo Nascimento (PR) e a criação do PSD de Gilberto Kassab.</p><p><span
id="more-4842"></span></p><p>&nbsp;</p><h1>1. Entre tantas quedas de ministros, por que a de Alfredo Nascimento foi a mais delicada?</h1><p>Porque esta foi a que finalmente atingiu, ainda que levemente, o centro da super-coalizão política que governa Brasília à sombra da inatingível popularidade do ex-presidente Lula.</p><p>O PSDB tratou mal seus aliados entre 1994 e 2002. Colocou de lado o PMDB, pisoteou o PTB, jogou fora o PPB (hoje PP), não deu a mínima para o PL (hoje PR), apostando que o Brasil estava se encaminhando para um bipartidarismo à moda americana, somente entre os tucanos e o PT. O PSDB só tratou um pouco melhor o PFL (hoje DEM), e ainda assim, tão mal que esse também caiu fora nas eleições de 2002.</p><p>Com o PT é diferente. Lula trata seus aliados a <em>pão-de-ló</em>. Os ministros nomeados são os caciques que os próprios partidos querem, são dispensados de qualquer conhecimento técnico da área indicada e ficam de mãos livres para transformar as pastas em “feudos” de suas agremiações. É uma maravilha!</p><p>Por isso, a queda de Alfredo Nascimento foi um <strong>FATO</strong>, e abriu porteira para as que vieram depois, cada uma balançando um dos partidos aliados como se fosse um jogo de tiro ao alvo. Palocci caiu sozinho (era um coringa solto, sem apoio do “rei” do PT), Jobim caiu por mera bobagem, coisa de adolescente, e os demais foram abatidos um a um após demoradas frituras na cozinha, enquanto a presidente entretinha os convidados na sala.</p><p>Pois bem&#8230; Lula não fazia isso. Ele empenhava sua inatingível popularidade para defender seu ministros até os estertores. E geralmente conseguia. Já Dilma – como FHC – os deixa morrer à míngua, lentamente, sem defesa.</p><p>Foi por isso que a base aliada ameaçou, sutilmente, uma rebelião.</p><p>Isso aconteceu logo após o <em>affair</em> Nascimento, quando alguns caciques aliados disseram preferir Lula como candidato em 2014. Além de uma imperdoável indelicadeza com a presidente (a exatos 3 anos e meio das próximas eleições presidenciais), deram um recado direto ao PT: se o partido quiser Dilma como candidata (como seria imensamente vantajoso para o próprio PT), a base vai se dividir. Por enquanto, Dilma finge que não é com ela, enquanto a imprensa cai na conversa de que seu governo está sempre fazendo uma ‘faxina’&#8230;</p><p>Ou seja, o PT não tem mais que apenas uma opção em 2014. Lula terá que continuar como “bombeiro” das questões políticas do governo (deixando a Dilma apenas algo mais do que já era, na casa-civil) e se preparar para sua sexta campanha presidencial.</p><p>O problema é que esse ano também mostrou que Lula – ao contrário de Pelé e da desobrigatoriedade orçamentária atualmente chamada de DRU – não é eterno.</p><p>&nbsp;</p><h1>2. Que malucique é essa do Kassab criar um novo partido?</h1><p>Se você acha que o prefeito Gilberto Kassab não prestígio algum e não passa de um brutamonte ignorante com inteligência comparável a um leão-de-chácara de comício, então presumivelmente você está inteiramente certo.</p><p>Kassab não tem e nem terá o cacife para ser o tutor político da quarta maior bancada no Congresso nacional. No máximo, será o que sempre foi: um burocrata. Já existe um padrinho do novo partido, só que não pode aparecer.</p><p>Quem é?</p><p>José Serra. O ex-candidato do PSDB nas eleições de 2010 fez uma aposta que todos, inclusive ele, sabiam que era a última. Colocou em jogo todo o seu prestígio pessoal, articulou apoios e comandou uma campanha quase sem erros. Mas &#8230; não deu.</p><p>É impossível (repito, impossível) enfrentar um presidente que, mesmo sem falar nada disso, convenceu a população inteira que foi ele que finalmente pagou a dívida externa do país, que os pobres não mais vistos nas ruas porque estão em casa, recebendo um bolsa-família, e que até sua mão é capaz de encontrar petróleo na costa (além de trazer Olimpíadas, Copa do Mundo, etc). Lula consegue mentir até de boca calada.</p><p>Pois bem, isso é passado, e até José Serra é passado (salvo se algum milagre acontecer). Permita-me enfatizar o FATO de Serra não ter mais espaço dentro do PSDB – por mais que ande de mãos de dadas com o governador Alckmin, fingindo terem esquecido as degolas do passado. Ao criar o PSD, Kassab reassume a sua condição de burocrata e cria um espaço de articulação que permitirá a uma parcela da oposição (e alguns da situação) ter um candidato que faça frente ao enfadonho Aécio Neves, já candidato natural do PSDB, talvez em uma forçada composição com o DEM.</p><p>Assim, esfacelada, há uma oposição e uma oposição “do B”.</p><p>(Nunca caí no conto do PSD ser um partido de centro, como insiste seu burocrata-mor. O PSD é um tertius geneticamente desideologizado, e qualquer um que saiba como funcionam as câmaras de vereadores de qualquer cidadezinha do interior entende perfeitamente as vantagens de se ficar no meio).</p><p>Então, se Serra não será o candidato, quem será?</p><p>Esse candidato virá do governo – mais especificamente, de uma das forças que sustentam o governo, o PSB de Eduardo Campos (bom&#8230; até mudança em contrário, esse mesmo será o candidato em 2014), com o qual o PSD já nasceu amigo de infância. Aliás, a dilmette que atualmente a casa civil do Planalto já mostrou a delicadeza com que o governo do PT deve tratar os ministros de partidos que pensam em ter candidato próprio&#8230;</p><p>José Serra e Ciro Gomes no mesmo palanque? Sim, por que não? Ainda mais se forem palanques bem largos, com acomodações para todos os gostos.</p><p>&nbsp;</p><p>*<strong>Leandro M. Deon</strong> (ou “Renan”, ou “Asparuk”, ou “Amercesto”), o lado obscuro do Vivendocidade, nasceu em meados do século passado, cumprindo pena em História nas proximidades do presídio da cidade medieval de Caxias, a do Sul. Libertado após pagar pesada fiança, refugiou-se no estado de São Paulo, em uma desconhecida localidade do interior, onde passa o tempo tentando se igualar a J. M. Turner ou lendo os livros do escritor equatoriano Rúben Solomón, que depois descobrimos ser apenas mais um de seus nomes falsos. Também toca o blog <a
href="http://caminhar-damasco.blogspot.com/" target="_blank">Caminho de Damasco</a>. Caso venha a ser preso novamente, promete nos comunicar por celular.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011">Um balanço da política brasileira em 2011</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/um-balanco-da-politica-brasileira-em-2011/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Prioridade de governo</title><link>http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo</link> <comments>http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo#comments</comments> <pubDate>Sun, 15 Jan 2012 16:38:58 +0000</pubDate> <dc:creator>Alexandre Carvalho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[centro]]></category> <category><![CDATA[prioridade]]></category> <category><![CDATA[revitalização]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4811</guid> <description><![CDATA[Precisamos saber dos candidatos à prefeitura de São Paulo o que eles vão fazer para revitalizar o centro e pedimos a sua opinião, Além disso, que mais?<p><a
href="http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo">Prioridade de governo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo"></g:plusone></div><p>Discordo que devamos discutir com os candidatos a prefeito de São Paulo vários temas sobre as necessidades de São Paulo. Explico: estou cansado de políticos que falam que suas prioridades são a saúde, educação, transporte, emprego, meio ambiente, cidadania, justiça, responsabilidade social, consciência ambiental, etc.</p><p>Resumindo: quem tem tudo como prioridade, não tem nada.</p><p>Mas a pauta de assuntos ainda não está decidida e queremos focar, se dependesse exclusivamente de mim, em um único assunto, que além de há anos ser deixado de lado pelos governantes, desde anteontem está na crista da onda: <strong>a revitalização do centro da cidade</strong>.</p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/largo-memoria.jpg" alt="largo-memoria" title="Largo da Memória" width="550" height="368" class="alignnone size-full wp-image-4821" /></center></p><p>Para você que não conhece o centro da cidade (de São Paulo no caso) apenas porque ele é &#8220;sujo e fedido&#8221;, não vou perder meu tempo discutindo. Eu quero escrever para você, (e)leitor, que gosta do centro da cidade, adora &#8220;se perder&#8221; pelas galerias da cidade, e descobrir em uma ou outra esquina, um restaurante diferente, uma lanchonete com bons preços e lanche saboroso. Isso sem falar na infinidade e na variedade de lojas dos mais variados artigos.</p><p><span
id="more-4811"></span></p><p>Para mim, e para vocês, o centro da cidade é a sua alma. É lá que você mistura o presente com o passado. Apenas e tão somente por isso já seria motivo suficiente para que a revitalização do centro fosse prioridade máxima de um governo, dentro de um cronograma obviamente, que não deixasse de lado as outras áreas que também necessitam de atenção por parte do prefeito.</p><p>É por essas e outras que precisamos saber dos aspirantes a prefeito de São Paulo, qual seria a solução para a &#8220;limpeza&#8221; do centro de São Paulo. Não essa &#8220;limpeza&#8221; que a PM começou a fazer semana passada, que mais parece um varrer a lixeira para debaixo do tapete. Ou uma brincadeira de esconde-esconde, como já apontado por um órgão de imprensa. A PM chega, a galera sai. A PM vai embora, a galera volta.</p><p>Não é nada disso que queremos e não é nada disso que um prefeito precisa fazer. Mas quem será que tem um plano responsável para a revitalização do centro de São Paulo. Eu confesso que apenas por essa prioridade eu seria capaz de decidir meu voto.</p><p>Mas e você, (e)leitor. Além da revitalização, qual a sua prioridade. Escreva para nós e daremos andamento à sua demanda.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo">Prioridade de governo</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/prioridade-de-governo/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A fajutice da lei dos ficha limpa</title><link>http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa#comments</comments> <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:03:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[convidado]]></category> <category><![CDATA[ficha limpa]]></category> <category><![CDATA[leandro deon]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4813</guid> <description><![CDATA[Festejada como uma das mais importantes iniciativas populares para a moralização da política no Brasil a Lei da “Ficha Limpa” chegou ao final de 2011 comprovando não apenas a sua burrice como também a sua ineficácia<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa">A fajutice da lei dos ficha limpa</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa"></g:plusone></div><p>Olá amigos, antes de partirmos para o texto-convidado de hoje, é importante lembrar que o Vivendocidade não só aceita como incentiva todas as pessoas enviarem seus textos para serem publicados neste espaço.</p><p>Para enviar seu material, lembre-se das seguintes regras:</p><p>1 &#8211; O texto tem que ser relacionado ao conteúdo do site;<br
/> 2 &#8211; Ele precisa ser aprovado pelos <strike>gênios</strike> membros da equipe;<br
/> 3 &#8211; Não tem regra 3.</p><p>Entre em contato , ou pelo <a
href="http://www.twiter.com/gaho" target="_blank">twitter</a> ou sei lá como.</p><p>Lembrando a todos que a opinião expressa não tem nada a ver comigo!!</p><p>No post de hoje, o amigo Leandro M. Deon escreve sobre a lei da ficha limpa&#8230;</p><p>&nbsp;</p><p><center><strong>A FAJUTICE DA LEI DOS FICHA LIMPA</strong></center><br
/><center><em>Por Leandro M. Deon*</em></center></p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/cesto-roupa-suja.jpg" alt="cesto-roupa-suja" title="cesto-roupa-suja" class="alignnone size-full wp-image-4814" /></center></p><p>Festejada como uma das mais importantes iniciativas populares para a moralização da política no Brasil – e comparada com a mobilização pelas eleições diretas em 1984 – a Lei da “Ficha Limpa” chegou ao final de 2011 comprovando não apenas a sua burrice como também a sua ineficácia.</p><p><span
id="more-4813"></span></p><p>Jader Barbalho, um dos envolvido no maior escândalo de desvio de verbas da história brasileiro (o da SUDAM), tomou posse como senador eleito pelo estado do Pará no último dia 28 de dezembro de 2011, após ter sido considerado inelegível depois da eleição.</p><p>Vejamos bem a sua natureza contraditória. Nas democracias avançadas do planeta, a menor suspeita de ações erradas – nem precisa ser um crime previsto em lei – por parte de um eventual candidato já é suficiente para que este recolha suas asinhas e se contente em ser um cidadão comum para o resto de sua vida.</p><p>No Brasil, é diferente. Sendo popular, ele se elege. Então, para que a democracia seja salvaguardada de se tornar um reino de espertalhões, se cria uma lei adicional para que impeça o cidadão corrupto de ser candidato, e assim o povo tenha a liberdade de escolher apenas entre candidatos honestos. Então, o povo precisa de uma lei para defende-lo de si mesmo.</p><p>A lei é ridícula.</p><p>Eu admito que quando o Congresso (aliás, mais especificamente, o burocratão Michel Temer) aceitou votar o projeto apenas com a condição de penalizar apenas os já condenados (e não os processados, como se queria no princípio), os seus próprios proponentes (um bando de ONGs assistido juridicamente pela OAB) sabiam que estavam acionando a descarga sobre qualquer possibilidade da Ficha Limpa servir para a moralização política.</p><p>Era um sacrifício necessário para dar um epílogo à farsa, ou dar um enterro decente a 2 milhões de assinaturas. Às vezes, perdem-se os dedos para salvarem-se anéis de bijuteria.</p><p>Não existia um meio-termo. Nem pode existir. Ou a lei veta os processados (o que seria uma farra para opositores políticos se livrarem de seus adversários), ou veta os condenados (atingindo, então, uma esdrúxula minoria de ex-políticos peneirada após dezenas de mecanismos judiciais e de protelação das sentenças).</p><p>Nesse último caso, os únicos que podem realmente ser barrados são aqueles que se aposentaram de qualquer pretensão eleitoral, e que já passaram por 10-20 anos de manobras para impedirem uma condenação definitiva. Ou seja, mais que a vida útil de um político.</p><p>&nbsp;</p><p>*<strong>Leandro M. Deon</strong> (ou “Renan”, ou “Asparuk”, ou “Amercesto”), o lado obscuro do Vivendocidade, nasceu em meados do século passado, cumprindo pena em História nas proximidades do presídio da cidade medieval de Caxias, a do Sul. Libertado após pagar pesada fiança, refugiou-se no estado de São Paulo, em uma desconhecida localidade do interior, onde passa o tempo tentando se igualar a J. M. Turner ou lendo os livros do escritor equatoriano Rúben Solomón, que depois descobrimos ser apenas mais um de seus nomes falsos. Também toca o blog <a
href="http://caminhar-damasco.blogspot.com/" target="_blank">Caminho de Damasco</a>. Caso venha a ser preso novamente, promete nos comunicar por celular.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa">A fajutice da lei dos ficha limpa</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-fajutice-da-lei-dos-ficha-limpa/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>A Cracolândia é nossa Cidade Livre dos Mendigos</title><link>http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos</link> <comments>http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos#comments</comments> <pubDate>Mon, 09 Jan 2012 11:02:12 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[cracolândia]]></category> <category><![CDATA[fernando sabino]]></category> <category><![CDATA[mendigo]]></category> <category><![CDATA[mentecapto]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4805</guid> <description><![CDATA[Ação da polícia na região da Cracolândia resolve um problema, mas cria tantos outros que a validade da ação passa a ser questionável.<p><a
href="http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos">A Cracolândia é nossa Cidade Livre dos Mendigos</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos"></g:plusone></div><p>Para todo mundo que não conhece nossa cidade, ouvir falar da Cracolândia cria uma imagem de um parque ou algo parecido, onde as pessoas entram e saem talvez e lá dentro o consumo de drogas é liberado. E exatamente isso o bairro não é.</p><p>A região, que desde sempre recebeu todo tipo de baixo comércio, prostituição e pequenos furtos se tornou o que é hoje não apenas pelo problema das drogas, que é muito sério e deveria ser encarado de frente por todas as pessoas, mas também pelo nosso próprio comodismo ao esconder todos os nossos problemas e empurrá-los para debaixo do tapete.</p><p>&nbsp;</p><p
style="text-align: center;"><img
class=" wp-image-4806 aligncenter" title="grande-mentecapto" src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/grande-mentecapto.jpg" alt="grande-mentecapto" width="562" height="360" /></p><p>&nbsp;</p><p>Para a maioria dos paulistanos, é extremamente mais fácil trocar seu caminho e ficar longe dali, exatamente naquela ideia de que se você não me incomodar eu também não te incomodo.</p><p><span
id="more-4805"></span></p><p>Coincidentemente na mesma época do declínio do bairro no final dos anos de 1970 o escritor mineiro Fernando Sabino (1923 &#8211; 2004) publicava a obra considerada como o Dom Quixote brasileiro, batizada de &#8220;O Grande Mentecapto&#8221;, e foi adaptado em filme em 1989, tendo Diogo Vilela no papel principal.</p><p>Nela, acompanhamos Geraldo Viramundo pelo interior de Minas Gerais, apresentando como a vida pode, de modo cômico e emocionante, pode surpreender quando menos se espera.</p><p>Notem este trecho em determinado ponto da narração:</p><p>&nbsp;</p><blockquote><p><em>&#8220;As autoridades, como já se viu, não haviam encontrado no extermínio a solução para o problema da mendicância. Ora, uma luminosa inspiração do Governador Landisbão, no momento em que tomava banho, (&#8230;) Consistia a ideia em fazer construir um local fora da cidade, especialmente destinado aos mendigos, onde seriam concentrados e de onde não pudessem sair. O perigo de que tal providência acabasse esvaziando a cidade e criando outra mais populosa, tal o número de mendigos, era um risco a se enfrentar. Daí a ideia de chamar o local de Cidade Livre dos Mendigos, valendo a ambiguidade da designação entre significar que os mendigos naquele local eram livres, ou que a cidade ficaria livre deles.&#8221;</em></p></blockquote><p>&nbsp;</p><p>Lembrei dessa cena quando assisti a reportagem do dia da retomada do bairro pela polícia, e todas as pessoas saindo de suas tocas e reunidas em frente à praça da estação Júlio Prestes, e naquele momento a viabilidade da ação ficou questionável.</p><p>O que a prefeitura vai fazer com esse povo? Onde eles vão ficar? E a maior pergunta de todas, quanto vai me custar?</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos">A Cracolândia é nossa Cidade Livre dos Mendigos</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/a-cracolandia-e-nossa-cidade-livre-dos-mendigos/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Corrida às Prefeituras</title><link>http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras</link> <comments>http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras#comments</comments> <pubDate>Fri, 06 Jan 2012 10:29:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Alexandre Carvalho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[eleições municipais]]></category> <category><![CDATA[picapau]]></category> <category><![CDATA[rachador]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4787</guid> <description><![CDATA[Começa o ano e começou também a corrida às prefeituras do mais de 5 mil municípios brasileiros<p><a
href="http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras">Corrida às Prefeituras</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras"></g:plusone></div><p>Começa o ano e &#8211; muito antes de nós &#8211; começou a corrida às prefeituras do mais de 5 mil municípios brasileiros.</p><p>Só que ela nem sempre tem um objetivo voltado para a melhoria da vida das pessoas, quase como aquele episódio do <strong>Picapau Rachador</strong> (The Screwdriver), que já começa com sua versão maluca, ou seja, coisa boa não pode ser.</p><p>Para quem não se lembra desse episódio de 1941, basicamente ele é alguém que corre nas estradas, tirando &#8220;rachas&#8221; (e por isso a tradução do título) e bagunça demais com a sanidade do guarda, e quem não se lembra da frase: <strong>&#8220;siga aquela motoca, siga aquele cavalo, siga aquela carroça siga aquele chinesinho, siga a flecha, siga o chefe, siga-me, olha!&#8221;</strong></p><p><center><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2012/01/picapaurachador.jpg" alt="pica-pau-rachador" title="Pica-pau Rachador" width="480" height="360" class="alignnone size-full wp-image-4802" /></center></p><p>Claro que essa confusão não pode ser metáfora para o que os políticos fazem conosco. SÓ QUE O CONTRÁRIO!</p><p>E nós, do Vivendocidade, não poderíamos ficar de fora deste &#8220;espetáculo da democracia&#8221; e pretendemos acompanhar de perto as eleições à prefeitura da mais importante cidade do país: São Paulo.</p><p>Tentaremos transmitir ao (e)leitor um perfil dos candidatos para ajudá-lo na hora de escolher o sucessor de Gilberto Kassab. Faremos o possível também para personificar o candidato a vice, haja visto que tudo pode acontecer. Para quem não se lembra, Kassab era vice do José Serra.</p><p>Acreditamos que na hora de escolher, não basta saber quem é o titular, mas precisamos também conhecer o reserva. Não é a ideia de nenhum candidato, tenho certeza, mas em qualquer impedimento, o vice se torna importante, e por isso também deve ter visibilidade na candidatura.</p><p>Acompanhe conosco essa demanda e faça o melhor que puder, no dia da eleição. Nem que você tenha que pegar um ônibus e sair da cidade.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras">Corrida às Prefeituras</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/corrida-as-prefeituras/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Muito dinheiro no bolso</title><link>http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso</link> <comments>http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso#comments</comments> <pubDate>Tue, 27 Dec 2011 10:50:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[fim de ano]]></category> <category><![CDATA[natal]]></category> <category><![CDATA[reveillon]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4781</guid> <description><![CDATA[Quando a gente pensa em final de ano, ceia de Natal, festas e afins, normalmente vem à cabeça tudo aquilo que aconteceu durante o ano<p><a
href="http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso">Muito dinheiro no bolso</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso"></g:plusone></div><p>Quando a gente pensa em final de ano, ceia de Natal, festas e afins, normalmente vem à cabeça um acerto de contas, como se desse para colocar no mesmo lugar tudo aquilo que aconteceu durante o ano, e o que se espera que seja diferente para o próximo ano, enfim, é natural que as pessoas façam isso. Pensar faz parte daquilo que consideramos como comportamento humanístico.</p><p>Isso e o polegar opositor, para quem se lembra daquele curta metragem dos anos 80, chamado Ilha das Flores.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/mobile2012-e1324982925179.jpg" alt="planetas-2012" title="2012" width="540" height="432" class="alignnone size-full wp-image-4782" /></p><p>Para nós o ponto alto desse ano foi a participação intelectual do amigo Eduardo Matosinho, que escreveu sobre o pensamento religioso e sobre o surgimento da escola de Chicago, marco fundamental do pensamento sociológico:</p><blockquote><p>Os clássicos da religião e o nosso tempo, <a
href="http://vivendocidade.com/os-classicos-da-religiao-e-o-nosso-tempo-1" target="_blank">parte 1</a>, <a
href="http://vivendocidade.com/os-classicos-da-religiao-e-o-nosso-tempo-2" target="_blank">parte 2</a>, <a
href="http://vivendocidade.com/os-classicos-da-religiao-e-o-nosso-tempo-3" target="_blank">parte 3</a> e <a
href="http://vivendocidade.com/os-classicos-da-religiao-e-o-nosso-tempo-4" target="_blank">parte 4</a>;<br
/> <a
href="http://vivendocidade.com/o-surgimento-da-sociologia-nos-estados-unidos" target="_blank">O surgimento da sociologia nos Estados Unidos</a>.</p></blockquote><p>Outro momento importante para nós foi certamente a análise do nosso idoso de plantão Alexandre Carvalho, que entre outras coisas escreveu sobre o plebiscito no Pará e a quase criação dos estados de Tapajós e Carajás.</p><blockquote><p><a
href="http://vivendocidade.com/a-divisao-do-para" target="_blank">A divisão do Pará</a>;<br
/> <a
href="http://vivendocidade.com/e-o-para-nao-foi-repartido" target="_blank">E o Pará não foi repartido</a>.</p></blockquote><p>E como de costume, timemos outros excelentes posts excelentes <strike>todos meus, mentira</strike> que merecem ser lidos ou relidos.</p><p>Claro que isso talvez não signifique nada, mas vale pela curiosidade.</p><p>Para finalizar essa enrolação, <a
href="http://vivendocidade.com/loja" target="_blank">comprem o meu livro</a>, pois preciso alimentar as crianças.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso">Muito dinheiro no bolso</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/muito-dinheiro-no-bolso/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Digressões sobre o pensamento marxista</title><link>http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista</link> <comments>http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista#comments</comments> <pubDate>Thu, 15 Dec 2011 16:42:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Matosinho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[dialética]]></category> <category><![CDATA[mais valia]]></category> <category><![CDATA[marxismo]]></category> <category><![CDATA[materialismo]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4770</guid> <description><![CDATA[Vez ou outra me perguntam sobre política, e sobre a teoria marxista. Existem muitos questionamentos sobre o assunto, e mitos são comuns.<p><a
href="http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista">Digressões sobre o pensamento marxista</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista"></g:plusone></div><p>Vez ou outra me perguntam sobre política, onde a teoria marxista ocupa uma posição central. Dúvidas sobre esse assunto são muito comuns. E sempre surgem questionamentos, confusões e mitos. Com o objetivo de esclarecer o leitor sobre essa forma de pensamento refletirei um pouco sobre ela analisando a sua teoria mais geral. Uma coisa é certa: o marxismo nunca perderá a sua atualidade, por mais que se fale mal do socialismo real. Na faculdade pude compreender que este pensamento &#8211; dito clássico &#8211; surgiu num contexto histórico de uma dupla revolução (Revolução Industrial e Revolução Francesa), sendo a “modernidade” a forma mais geral resultante desta. Assim seguimos contribuindo com o site “Vivendocidade”.</p><p>Na concepção marxista de sociedade não há uma separação rígida entre natureza e sociedade e sim uma relação dialética entre ambas. Entre os princípios da dialética, como método de pensar, incluem-se alguns conceitos como: “Nada existe separadamente”; “Tudo está em permanente processo de transformação” e que “O motor da mudança é a luta de contrários”.</p><p>O pensamento marxista tem como fontes principais na sua construção a dialética de Hegel, o materialismo de Feuerback, o socialismo utópico desenvolvido na França (Proudhon, Saint-Simon, Fourier) e na Inglaterra (Owen) e a economia política clássica (Adam Smith e David Ricardo) e vulgar (John Stuart Mill, Benthan, Sismon).</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/marx_engels_001-e1323966706780.jpg" alt="marx-engels" title="Marx e Engels" width="530" height="322" class="alignnone size-full wp-image-4771" /></p><p>A obra escrita em conjunto por Marx e Engels e intitulada “A Ideologia Alemã” foi um marco no pensamento marxista. Nela são definidas os princípios básicos da dialética materialista e é feita uma crítica a Feuerback, que limitou sua crítica a Hegel (“dialética idealista”) ao aspecto religioso, não a estendendo à economia, política e sociedade, como a concepção inicial desse autor (baseado na concepção do Estado). Dos socialistas utópicos, os marxistas extraem o conceito de luta de classes (“motor” da transformação). Neste livro são elaborados dois outros conceitos-chave na obra marxista. O conceito de trabalho, pensado em termos da economia política, e o conceito de alienação, inspirado em Hegel e Feuerback.</p><p>O ponto de partida da análise de classes no marxismo foi a famosa passagem do “Manifesto Comunista” na qual Marx e Engels declaram que “a história de toda a sociedade que existiu até agora é a história da luta de classes”, mais a obra central de Marx é o livro “O Capital”, um tratado acerca da dominação sob o modo de produção capitalista e vários conceitos importantes surgem na sua leitura.</p><p>Pensando em termos dos conflitos vê-se que nessa concepção a análise de classes é uma análise da luta de classes, ou seja, é um modo de análise que procede da crença segundo a qual a luta de classes constitui o fato crucial da vida social desde o passado remoto até o presente.</p><p><span
id="more-4770"></span></p><p>Nessa visão os protagonistas da luta de classes são, de um lado, os proprietários dos meios de produção e, de outro, os produtores e esses contrários estão engalfinhados num conflito que é eminente, “estruturalmente” determinado e implícito em sua respectiva localização no processo de produção. Os proprietários (burgueses) são inelutavelmente levados a tentar extrair a quantidade máxima de mais-valia que é possível extrair dos produtores (proletariado) nas condições históricas dadas, enquanto os produtores são similarmente levados a tentar minimizar essa quantidade e a produzir sob as condições menos onerosas possíveis.</p><p>A relação entre proprietários e produtores é uma relação de exploração que num sentido técnico denota a apropriação da mais-valia e a alocação do produto excedente por pessoas sobre as quais os produtores têm pouco ou nenhum controle. A exploração não é um desenvolvimento peculiar do capitalismo e a questão da apropriação e da alocação da mais-valia é muito mais complicado do que essa formulação sugere.</p><p>A análise de classes está preocupada basicamente com um processo de dominação e de subordinação de classes, o que constitui uma condição essencial do processo de exploração e sempre foi o principal objetivo da dominação. Para Marx, a exploração é de crucial importância, mas é a dominação que a torna possível. Marx visava criar uma “sociedade verdadeiramente humana”, onde seriam abolidas as relações de dominação e coerção.</p><p>Uma classe dominante em qualquer sociedade de classes é constituída em virtude de seu controle efetivo sobre três fontes principais de dominação: os meios de produção, onde o controle pode envolver a propriedade desses meios; os meios de administração e coerção do Estado; e os principais meios para estabelecer a comunicação e o consenso. (estrutura de dominação).</p><p>Nessa análise a importância da propriedade é fundamental na vida da sociedade capitalista. Ela é a principal fonte de poder administrativo nas empresas capitalistas de médio e pequeno porte, mas ela não é pré-requisito essencial para o controle das principais fontes de poder na sociedade capitalista, ou seja, o poder corporativo e o poder do Estado.</p><p>O próprio Estado é um extrator maior da mais-valia, tanto como empregador quanto como coletor de impostos. Ele é capaz de envolver-se no processo de extração em virtude de seu controle do poder estatal, sem ter nada a ver com a propriedade pessoal que intervém nesse processo.</p><p>Os elementos comerciais e profissionais da classe dominante compõem a burguesia das sociedades capitalistas avançadas da atualidade. Essa burguesia se distingue da elite do poder em virtude de não ter nada que possa ser chamado de seu poder. No entanto, ela faz parte da classe dominante porque seus membros exercem um grande poder em termos econômicos, sociais, políticos e culturais, não apenas na sociedade em geral, mas também em várias partes do Estado.</p><p>A classe dominante, como todas as outras, está longe de ser homogênea e divergências e choques muito pronunciados ocorrem constantemente entre diferentes segmentos dessa elite. Ela permanece suficientemente coesa para assegurar que seus objetivos comuns sejam eficazmente defendidos.</p><p>A outra seria a classe subordinada da sociedade capitalista e que compreende uma vasta maioria de sua população e cuja maior parte se compõe dos trabalhadores e seus dependentes. Ela é uma classe extremamente variada, diversa, dividida com base na ocupação, habilidade, gênero, raça, etnicidade, religião, ideologia, entre outras.</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/marx-das-kapital.jpg" alt="das-kapital-marx" title="Das Kapital" width="450" height="333" class="alignnone size-full wp-image-4772" /></p><p>Essas divisões são de grande importância política e têm um peso muito grande na história das sociedades capitalistas, sem falar nos movimentos trabalhistas. A classe operária como um todo tem aumentado com o passar dos anos.</p><p>A classe trabalhadora compõe-se atualmente de operários e de funcionários de escritório e seus dependentes e de uma variedade de homens e mulheres dedicadas a ocupações voltadas para os serviços e distribuição.</p><p>Entre os conflitos temos as lutas que assumem uma multiplicidade de formas e expressões, mas pode-se situá-los em duas categorias gerais. De um lado, a classe dominante (classe conservadora) que procura defender, manter e fortalecer a ordem social, e o faz em nome do interesse nacional, da liberdade, da democracia ou de que quer que seja. Do outro lado, a classe subordinada, ou pelo menos a minoria ativista dentro dela, que está envolvida num processo permanente de pressão de baixo para cima. Pode ser exercida ou para modificar ou melhorar as condições nas quais a subordinação é vivenciada ou para erradicar por completo a subordinação. A primeira preocupa-se, sobretudo com as melhorias e reformas dentro da estrutura do capitalismo, e não procura ir além dessa estrutura. Já a segunda procura ultrapassar essa mesma estrutura, sendo portando revolucionária.</p><p>É a oposição e as lutas geradas por esses objetivos contraditórios descritos acima que constituem o fato crucial da vida social.</p><p>É importante destacar as maneira pelas quais as classes dominantes procuram usar o sistema político para seus próprios fins. A mais importante dessas instituições é o Estado, visto que ele desempenha um papel único e indispensável na defesa e no fortalecimento da ordem social e nenhuma outra instituição é capaz de intervir com a mesma eficácia na vida social. Isso ocorre por mais “não-intervencionista” que ele possa querer ser na vida econômica. Mesmo assim ele desempenha um papel crucial no âmbito dos conflitos e poderes na experiência social, nem que seja para atenuar os custos sociais da empresa capitalista.</p><p>O Estado é importante também porque ele é responsável pela previdência social e pelos serviços coletivos que servem também para assegurar a manutenção e a reprodução de uma força de trabalho eficiente e atenuam as queixas das pressões vindas de cima. Ele está profundamente envolvido na decisiva propaganda e na doutrinação e está encarregado do imenso aparato de coerção e repressão que está sendo operado na sociedade de classes. O Estado procura desempenhar um papel importante na manutenção da ordem social baseada na dominação e na exploração de classe.</p><p>A análise de classes está também preocupada com a crucial e incessante luta empreendida de cima para baixo com o objetivo de impor aos produtores as disciplinas que tornam possível a extração da mais-valia, processo que ocorre no ponto de produção e no local de trabalho, mas que depende também de toda uma série de condições sociais e políticas.</p><p>Quanto à pressão de baixo para cima, Marx acreditava que a classe trabalhadora deve inevitavelmente adotar as lutas pela modificação e melhoria das condições em que a subordinação e a exploração são vivenciadas e a luta pela abolição total da subordinação, onde Marx destaca a última.</p><p>Nessas lutas tem-se que destacar a influência da democracia capitalista sobre os movimentos trabalhistas. A democracia capitalista revelou-se um sistema extraordinariamente flexível, resistente e com poder de absorção, e desempenhou um papel fundamental na contenção e neutralização da pressão de baixo para cima.</p><p>Pensando em termos das linhas constitutivas de uma “teoria sociológica” marxista, temos outro marco: a situação da classe trabalhadora da Inglaterra, escrita por Engels. Este é um livro clássico pela abrangência com que a pesquisa empírica se articula com a matriz teórica; onde o enquadramento teórico orienta a seleção e análise factual e como esta, dialeticamente tratada, incide na correção daquele (enquadramento teórico). Ele descreve com detalhes toda a exploração da mão-de-obra inglesa, inclusive a de crianças, e as péssimas condições de trabalho e as longas jornadas de trabalho.</p><p>Resgato hoje esse tema com o intuito de mostrar como esse pensamento ainda é atual, pois analisa o capitalismo em sua essência, e de como ele é interessante para se estudar e para se aprofundar.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista">Digressões sobre o pensamento marxista</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/digressoes-sobre-o-pensamento-marxista/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>By The Book</title><link>http://vivendocidade.com/by-the-book</link> <comments>http://vivendocidade.com/by-the-book#comments</comments> <pubDate>Mon, 05 Dec 2011 15:57:16 +0000</pubDate> <dc:creator>Carlos Filho</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[by the book]]></category> <category><![CDATA[rotina]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4739</guid> <description><![CDATA[Rotina, antes de ser algo ruim, é necessária para desenvolvimento das atividades, definir etapas, métodos e até mesmo aumentar seu lucro.<p><a
href="http://vivendocidade.com/by-the-book">By The Book</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/by-the-book"></g:plusone></div><p>É gozado como sempre começamos as frases com &#8220;é gozado&#8221;, não porque seja uma palavra diferente, que denote vários sentidos, mas justamente porque nos lembra de que as pessoas tendem a ser rotineiras.</p><p>Rotina, longe de ser algo ruim, é necessária para desenvolvimento das atividades e do trabalho, pois ajuda a criar regras, definir etapas e toda uma metodologia que, se bem planejada, pode e vai maximizar seus ganhos, quem sabe até mesmo seu lucro.</p><p>Ela só se torna ruim por uma razão principal: se utilizada demasiado, o que no meio dos jogadores de RPG e games em geral também é conhecido por <strong>&#8220;by the book&#8221;</strong>.</p><p>&nbsp;</p><p><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/12/crime-scene.jpg" alt="crime-scene-fita-csi" title="Crime Scene" width="480" height="360" class="alignnone size-full wp-image-4741" /></p><p>&nbsp;</p><p>Uma pessoa <strong>by the book</strong> é basicamente aquela que segue as regras acima de qualquer suspeita, mais do que isso, que as tem como limitadoras de suas atitudes e sem as quais se perde no meio das atividades, não conseguindo cumprir o combinado.</p><p>Por ser uma característica considerada negativa na maioria dos entendimentos, as pessoas tendem a ficar a margem das coisas, quase como se fossem eles os errados por, não parar antes da faixa, jogar papel no chão, colar nas provas, e por aí vai&#8230;</p><p>Nossa pressa diária da grande cidade aumenta as chances de sermos tolerantes com esses regulamentos, e antes que nos demos conta, tomamos parte do coro de pessoas que considera esses pequenos delitos coisas bobas. Só que não são.</p><p>Se todo mundo se desse conta disso, as coisas estariam bem melhores&#8230;</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/by-the-book">By The Book</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/by-the-book/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>E Deus disse: &#8220;Haja preguiça!&#8221;</title><link>http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica</link> <comments>http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica#comments</comments> <pubDate>Wed, 23 Nov 2011 16:52:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Correa</dc:creator> <category><![CDATA[Opinião]]></category> <category><![CDATA[imediatismo]]></category> <category><![CDATA[interior]]></category> <category><![CDATA[preguiça]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://vivendocidade.com/?p=4728</guid> <description><![CDATA[Interessante a maneira que as pessoas vivem ultimamente. Isto porque a loucura do imediatismo das metrópoles tomou conta de todas as mentes<p><a
href="http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica">E Deus disse: &#8220;Haja preguiça!&#8221;</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div
name="googleone_share_1" style="position:relative;z-index:5;clear:left; float: left; margin-right: 10px; margin-top:10px;"><g:plusone size="tall" count="1" href="http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica"></g:plusone></div><p>Muito interessante a maneira que as pessoas estão vivendo ultimamente. Isto porque a loucura do imediatismo das grandes metrópoles tomou conta de todas as mentes, inclusive da minha, até os deuses são imediatos, as igrejas que o digam.</p><p>Dias atrás viajei com alguns familiares até uma cidadezinha do interior no sul de Minas Gerais e percebi a grande diferença na população local, alguns hábitos logo me chamaram atenção. Fomos conversar com o juiz da Comarca da cidade – rolo de família pelo jeito, e só existe uma. Fomos informados que o juiz só chegaria após o meio dia. Pensamos: bom, uns dez minutinhos não vão nos custar nada. Em seguida o funcionário local nos sugeriu que o bom era almoçarmos primeiro, porque “o Doutor costuma demorar um pouco”, ficarmos sem opção de espera, o jeito foi garantir o estômago.</p><p>Começamos a procurar um restaurante com uma boa comidinha para aliviar a tensão – nessas horas comer é a melhor solução. Bom, encontramos apenas dois restaurantes, um pertinho do outro; engraçado que o garçom foi logo falando que o preço do concorrente era igual, e era mesmo. Como dizem que a primeira impressão é a que fica, almoçamos no primeiro restaurante.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica/deus-preguica" rel="attachment wp-att-4729"><img
src="http://vivendocidade.com/wp-content/uploads/2011/11/deus-preguica.jpeg" alt="preguiça" title="Preguiça" width="500" height="332" class="alignnone size-full wp-image-4729" /></a></p><p>Aquela calma já estava me incomodando, a pressa logo passou pela minha cabeça, estou lenta demais, pensei no celular para conectar com o mundo real, &#8211; é, porque diante de tanta calma tentei segurar o pânico – vai que o dia não termina neste lugar e a calma é a única diversão. A correria tomou conta da minha cabeça, comecei a rezar: procurei internet no celular, tentei o twitter, e nada, fui para a caixa de mensagens pior, ninguém se lembrou de mim, pelo menos naquele dia. Que loucura!</p><p>Percebi que o imediatismo era o meu dono e para não morrer pagã, procurei uma igreja, não foi difícil de encontrar, como diz o mineiro, esticando os olhos, “fica logo ali”, também vazia, o silêncio daquele local foi quebrado pelos meus passos.</p><p><span
id="more-4728"></span></p><p>Como pesquiso as igrejas pentecostais, não pensei duas vezes em procurar uma dessas igrejas, qualquer uma, não importa se é a que pesquiso ou não, o que eu queria mesmo era pensar rápido, sentir o agito bem á minha frente, pessoas, pessoas, vozes, vozes e assim por diante.</p><p>Diante da existência do meu pensamento, pressa, pressa&#8230; Tomei um sorvete para esfriar a mente, ao som da cantora Paula Fernandes, gente, a essa altura eu pensava tudo ao mesmo tempo. Fiquei imaginando os finais de semana na cidade, a “mesma praça, o mesmo banco”, como cantava Chico Buarque. Como seriam as noites, sem o habitual passeio ao shopping, às vitrines, as promoções, os programas televisivos, as estreias dos filmes, a necessidade de agito era tanta que me peguei pensando até nos programas mais bizarros dos finais de semana.</p><p>Bom, cheguei a seguinte conclusão: Sou imediata e gosto de tudo muito rápido, self-service, filas, todos falando ao mesmo tempo, ai que coisa boa! É como tomar um copo de água quando se está com muita sede. Podem falar o que for das cidades grandes, dos medos, dos becos, das conduções lotadas e tudo mais que caiba aqui, a verdade que estou contaminada, não dá mais para voltar. Bem afirma o meu pai: “nas cidades grandes até cachorro sabe atravessar as ruas”.</p><p>Já ia me esquecendo do juiz.</p><p>Pelo que observamos os carros mais novos que vi por lá eram os fuscas, a cidade parecia ter comprado todos os fuscas do Brasil, o juiz era o único dono de um carrão que nem sei o modelo, chegou despachou em duas audiências, inclusive uma era a nossa, entrou novamente em seu carro e sumiu.</p><p>Quando vou voltar lá? Quando passar em um concurso público ganhando um bom salário, com carrões, viagens e trabalhando meio expediente.</p><p><a
href="http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica">E Deus disse: &#8220;Haja preguiça!&#8221;</a> é um artigo originalmente publicado no <a
href="http://vivendocidade.com">Vivendocidade</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://vivendocidade.com/e-deus-disse-haja-preguica/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
