Uma das coisas que aprendi com o micronacionalismo (se você não sabe o que é isso, recomento que leia este artigo) é que ao participarmos de uma, neste caso, simulação de estado-nação com certo tempo de cancha, temos nada ou pouco para contribuir, e a experiência por si só, se torna chata.
Vamos tomar por exemplo a, talvez, maior simulação desse tipo no Brasil, o Sacro Império de Reunião. É uma simulação que data de meados de 1997 e muitos de seus participantes estão lá desde o começo. Então se porventura qualquer pessoa que tome nota e queira participar da brincadeira, já deve saber de antemão o tamanho da bagagem que irá encontrar, ou no meu caso de historiador, o volume de dados a serem estudados.

O que é encenação? Em uma das definições que encontrei em um dicionário dizia que, no sentido figurado, encenação é a simulação de comportamento ou de situação com vista a impressionar ou enganar alguém. Nem precisava consultar, pois nós, mesmo que não saibamos a definição exata, vivemos encenando todos os dias, embora eu não acredite que seja algo consciente em cada um de nós. Na verdade é o insconsciente que entra em cena em alguns momentos da nossa vida em comunidade para nos ajudar a fazer aquilo que se espera, aquilo que é padrão para nossos respectivos aglomerados humanos.
Em algum lugar no passado, nos confins deste site, escrevi que para entrar no mundo dos negócios, antes é preciso estudar e conhecer suas regras, que o mesmo nem sempre segue o mesmo tempo do mundo dos mortais.
Se pensarmos bem, considerando que nos dias de hoje informação é ao mesmo tempo, tudo e nada, porque então as pessoas teimam em pensar as coisas sem a devida informação?
Vamos tentar entender esse quadro…