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O tradicional cuscuz paulista

Gosto de cozinhar sempre que posso e aprecio a boa culinária brasileira. Anos atrás em minhas pesquisas gastronômicas parti em busca da receita do genuíno cuscuz paulista e é essa a estória que apresento hoje no “Vivendocidade” para os apreciadores desse tradicional prato de nosso estado.
 
O cuscuz é um prato muito antigo, sua origem é africana e se dá na região do Magreb, no noroeste da África, que inclui Marrocos, Sahara Ocidental, Argélia e Tunísia. Já o nosso cuscuz, o paulista, é típico do interior do estado, mais foi incorporado já há bastante tempo ao cardápio dos restaurantes da capital. 
 
Essa comida consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo, mas também pode ser à base de farinha ou polvilho de milho ou mandioca. Salgada e levemente umedecida, a massa é posta a marinar para incorporar o tempero. Depois passa por uma infusão no vapor. 
 
cuscuz-paulista
 
No Brasil, de acordo com o historiador Luís da Câmara Cascudo, a receita teria sido introduzida no século XVI pelos portugueses e atualmente temos em nosso país dois tipos de cuscuz de concepção bem diferentes: o nordestino e o paulista. O comum entre eles é o fato de terem substituído a original sêmola de trigo africana por um ingrediente nosso que é a farinha de milho. 
 
O cuscuz paulista talvez tenha se originado do chamado farnel de viagem, a refeição dos tropeiros, pois nos séculos XVII e XVIII eles costumavam carregar alimentos como farinha de milho, ovo cozido, cebolinha, banha de porco e torresmo, tudo junto numa espécie de lenço, que amarravam e levavam a cavalo. Durante a viagem, a farinha absorvia os sucos dos alimentos e tudo se misturava formando um virado. Desse farnel, o cuscuz evoluiu para a mesa das fazendas, aí já acrescido de outros ingredientes e feito na cuscuzeira de duas partes. Foi nas fazendas que ele adquiriu ares mais sofisticados, sendo introduzido frango ou peixe de água doce em sua receita e hoje a sardinha é muito utilizada. Foi mais para frente que se resolveu adicionar o requinte do camarão. 
 
Para elaborar a receita que ora apresento conversei bastante com uma cozinheira de prato cheio de minha cidade natal, Ourinhos, minha amiga, e ela me deu algumas dicas que incorporei a essa receita. Seu nome era Dona Nadir. Nesse tempo em que comecei a pesquisa me deparei também com um velho livro na biblioteca de meu pai. Este livro, edição de 1946, adquirido em 29 de setembro daquele ano, ficou como herança familiar de minha saudosa mãe Carmita e denomina-se “Comer Bem – 1001 Receitas de Bons Pratos”, escrito por “Dona Benta”. Ele foi editado pela “Companhia Editora Nacional” em um português antigo e, em resumo, a receita que ficou foi essa:
 
Ingredientes
 
– 5 xícaras de farinha de milho em flocos
– 1 xícara de farinha de mandioca
– 2 latas de sardinha em conserva
– 1 xícara de camarões pequenos
– 1 xícara de azeite
– 1 cebola picada
– 2 dentes de alho picados
– 1 folha de louro
– 2 xícaras de molho de tomate
– 3 xícaras de caldo de peixe
– 1 e ½ xícara de ervilhas
– 3 e ½ xícaras de palmito picado
– 2 ovos cozidos picados
– 1 xícara de azeitona
– sal, pimenta-do-reino e cheiro verde
 
Como fazer
 
Misture a farinha de milho esfarelada com a de mandioca. Aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Junte o louro, o cheiro verde e o molho de tomate. Depois que ferver, acrescente o caldo de peixe, a ervilha, o palmito, a sardinha picada e o camarão. Tempere com sal e pimenta e cozinhe por 5 minutos. Coloque o ovo e acrescente as farinhas, mexendo sempre. Quando soltar da panela, despeje em uma fôrma untada e aperte. Desenforme frio e decore com azeitona, ovos cozidos e salsinha.
 
Bom apetite!

Keep calm e pise no freio

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Outro dia estávamos pensando, eu, eu mesmo, comigo, sobre como a nova ordem social mundial tem mudado as pessoas. Toda a facilidade que a internet nos trouxe ao longo destes anos, longe de ser algo negativo, é algo que deve ser visto com bons olhos, já que através dela somos capazes de conhecer a diversidade das pessoas em todos os cantos do mundo.

 

Entretanto, uma coisa é entender que a ferramenta que temos nas mão seja boa, como de fato é, e outra coisa totalmente diferente somos nós que as utilizamos. Será que estamos prontos, nós que NÃO SOMOS nativos digitais? Esta forma de comunicação que dá valor à hiperatividade deve ser – realmente – absorvida pelas pessoas e utilizada em todos os momentos, até mesmo fora da realidade digital?

 

Existem aqueles, que ainda hoje acreditam que é necessário diminuir a velocidade e o ritmo de vida das pessoas. Afirmam que viver devagar, como nossos antepassados são os motivos deles viveram tanto. Quem sabe?

 

É algo que deve ser pensado, pois estamos ainda no meio da mudança, e como tal, somos incapazes daquele olhar que vem de fora. Talvez em algumas década, ou melhor, pela rapidez que as coisas têm acontecido, anos, poderemos notar os reflexos desta atenção exagerada sobre todas as coisas.

Aprovação do Projeto de Lei que inclui o Esperanto como opção na LDB

A Câmara Brasileira da Língua Internacional Esperanto e a Liga Brasileira de Esperanto pedem igualdade para o Esperanto na LDB.

Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para ler e compartilhar este link com todos que você conhece:

LINK: http://goo.gl/WZXi8p

Vamos fazer a mudança juntos,
CBLIE

Peticao avaaz

RESUMO DA PETIÇÃO

Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei, de autoria do Senador Cristovam Buarque, que inclui a Língua Internacional Esperanto como uma opção de aprendizado no Ensino Médio. O texto da Lei maior do ensino nacional, a LDB, prevê hoje o ensino da língua pátria e de línguas estrangeiras, mas não contempla o Esperanto, que não é “língua estrangeira”, mas língua internacional de domínio público mundial, pertencente a todos os povos. O Brasil já assinou duas resoluções da UNESCO em favor do Esperanto e deve, portanto, tratá-lo com isonomia. Pelo fim dessa discriminação, pedimos que o Esperanto tenha na LDB o mesmo tratamento de todas as línguas estrangeiras.

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