Quando a gente pensa em final de ano, ceia de Natal, festas e afins, normalmente vem à cabeça um acerto de contas, como se desse para colocar no mesmo lugar tudo aquilo que aconteceu durante o ano, e o que se espera que seja diferente para o próximo ano, enfim, é natural que as pessoas façam isso. Pensar faz parte daquilo que consideramos como comportamento humanístico.
Isso e o polegar opositor, para quem se lembra daquele curta metragem dos anos 80, chamado Ilha das Flores.

Para nós o ponto alto desse ano foi a participação intelectual do amigo Eduardo Matosinho, que escreveu sobre o pensamento religioso e sobre o surgimento da escola de Chicago, marco fundamental do pensamento sociológico:
Os clássicos da religião e o nosso tempo, parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4;
O surgimento da sociologia nos Estados Unidos.
Outro momento importante para nós foi certamente a análise do nosso idoso de plantão Alexandre Carvalho, que entre outras coisas escreveu sobre o plebiscito no Pará e a quase criação dos estados de Tapajós e Carajás.
E como de costume, timemos outros excelentes posts excelentes todos meus, mentira que merecem ser lidos ou relidos.
Claro que isso talvez não signifique nada, mas vale pela curiosidade.
Para finalizar essa enrolação, comprem o meu livro, pois preciso alimentar as crianças.
Vez ou outra me perguntam sobre política, onde a teoria marxista ocupa uma posição central. Dúvidas sobre esse assunto são muito comuns. E sempre surgem questionamentos, confusões e mitos. Com o objetivo de esclarecer o leitor sobre essa forma de pensamento refletirei um pouco sobre ela analisando a sua teoria mais geral. Uma coisa é certa: o marxismo nunca perderá a sua atualidade, por mais que se fale mal do socialismo real. Na faculdade pude compreender que este pensamento – dito clássico – surgiu num contexto histórico de uma dupla revolução (Revolução Industrial e Revolução Francesa), sendo a “modernidade” a forma mais geral resultante desta. Assim seguimos contribuindo com o site “Vivendocidade”.
Na concepção marxista de sociedade não há uma separação rígida entre natureza e sociedade e sim uma relação dialética entre ambas. Entre os princípios da dialética, como método de pensar, incluem-se alguns conceitos como: “Nada existe separadamente”; “Tudo está em permanente processo de transformação” e que “O motor da mudança é a luta de contrários”.
O pensamento marxista tem como fontes principais na sua construção a dialética de Hegel, o materialismo de Feuerback, o socialismo utópico desenvolvido na França (Proudhon, Saint-Simon, Fourier) e na Inglaterra (Owen) e a economia política clássica (Adam Smith e David Ricardo) e vulgar (John Stuart Mill, Benthan, Sismon).

A obra escrita em conjunto por Marx e Engels e intitulada “A Ideologia Alemã” foi um marco no pensamento marxista. Nela são definidas os princípios básicos da dialética materialista e é feita uma crítica a Feuerback, que limitou sua crítica a Hegel (“dialética idealista”) ao aspecto religioso, não a estendendo à economia, política e sociedade, como a concepção inicial desse autor (baseado na concepção do Estado). Dos socialistas utópicos, os marxistas extraem o conceito de luta de classes (“motor” da transformação). Neste livro são elaborados dois outros conceitos-chave na obra marxista. O conceito de trabalho, pensado em termos da economia política, e o conceito de alienação, inspirado em Hegel e Feuerback.
O ponto de partida da análise de classes no marxismo foi a famosa passagem do “Manifesto Comunista” na qual Marx e Engels declaram que “a história de toda a sociedade que existiu até agora é a história da luta de classes”, mais a obra central de Marx é o livro “O Capital”, um tratado acerca da dominação sob o modo de produção capitalista e vários conceitos importantes surgem na sua leitura.
Pensando em termos dos conflitos vê-se que nessa concepção a análise de classes é uma análise da luta de classes, ou seja, é um modo de análise que procede da crença segundo a qual a luta de classes constitui o fato crucial da vida social desde o passado remoto até o presente.
É gozado como sempre começamos as frases com “é gozado”, não porque seja uma palavra diferente, que denote vários sentidos, mas justamente porque nos lembra de que as pessoas tendem a ser rotineiras.
Rotina, longe de ser algo ruim, é necessária para desenvolvimento das atividades e do trabalho, pois ajuda a criar regras, definir etapas e toda uma metodologia que, se bem planejada, pode e vai maximizar seus ganhos, quem sabe até mesmo seu lucro.
Ela só se torna ruim por uma razão principal: se utilizada demasiado, o que no meio dos jogadores de RPG e games em geral também é conhecido por “by the book”.

Uma pessoa by the book é basicamente aquela que segue as regras acima de qualquer suspeita, mais do que isso, que as tem como limitadoras de suas atitudes e sem as quais se perde no meio das atividades, não conseguindo cumprir o combinado.
Por ser uma característica considerada negativa na maioria dos entendimentos, as pessoas tendem a ficar a margem das coisas, quase como se fossem eles os errados por, não parar antes da faixa, jogar papel no chão, colar nas provas, e por aí vai…
Nossa pressa diária da grande cidade aumenta as chances de sermos tolerantes com esses regulamentos, e antes que nos demos conta, tomamos parte do coro de pessoas que considera esses pequenos delitos coisas bobas. Só que não são.
Se todo mundo se desse conta disso, as coisas estariam bem melhores…