Sou de uma época onde as pessoas precisavam, para realizar seus trabalhos, ter em mente todo um passo a passo do que precisavam fazer, desde a preparação de uma atividade, o que fazer em primeiro lugar… até o momento de entregar o relatório ao gerente.
Quando as super-empresas começaram a aparecer anos atrás, os empresários deixara de preferir pessoas com apenas uma habilidade em favor daquele capaz de fazer muito mais coisas, geralmente dentro do mesmo período de tempo, e consequentemente, contribuinte para aumentar ainda mais os ganhos dele.

Em semiótica, aprendemos que quanto mais aprendemos com as pessoas, mais absorvemos as características delas, em outras palavras, ao praticarmos um esporte com o Pelé, com o passar do tempo a tendência é desenvolvermos habilidades parecidas das dele.
Depois de mais de um ano de participarmos do lançamento do protótipo do Pedalusp, aqui mesmo no Vivendocidade (Leia aqui), experimentamos o sistema.
Depois de ficar instalado na Escola Politécnica, o Pedalusp agora está no Portão Principal da USP, no Centro de Visitantes, e na Estação Butantã do Metrô.

Hoje aproveitei várias situações que tornaram possíveis a utilização do sistema. Carro no mecânico e necessidade de estar no centro da cidade, de forma rápida e sem estresse. Quem mora em São Paulo deve saber o quanto é difícil chegar ao centro da cidade e arrumar um lugar para estacionar.
Nesse dia 5 de outubro fui pego de surpresa pela notícia espalhada pelos quatro cantos do Twitter sobre a morte de Steve Jobs. Foi uma perda para a tecnologia da informação, uma genialidade que demorará para ser encontrada em mesmo grau.
Jobs era, antes de tudo, um visionário. De uma placa de TV ele fez o primeiro computador pessoal, o Apple I. Lançou em seguida o Apple II, o primeiro sucesso comercial da Apple Inc. Em 1984 a Apple lançou o Macintosh, com direito a comercial no Super Bowl remetendo ao Grande Irmão do clássico livro 1984. A criatividade de Jobs fez surgir o Lisa, um computador com tudo o que atualmente equipa nossos PCs — mas vinte anos antes. Foi o primeiro grande baque, depois da topada do tablet Newton. Foi demitido da empresa que fundou, e depois voltou triunfante para reerguê-la das cinzas (morra de inveja, Jânio Quadros). Lançou o iMac, o iPod, o iTunes, a iTunes Music Store, o iPhone, o iPad, o iOS. Quantos mais iWhatever haviam naquela cabeça? Nunca saberemos.

O que sabemos é que Jobs nos deixou um legado duradouro, e não falo da Apple, do Mac OS ou dos outros produtos. Falo de sua visão sobre design, sobre beleza e de como isso deve ser usado para deleite do usuário. Se antes de sair ele criou um sistema operacional fácil e intuitivo, o Macintosh System, depois de sua volta ele criou um sistema operativo elegante, o Mac OS, que hoje serve de base para os aperfeiçoamentos do Ubuntu Linux. E não apenas um sistema operativo, mas todo uma gama de produtos tão integrados quanto os da Apple.
Jobs fará uma falta danada quando a Apple lançar seus novos produtos. Isto é certo. Mas, mais certo ainda é que seu espírito visionário ainda estará em cada um deles, e cada um deles trará em si um pouco de Steve Jobs.