Quando a gente decide partir para o mercado de trabalho, nem sempre sabemos o que vamos encontrar, desde ambientes não propícios ou mesmo pessoas que vão tentar puxar nosso tapete a qualquer custo. Isso é inevitável dentro daquele conceito expresso, de que este mundo funciona com regras e premissas próprias.
Complementando esta ideia, invariavelmente estamos frente a frente com aquilo que mais nos desagrada e como é natural do ser humano, ou nos submetemos ou atacamos, como se fôssemos verdadeiros animais numa selva onde somente o mais forte sobrevive.
Não estamos questionando se este ou aquele ato é o mais correto, mas sim tomarmos por exemplo o caso dos leões. Vocês já perceberam que de todos os predadores naturais, ele é o único animal que encara sua presa frente a frente?

Todos os outros vão na surdina, esperam o momento certo, para depois dar o bote, e por sua vez, as vítimas nem sabem de onde veio a pancada.
Claro que temos que considerar o próprio instinto de sobrevivência, que dita as regras no reino animal em contrapartida com aquela “racionalidade” que é (ou deveria ser) nossa característica.
Um ponto importante nisso tudo é a lembrança de que nem sempre temos que ser amigos íntimos das pessoas para reconhecermos suas capacidades produtivas, e cabe aos gestores e líderes do negócio, reconhecer essas forças e dar o devido prêmio.
Geralmente a gente não fala aqui de assuntos da moda, mas a tragédia ocorrida com o aluno de 10 anos em São Caetano do Sul nos fez pensar sobre as possíveis causas que levaram à sua morte tão prematura.
Com 10 anos, a criança ainda não tem a sabedoria necessária para poder avaliar todas as opções possíveis de qualquer coisa, cabendo aos pais essa responsabilidade de limitar as medidas a fim de cumprirem sua missão de auxiliar no desenvolvimento intelectual do mesmo.
O que se nota, fazendo desde já um aparte, é o distanciamento dessa responsabilidade dos pais, por necessidade ou não, mas deixando a cargo dos avós, ou o caso mais extremo, de babás e dos professores do ensino básico.
Somos controlados e ao mesmo tempo controladores do uso do tempo. Na verdade, com a era da informática o tempo já não possui mais 24h, vivemos em tempo integral, não temos hora para começar e nem para terminar as nossas tarefas cotidianas.

Estamos insaciáveis, ávidos por tudo e por todos, posso assim dizer. Queremos saber as noticias e as temos em tempo real, – que nos autoriza usar o mesmo momento a partir de múltiplos lugares e todos os lugares a partir de um só deles -. Indiferentemente de onde estamos o que acontece do outro lado do mundo está sob as nossas lentes, ou dos ouvidos. Vivemos na tirania da informação.
Mas, o que não percebemos é que devido a essa pressa diante do novo, nos tornamos consumidores de uma informação manipulada, interpretada, formadora de opiniões. O que era para esclarecer confunde. As noticias perderam as suas características, as de informar meramente, pelo contrário, elas tentam nos convencer sobre algo, pessoas, vestimentas e tantas mais.