Quem nunca checou o peso na vida?
Não, não fiquem com medo, pois não se trata do peso corporal humano, mas, de local em Belém do Pará.
Ver-o-Peso é um local que existe desde a época do período colonial. Os moradores de Belém dirigiam-se à área do Igaparé do Pirí para fazer aferição dos produtos que adquiriam. As pessoas iam neste local para o peso dos produtos cobrados para não serem enganados por algum espertalhão. Alias isso não existe no Brasil (sic).
A coisa funcionava mais ou menos assim: uma balança e um funcionário público garantiam a licitude da transação comercial. Desde então, o ato de conferir o peso tornou-se mais substantivo que o objetivo da aferição. E, a língua popular batizou o local. “A onde Vais?” “Ao Ver-o-Peso” era a resposta.
Bom, como bem falado nos posts (Centenário das AD, parte 1 e Centenário das AD, parte 2) passados estou em Belém do Pará, na festa do centenário das igrejas Assembleias de Deus.

Foto da festa, no Estádio do Mangueirão, por BoasNovas.tv
Hoje pela manhã fomos receber os “missionários” suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg na escadinha da estação Docas. O ato foi marcado por simbolismos da igreja que nasceu no Pará e se espalhou por todo território nacional e pelo mundo.
Da estação, os evangélicos saíram em carreata pelas ruas de Belém até o Centro de convenções das Assembleias onde cerca de 20 mil pessoas já aguardavam ansiosamente.
Não precisa nem dizer o caos da cidade.
Falem o que se fale, mas da minha geração (nasci em 1981), ele foi o maior jogador. Ronaldo Nazario de Lima ganhou todos os prêmios possíveis que o futebol lhe havia reservado. Duas Copas do Mundo, sendo a primeira depois de uma fila de 24 anos, sem contar que ninguém conseguiu fazer mais gols.
Quinze minutos, os últimos definitivos de sua carreira dentro das quatro linhas, talvez poderiam ser maiores. Ou menores. Não temos como saber. Isso é irrelevante.
Numa época onde o amor ao esporte foi substituído pelo amor ao dinheiro, é muito ter como recordação lances de jogo, e sobretudo, como em meio a tudo isso o Fenômeno se manteve um homem simples.
Ao contrário de outros, que teimam em querer ser os reis do mundo.
Por que outros jogadores não tiveram a chance de se despedirem da seleção principal? Talvez mereciam a homenagem, é verdade.
Mas esse é o dia dele!