Geralmente, escrevo para as gerações mais novas, mostrando algum aspecto novo dessa geração, a dos nativos digitais, para uma gama de pessoas que nem sempre estão acostumadas com isso, não apenas os mais velhos, mas quem não tem seu cotidiano circulado pelos fatores que a internet ajudou a criar.
Neste momento, enquanto as francesas comemoram sua classificação frente a Inglaterra para as semifinais da Copa do Mundo na Alemanha, sou obrigado a reconhecer que hoje em dia, é através delas que podemos apreciar o verdadeiro futebol, aquele moleque, jogado com bola de meia na rua.
No mundo machista em que vivemos, muitos eram (e ainda são) contrários à nova modalidade; que lugar de mulher não é no campo; que o esporte é muito bruto; e outras alegações. Por isso mesmo que as coisas acontecem com muito mais dificuldade para elas.
Com a falta de dinheiro, que parece sobrar do lado dos homens, as meninas são obrigadas a mostrar serviço, se preocupando muito mais com o que importa, e menos se vão jogar no super time A, B ou C.
Hoje, enquanto os cabras sofrem para fazer gols na Copa América argentina, temos a melhor jogadora do mundo, e outras que teriam vaga garantida na seleção do Mano e só não as tem por um fator biológico, já que talento, há de sobra.
Enquanto os cabras se preocupam com seus contratos e cortes de cabelo, as meninas vencem os jogos, o preconceito, a falta de apoio, e qualquer barreira que (ainda) existe.
Que sirva de exemplo!

Tenho que reconhecer, com o passar dos anos sou muito mais parecido com meus pais do que jamais imaginei. Seja nas manias e costumes, ou mesmo nas frases e exemplos que utilizamos quando estamos com, com o mínimo de oportunidade, adolescentes.
Pegue aquele seriado, My Wife and Kids (no Brasil, Eu, a Patroa e as Crianças) e esqueça tudo. Lá, as atitudes dos pais para com seus filhos são tão irreais quanto aquela nota de R$ 3. Na tela, as decisões do cotidiano são tomadas com a mesma naturalidade de quem acorda pela manhã e toma seu café.