Quando você descobre que sua vida tem data para terminar, qual é sua primeira reação?
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Photo by Furbychan
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Pensando nisso vamos falar sobre dois filmes marcantes sobre o esse tema, a partir de pontos de vistas diferentes, mas que de certa forma, são complementares.
O primeiro, Hanami – Cerejeiras em Flor, mostra um casal alemão típico do interior, que vê sua vida transformada a partir que Trudi Angermeier (Hanellore Elsner) descobre que seu marido Rudi (Elmar Wepper em uma interpretação genial) tem uma doença terminal e está com os dias contados.
Entretanto, ao invés de contar para o marido, decide aproveitar os últimos momentos para viajar ou realizar alguns de seus sonhos, a reunião da família por exemplo. Seria uma estória simples de reconciliação, se nesse caminho, ela morre, deixando seu marido sozinho em meio ao desprezo dos filhos.
É aí que o filme realmente começa para mim, pois ao retornar para sua cidade, Rudi descobre que sua esposa desejou a vida toda conhecer o monte Fuji, no Japão, e como forma de compensar os sonhos da esposa que não pôde realizar, Rudi parte em uma jornada em busca da essência de uma das formas de expressão que sua mulher mais admirava: o butô, uma dança típica oriental baseada nas sombras, e somente assim consegue compreender os sacrifícios que sua mulher havia feito durante toda sua vida, e por amor a ele.
O segundo filme, uma produção japonesa de Hirokazu Kore-eda chamado Depois da Vida (ワンダフルライフ / Wandafuru raifu) mostra um grupo de pessoas que acabou de morrer em um lugar entre o Céu e a Terra, e descobrem que “Paraíso” é na verdade uma memória de suas vidas.
Veja bem, cada um deles deverá escolher uma única lembrança de toda a sua vida, a qual definirá o único sentimento que carregarão consigo para sempre, e a partir daí o simbolismo e a importância de viver a vida com um entusiasmo capaz de proporcionar esse(s) momento(s).
Cheio de significados, e como dito, complementares entre si, esses filmes têm em comum a cultura Japonesa, principalmente aos olhos de sua filosofia budista, que tem como principais conceitos a causalidade dos nossos atos, a não violência e o respeito por todas as formas de vida, ou mesmo a ideia de uma continuidade da consciência e até certo ponto, podem ser vistas mais como um modo de vida do que uma religião propriamente dita (com ressalvas, claro) e que se preocupam em condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a leva-la à paz.
Nas palavras de uma grande amiga do passado: “a vida é simples”.
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Diretor: Doris Dörrie
Elenco: Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Aya Irizuki, Nadja Uhl, Maximilian Brückner, Birgit Minichmayr, Felix Eitner, Floriane Daniel, Celine Tannenberger, Robert Döhlert, Tadashi Endo
Produção: David Groenewold, Patrick Zorer
Roteiro: Doris Dörrie
Fotografia: Hanno Lentz
Trilha Sonora: Claus Bantzer
Duração: 127 min.
Ano: 2008
País: Alemanha/ França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
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Diretor: Hirokazu Kore-eda
Elenco: Arata, Erika Oda, Susumu Terajima, Takashi Naito, Kei Tani, Toru Yuri, Hisako Hara, Akio Yokoyama, Kazuko Shirakawa, Yusuke Iseya, Sayaka Yoshino, Kyoko Kagawa
Produção: Masayuki Akieda, Shiho Sato, Yutaka Shigenobu
Roteiro: Hirokazu Kore-eda
Fotografia: Yutaka Yamazaki
Trilha Sonora: Yasuhiro Kasamatsu
Duração: 118 min.
Ano: 2008
País: Japão
Gênero: Drama
Cor: Colorido
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