Centenário das Assembleias de Deus no Brasil (parte 2)


 
 

No post anterior vimos que a igreja Assembleia de Deus nasceu em Belém no Pará, em 1911, pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. Falei também que elas funcionam como uma associação de pastores, comandadas pelos presidentes em seus ministérios ou igrejas-sede nos Estados brasileiros.

 

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Vamos por parte, o que significam igrejas-sede ou Ministérios?

Um Ministério tem por missão funcionar como um polo único em cada cidade ou estado, para facilitar os trabalhos das Igrejas locais, evitando-se dessa maneira, a invasão de campo – campo no sentido político de poder, posse de espaço religioso e não no sentido geográfico -. Antes desta data surgiam vários Ministérios com diferentes lideranças em uma única cidade ou estados, dificultando os trabalhos dos pastores locais que já estavam instalados, pela invasão de campo.

Dessa forma, a dinâmica dos Ministérios foi se alterando paulatinamente, em primeiro lugar, os Ministérios passam a ter autonomia local, formando verdadeiros clãs – grupo de pessoas unidas por parentesco pela linhagem de descendentes de um ascendente comum. Os pastores presidentes assumem a postura mais voltada para o patriarcalismo, com sistema administrativo episcopal. ”Manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

Assim, os pastores presidentes das igrejas AD dentro de um Ministério trabalham com profissionais capacitados nos diversos cargos que demandam a administração, através de um estatuto arbitrário formalmente correto, se pode criar qualquer direito e alterar opcionalmente o existente. Portanto, acabam funcionando como uma associação de poder por meio de seus pastores, seu corpo administrativo consiste em funcionários nomeados pelo senhor, os súditos como membros dessa associação.

Bom, vamos às convenções.

As igrejas AD desde 1921 trabalham com as Convenções Estaduais (formada por uma associação de pastores e ministros) e a partir de 1930, com o sistema de Convenção Nacional. (os mesmos pastores e ministros associados às Convenções Estaduais são obrigatoriamente associados à Convenção Nacional). A Convenção Nacional é considerada o órgão máximo das AD, mas, ao contrário do que representa é um órgão fraco porque não possui poder deliberativo nas igrejas filiadas a ela.

Sou visual, então nada melhor do que vermos isso por meio de diagramas.

Forma de atuação entre os Ministérios e as Convenções Estaduais.

 

assembleia-deus-ad-convencao-estadual

 

Atualmente existem duas grandes Convenções Nacionais – não vou citar nomes para não ficar acadêmico demais. Uma conta com cerca de sessenta e três (63) Convenções Estaduais e a outra Convenção, com 28 convenções estaduais e 07 convenções internacionais.

Ministérios ligados as Convenções Estaduais/Nacional.

 

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Quanto do poder político está nas mãos dos pastores presidentes?

Pensam que acabou? Ainda existem os Ministérios que não são associados a nenhum tipo de convenções, são autônomos e funcionam isoladamente.

Mas, essa é outra conversa.

Como pesquisadora não podia deixar de assistir a festa do Centenário das Assembleias de Deus e é para lá que viajo no dia 15/06, quando retornar trago algumas fotos e com certeza, as fofocas mais importantes.

Até breve.

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