O PIB per capita brasileiro atual gira em torno de uns R$ 9.100, isso significa que tudo o que o país produz, se fosse para ser dividido igualmente a todas as pessoas, este seria seu salário…
…e não essa merreca que vê na sua conta todo final do mês.
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Mas eu tenho a dica de como melhorar esse valor, segundo a FIESP, aumentando-o em mais de 17%, o que é grande coisa, considerando a inflação atual (em torno de 3% nesse ano). Bastando para isso diminuir aquela bobagem toda chamada burocracia.
Não, não estou falando que a partir de hoje vamos para a casa da mãe Joana e jogar todos os papeis pro alto como o se faz em alguns países vizinhos – e que nosso atual governo tenta, diga-se. Vamos apenas deixar de complicar as coisas, dividindo melhor as tarefas e simplificando os processos em nosso dia a dia.
Burocracia, ao contrário do que se pensa, quando bem tratada, com água e ração abundante, é boa para a sociedade, faz companhia, abana o rabo, e ainda pega seu jornal na porta.
Ela só fica chata quando fica obesa, e acreditem, ela sempre fica, não importa o que você faça.
Nesse caso, resta apenas levar ao médico e administrar alguns remédios, que segundo o estudo, custam para as empresas algo em torno de R$ 46,3 bilhões por ano.
O leitor do vivendocidade, ávido por nossa análise imparcial e criteriosa (mentira) já sabe que desse valor, apenas uns 10% a 15% são de fato problemas relacionados a controle excessivo, e procedimentos mal feitos.
O restante, ou cerca de R$ 40 bilhões são relacionados à burrice das pessoas mesmo.
Segundo Max Weber (1864-1920) e outros, esse controle é relacionado ao poder e às vantagens que se consegue a partir dele, a famosa lei de Gerson, onde a pessoa “gosta de levar vantagem em tudo”, e por isso nós brasileiros temos por definição que fazer as coisas às escondidas, adaptando práticas e coisas do tipo, ao contrário de sermos eficientes, estamos na verdade cavando nosso próprio buraco.
Para poder fiscalizar esse “jeitinho”, o governo acaba criando regras e formulários, que devem ser preenchidos em 5 vias carbonadas, autenticadas e com firma reconhecida, e não esquecer do carimbo do médico.
Será que é imaginar uma mudança nesse quadro é imaginar o impossível? Isso seria Pollyanna demais.
Ou melhor… pensando sobre o ser POLLYANNA, que apesar de não me chamar Pollyanna, eu sou Pollyanna, confesso que sou uma pessoa sonhadora que vê coraçõezinhos em tudo e borboletas voando em volta das flores na janela, confesso que acredito no amor de maneira intensa e incondicional ao ser humano, confesso também que tenho um coração burro e sem vergonha.