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“dois homens entram, um homem sai” já dizia Tina Turner
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Ontem a TV Bandeirantes transmitiu e atingiu parcos 2 pontos no Ibope o debate com os presidenciáveis, ou alguns deles. Dos 9 candidatos estavam presentes apenas José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) (a ordem de citação dos candidatos foi definida através de sorteio).
Particularmente esperava mais daqueles que tencionam governar o país durante 4 anos, prorrogáveis por mais 4. Serra sempre respondia sobre a saúde, independente do assunto. Dilma parecia uma universitária apresentando seu primeiro seminário. Marina, a mais sóbria de todos, perdeu uma ótima oportunidade de ficar calada ao declamar um poema no final do debate e Plínio parecia que estava vivendo em outra época, ou esqueceu de tomar alguns de seus remédios.
Pensei que estava bem certo em quem votar em outubro, mas após esse primeiro debate, me vi em um “mato sem cachorro”. O nível parece bem baixo ou os candidatos ficaram nervosos, ou não foram devidamente preparados para olhar para a câmera.
Analisando bem as respostas, as perguntas, as gaguejadas e alguns erros de português aceitáveis, gostaria de comentar, ou melhor, gostaria de avaliar os candidatos:
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Serra: um homem com tanta experiência administrativa pareceu-me um pouco sem repertório. Possivelmente deve estar incomodado com seu desempenho nas pesquisas.
Dilma: pensei que ela fosse mais descolada. Não disse coisa com coisa e gaguejou muito. Dentre todos me pareceu a mais nervosa. Fico imaginando como teriam sido suas reuniões, já que ela “coordenava a equipe de ministros”.
Marina: o papel de “coitada” que ela fez certamente renderá alguns votos, pois a populaça gosta desse tipo de coisa. No entanto, como explicar para os seus simpatizantes, que tentam mostrar o porquê de votar em Marina Silva, aquele final deprimente que foi a declamação de um poema?
Plínio: Bastante irritado com a ignorada que sofreu por parte dos demais candidatos. Me pareceu fazer apenas o papel da oposição sem noção, que aparentemente não mais habita o cenário político nacional. E querer que “camponeses” o assistissem perto da meia noite foi o sinal de que ele não tomou seus remédios.
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Não sei o que é pior, votar de acordo com a simpatia do candidato ou conhecê-los e desejar ser um eleitor americano, que acorda para votar, só se quiser.
Em raras oportunidades pude ter prazer em assistir aos intervalos comerciais. Em raríssimas oportunidades deixo de assistir a uma partida de futebol. Ontem eu fiz isso. O diagnóstico, espero eu, encontra-se no presente texto.
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sorte minha, eu ter escolhido o meu candidato.pois se eu estivesse indecisa, indecisa permaneceria após um debate assim…:-(