Como nosso colunista hebdomadário conseguiu um dos robôs que sobraram após a gravação do filme Substitutos (Surrogates, 2009), que por sinal sou eu, mais uma vez estamos aqui para analisar as mazelas brasileiras e o cotidiano nacional.
Falando em mazela, é triste ter a certeza de que as decisões só são tomadas por aqui após grandes tragédias, como o Caso Liana Friedenbach, que reacendeu a discussão sobre maioridade penal, e mais recente, o atropelamento de Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães.
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Dessa vez, a discussão é a sobre a possibilidade da instalação de câmeras de vídeo nas viaturas, que serviriam contra a corrupção policial.
A relação entre dois fatos, entretanto, me é muito tênue, já que denúncias de crimes feitos por policiais existem aos montes, não sendo esta a tal da cereja do bolo.
De qualquer forma o atual governador que eu não posso citar o nome (pois ele é candidato à reeleição, e o TRE proíbe) anunciou que os tais equipamentos serão instalados, finalmente posso dizer, já que ele mesmo vetou uma lei da Assembleia Legislativa que determinava a mesma coisa.
Bom, a alegação na época do veto era a falta da informação de onde sairia o dinheiro para pagar esse samba do crioulo doido. Hoje, por sua vez, já sabemos que dos cofres do governo do estado-por-associação-o-seu-bolso.
Enquanto isso, já que ninguém sabe de onde sairá o pão, ao menos já temos o circo, de terça a domingo no Teatro Carlos Gomes, centro carioca.
Interessante também é que os responsáveis pela peça, o grupo teatral “Disse que” é formado por formado por seis PMs e dirigido pelo sargento Sidney Guedes.
Será que ao menos na ficção, a vida termina em final feliz?
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