Devemos falar Esperanto?

Ou melhor, “Ĉu ni devas paroli Esperante?”

Quando a gente pensa em termos mundiais, somos mais de 6 bilhões de pessoas que a todo momento precisam se comunicar, essencialmente conversando entre si, e para isso, utilizamos nossas bases e conhecimento nos mais diversos idiomas, que podem se resumir em pouco mais de 6 mil.

 

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Isso dá, na média, um milhão de pessoas fechadas em círculos únicos incapazes de conhecer o grupo do vizinho, seja no sentido histórico, cultural ou qualquer outro. Claro que se pensarmos nos países que tem o mesmo idioma como oficial, essa conta não é tão exata assim.

Esse problema já foi estudado por muita gente ao longo da história, seja academicamente, com a criação de idiomas “universais”, como o Volapuque do padre alemão Johann Martin Schleyer, ou mesmo de forma impositiva, como o hebreu, grego, latim e atualmente o inglês.

Segundo a pesquisadora Patricia Ryan, o foco neste idioma está impedindo que surjam outras ideias em outros idiomas, e por isso, é possível que em poucos anos, a humanidade entre em uma profunda baixa intelectual.

Quem não se lembra dos avanços no campo da matemática e ciências vieram da ocupação muçulmana na Europa na Idade Média?

Neste sentido, dentre todos os projetos para uma fala comum, o que teve mais sucesso, de longe, foi o Esperanto, do médico polonês Lázaro Luiz Zamenhof, em 1887.

Como língua neutra internacional, este idioma tem em seu DNA a defesa da cultura e união dos povos, que veem nela uma forma de realização de um intercâmbio, desvinculados dos interesses econômicos e impositivos que as outras línguas francas trouxeram ao longo dos anos.

Sendo totalmente regular e com apenas dois casos morfológicos, o Esperanto é de fácil aprendizado (podendo ser aprendido em poucos meses com ou sem auxílio de professor), ao mesmo tempo em que atua como um facilitador para o entendimento de outros idiomas, pois tem em sua origem, as raízes das palavras, a forma como elas são construídas.

No Brasil, por sermos de tradição católica, o estudo do Esperanto ainda é rodeado de preconceitos, uma porque é na natureza das pessoas criticar aquilo que não entendem, outra porque é comumente associada ao espiritismo, já que ambas chegaram por aqui na mesma época (quem sabe, pelas mesmas pessoas).

É praticamente impossível estimular a quantidade exata de pessoas que estudam este idioma, mas algumas estimativas apontam em equivalência à população de Portugal, o que em si é muita coisa.

Em outros textos, vamos detalhar mais aspectos do Esperanto e suas bases, até lá!

4 ideias sobre “Devemos falar Esperanto?

  1. Ciro Gomes de Freitas

    Boa matéria sobre o Esperanto. Parabéns!
    As pessaoas que conhecem o Esperanto ainda que não fale com certeza não criticam, pois compreendem a dimensão do Esperanto como língua univesal neutra. Eu fleizmente a falo há décadas e quanta riqueza sócio-cultural eu construí ao longo da vida através do Esperanto.
    Sugeriro gentileza mencionar em suas matérias sobre o Espranto a “Radio Vatikano”, que difunde o catolicismo ultilizando-se do Esperanto e isso é um coloca uma balança entre espiritismo e catolismo na utilização do Esperanto: são segmentos religiosos de vanguarda e que enchergam longe. Muito obrigado e novamente parabéns!
    Ciro Gomes de Freitas

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  2. Elma do Nascimento

    Mais um bom texto explicativo sobre o uso do Esperanto.
    Sobre a questão religiosa, os católicos deveriam saber que, os primeiros adeptos que tomaram conhecimento do Esperanto, eram cristãos, entre eles, padres catóiicos.

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  3. Visente P. Vernek

    Gratulon pro la simpatia mencio pri Esperanto !

    Pri aplikado de Esperanto en Spiritismo , oni memorigu ke estante neútrala, Esperanto povas esti aplikata en iajn ajn religioj kaj filozofioj .

    IKUE estas katolika internacia unuig’o kiu ekde 1903 publikigas la revuon “ESPERO KATOLIKA” .

    La katolikoj do ankaú ek-lernu Esperanton , almenaú por sciig’i pri siaj aferoj per la dirita revuo .

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  4. Nilson da Cruz Bulhões

    Todo texto “a favor” é sempre recebido com agrado; mas a língua internacional neutra só tem sua representação reconhecida por aqueles que conseguem captar o significado (e com ele se afinar) da essência do esperanto: o homaranismo – a sua “ideia interna” – que está muito acima de qualquer crença religiosa (até porque existem grupos de esperantistas ateus!). Penso que a divulgação disso – o sentimento “homarano” – seja a tarefa principal dos esperantistas, para que as pessoas se convençam de que não se trata apenas de “mais uma língua” a ser aprendida. Isto beira a utopia, porque há pré-requisitos: baixo nível de egoísmo e um nível razoável de politização, por exemplo, são dois deles.
    Salutojn!
    Nilson da Cruz Bulhões

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