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Do lado de cá do hemisfério ocidental sul, a maioria dos meios de comunicação estão repercutindo o relatório do Instituto Nacional do Câncer, que afirma a quantidade de fumantes no Brasil ter diminuído pela metade nos últimos anos.
Com toda a certeza, é um ponto a favor no combate ao tabagismo.
Entretanto ainda não estamos na situação ideal, visto que não se trata de uma questão apenas do fumante ter a vontade de parar, mas também aceitar a tese de que seu hábito é prejudicial para as pessoas que estiverem com ele.
Bom, vocês já devem ter notado que eu não sou fumante, não é?
Outro dia mesmo, um grupo de pessoas conversando sobre a lei antifumo (Lei Estadual 13.541 de 07 de maio de 2009, que proíbe cigarros em ambientes fechados de uso coletivo), e entre críticas e impropérios, consegui filtrar mais ou menos o seguinte diálogo:
“-Eu acho uma sacanagem essa lei contra o cigarro, porque se eu quiser fumar, o problema é meu”
“-Se eu quiser até pular na frente de um carro, ou de um prédio, ninguém tem nada a ver com isso”
E coisas parecidas.
O que as pessoas não entendem, e nesse ponto o Estado deveria conversar mais com a população, segundo as regras do jogo, o governo tem a obrigação de preservar a vida das pessoas. Na prática significa que tanto pode ser acusado de omissão se não agir em defesa da vida, assim como o mesmo pode acontecer a todos os funcionários e servidores públicos da administração direta e indireta.
Por isso mesmo a existência da lei, que atua contra o lugar, e não contra a pessoa. Há mais de um ano, os fiscais têm andado por aí autuando os donos de bares e restaurantes que permitirem o cigarro lá dentro.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, que de fato aconteceu no último domingo, é um mérito para nós, que precisamos de ações educativas com o objetivo de nos conscientizar dos riscos e malefícios do fumo e os efeitos negativos dos cigarros e os derivados do tabaco.
Pare de fumar já! Com 99,7% de adesão e aprovação, nós não podemos estar enganados.
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Se o cara quer fumar e apodrecer o pulmão dele azar o dele. O que o povo precisa entender é que ninguém mais precisa pagar pela podridão do pulmão dos outros, quem não fuma não é obrigado a ficar respirando fumaça alheia. Quer morrer de câncer, morre sozinho!