Para nós ratos de bibliotecas e traças de livros, começa hoje a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Muito mais do que um evento, uma exposição de livros, editoras e seu público, o evento busca levar o hábito da leitura a uma parcela cada vez maior de leitores. Isso porque em regra geral o brasileiro só lê quando é obrigado, e mesmo assim um resumo e não é capaz de entender perfeitamente o conteúdo.
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Tirando esse lado chato, também vamos discutir esse ano sobre os livros eletrônicos, e como o mercado editorial está se transformando frente à esses novos desafios.
Mesmo sendo um leitor compulsivo, até ter saído na Globo por isso, nunca vou deixar de apreciar a leitura em papel.
Todas as pessoas, em maior ou menor quantidade, possuem sua coleção de livros, seu tesouro para consultas esporádicas, ou mesmo a “Biblioteca Presidencial Arnold Schwarzenegger”, como o Alexandre Carvalho, na foto aí em cima.
Por isso, pensei em algumas dicas simples para todos que vão curtir os 350 expositores em mais de 900 selos editoriais:
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Todos os anos, diversos autores aparecem no mercado, como é o caso do paulistano André Vianco ou do carioca Eduardo Spohr, e infelizmente o mercado de livros é um negócio, que tem que dar lucro necessariamente. Muitos desses autores não são divulgados, e seus livros ficam lá nas prateleiras mais afastadas longe dos nossos olhos.
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Fora do lugar comum, dos romances e da ficção, é possível encontrar bom material em temas menos apreciados. Que sabe não consegue tirar uma boa informação daquele livro sobre engenharia aeronáutica?
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Na verdade, é um complemento do item anterior, uma vez que no meio desse material desconhecido, pode existir aquele livro de capa feia, fora de tamanho e que te mostrará algo na qual estava procurando por todo esse tempo?
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Não precisa procurar muito, já que muitos deles estarão por lá, seja lançando seus livros ou mesmo passeando sem um objetivo. Conhecer essas pessoas, entender como funciona seu processo criativo, tirar aquela dúvida, ou mesmo ser corrigido como eu fui pelo autor Sérsi Bardari, sobre a pronúncia do nome da personagem do livro “A Maldição do Tesouro do Faraó”.
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Leitura, por definição, é uma experiência, e não uma atividade. Por isso, quem lê vive algo, e porque não compartilharmos nossas vidas com o máximo de pessoas possível? O professor muitas vezes aprende mais que o aluno, pense nisso.
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A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo começa hoje, para profissionais do setor, e amanhã, sexta-feira 13, para o público em geral e vai até o dia 22 de agosto, das 10h as 22h.
No Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
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