Distúrbio de Déficit de Atenção


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A cada dia, as pessoas são literalmente bombardeadas por um sem número de informações, e são obrigadas a realizar suas tarefas em meio a tantas ferramentas, que teimo em afirmar que se não somos todos deficitários de atenção, nossos filhos certamente serão.

Para quem não sabe, ou sabe pouco, o Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) é uma síndrome de conduta, podendo ser com ou sem hiperatividade ao mesmo tempo em que há uma falta de concentração (para resumir) severa.

Problemas genéticos e sociais estão listados como causas principais, agindo como desencadeadores ambientais. A ansiedade, frustração, depressão ou criação imprópria também podem levar ao comportamento hiper ou hipoativo, dependendo do grau e intensidade.

Entretanto, o mundo moderno (e porque não digital) nos propicia uma gama enorme de atrativos e fontes, com as quais temos que nos adaptar e produzir esforços se quisermos fazer parte de um meio, que pode ser o escolar (pesquisas e trabalhos cada vez mais complexos), o profissional (relatórios, análises, ou laudos), e mesmo o cotidiano (onde quem sabe ou possui, está na moda).

Nestes casos, não só eu, mas outros estudiosos, já utilizam uma nova classificação, chamada Complexo (ou síndrome) da Atenção Excessiva.

E quais são as características desse complexo? Podemos citar várias, mas as principais (ao menos as que acontecem comigo) são:

1) Dificuldade para se concentrar e manter o foco em algo por muito tempo;
2) Distúrbios de sono, posturais e alimentação;
3) Estresse ou irritabilidade;
4) Variações no humor, indo da euforia à apatia, etc.

E é fácil perceber se a pessoa tem predisposição para ter (ou sofrer?) dessa nova síndrome:

Você se pega usando o computador, ao mesmo tempo em que vê TV e conversa no MSN?
Possui ou utiliza mais de um telefone ao mesmo tempo?
Enquanto está conversando com alguém, pensa em outro assunto enquanto observa aquela loira de vermelho do outro lado da rua?
Essa é para universitários, mas você escreve sem olhar para o papel, e com uma letra horrível?
Tem, ou acha que tem, algum tipo de dislexia?

Enfim, vários costumes que cada vez mais fazemos sem ao menos notar. Ou vai dizer que nunca se impressionou que seu sobrinho de 5 ou 6 anos programa no computador melhor que você?

Para combatermos a Atenção Excessiva, a única solução é pisarmos no freio, literalmente.

Ao tentar levar uma vida com mais calma, não cuidamos só da nossa mente, mas também nos tornamos mais produtivos e focados, pois conseguimos nos concentrar naquilo que é realmente importante.

Por que não viver à velocidade certa, desfrutando e aproveitando cada instante em meio à turbulência de tarefas e obrigações. É isso que a filosofia Slow Movement (movimento devagar, em tradução literal) apresenta.

O livro “Devagar – Como um movimento mundial está desafiando a cultura da velocidade (Ed Record)” do jornalista escocês, Jean Carl Honoré, mostra justamente isso, como fazer tudo melhor e aproveitar mais, encontrando assim um equilíbrio entre: momentos de velocidade, momentos de vagareza e momentos em que você está completamente parado.

“Viver devagar significa fazer tudo melhor e aproveitar mais. Você é mais saudável porque seu corpo tem tempo para descansar, mais produtivo no trabalho porque está relaxado, concentrado e mais criativo. E seus relacionamentos são mais fortes porque você pode dedicar sua completa atenção para as pessoas”, defende Honoré.

UPDATE: Palestra com o criador da filosofia slow movement

O autor do livro que prega uma mudança no ritmo de vida atual

No dia 29 de novembro, o escritor e jornalista Carl Honoré, idealizador do “slow movement” e autor do best-seller “Devagar – Como um movimento mundial está desafiando a cultura da velocidade” (Ed Record), vem para São Paulo dar uma palestra sobre seu novo livro, “Sob pressão”. Nele, o escocês reflete sobre como essa nova geração, que cresce num mundo cada vez mais competitivo, sofre com a pressão de ser o melhor e porque os pais, preocupados com o desempenho dos filhos, acabam impondo a eles uma agenda repleta de compromissos –algo que contradiz completamente o movimento slow, que preconiza que façamos menos coisas, mas com mais qualidade.

Quem se interessar, pode pegar informações sobre a palestra (gratuita) pelo telefone (11) 3873-6696.

Vale tentar?

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