Ensinar é aprender


Sala 117, por Thiago Fonseca

 

Sou de uma época que para fazer o ensino médio, ou como chamávamos, segundo grau, antes era preciso fazer uma avaliação, o famigerado vestibulinho, que tinha por objetivo dar acesso aos cursos técnicos profissionalizantes.

 

Sim, adolescentes podiam aprender uma profissão e colocar em prática nas empresas, como aprendizes.

Esse sistema Fatec-Etec, a meu ver, funcionou bem nos últimos anos do século passado, quando os jovens e alunos em geral conseguiam completar os oito anos do ciclo básico e chegavam ao segundo grau buscando algum tipo de conhecimento, e não o certificado.

Casos como o do vestido rosa da Geisy e Uniban, mesmo sendo um passo à frente do ensino médio, só me fazem acreditar que abrir novas escolas, como os governos gostam de dizer, não é dar acesso à educação, pelo contrário.

Não é um prédio bonito e super moderno, como os CEU de São Paulo ou os CIEP cariocas (que são a mesma coisa), que vai garantir que a criança aprenda o necessário e fundamental no campo das Ciências, das Línguas, da Lógica e das Sociedades.

Vejam essa tabela de alfabetização nos países de língua portuguesa:

 

País

Taxa de Alfabetização

Portugal

93,3%

Macau

91,3%

Brasil

88,6%

Guiné Equatorial

87,0%

São Tomé e Príncipe

84,9%

Cabo Verde

76,6%

Angola

67,4%

Timor-Leste

58,6%

Moçambique

47,8%

Guiné-Bissau

42,4%

Fonte: Indexmundi.com

 

Exceto Portugal, o segundo posto na lista é ocupado por uma região administrativa não independente, que possui cerca de 90 escolas de ensino não superior servindo a cerca de 550 mil habitantes (2007).

Ou seja, antes de abrirmos escolas em todas as esquinas, temos que nos preocupar em ensinar direito naquelas que já existem, sendo que para isto, a motivação dos professores deve ser levada em conta.

Ou seja, não existem motivos para não melhorar, exceto falta de vontade.

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