Você está passeando na rua, vê algumas vitrines, coisas legais em oferta, mas antes de entrar na loja em questão, saca seu smartphone ou procura uma lan house, navega em fóruns e sites especializados, google wave, blogs temáticos e listas de discussão, etc.
Depois de alguns minutos, decide não comprar o produto, recolhe suas coisas e continua seu passeio. Acho que um café iria bem agora…
Essa cena bem que poderia ser parte da ficção, mas já é realidade para 92% das pessoas, que tomaram o hábito de sempre recorrer à internet antes de realizar suas comprar.
Para entendermos esse fenômeno de comportamento, temos que retornar alguns anos no tempo, para a época pré-bolha da internet, lá no final do século passado, na idade da pedra.
A ação de compra era quase totalmente focada a partir da necessidade da pessoa em relação à publicidade aplicada, o que geralmente fazia com que comprássemos algo que nem sempre era o mais útil, ou mesmo estávamos precisando naquele momento.
Era a época da compra por impulso.
Com o conceito de relevância, base que formou a Google, as pessoas começaram a dar valor ao conhecimento agregado que outros consumidores davam para esse mesmo produto ou serviço.
Sim, isso sempre existiu, mas não em escala global até então.
Imagine um banco de dados onde todos escrevessem suas experiências sobre os produtos, e este banco de dados fosse acessado por milhares de outras pessoas, buscando referência das reais funções/benefícios que eles oferecem.
A publicidade aqui agoniza.
A seleção natural cuidaria de retirar opiniões fora de pauta e até mesmo as exageradamente positivas (feitas pelas próprias empresas como forma de burlar o processo).
Isso é uma realidade, os fóruns estão aí, os especialistas também. Escrevemos hoje milhares de reviews, tutoriais, como fazer, traduzimos manuais e muitas outras atividades, que em sua maioria circulam livremente pela rede, esperando para serem lidos.
O consumidor de hoje, é antes de tudo, um centro completo de informações, e as relações entre si são em níveis cerebrais.
É a era das redes neurais!
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