“Faxina” na Câmara Municipal de São Paulo
Essa semana recebemos uma boa notícia: 13 vereadores tiveram seus mandatos cassados e parece que mais 17 ainda podem ser nos próximos dias.
De lá pra cá já ouvi várias opiniões a respeito do que aconteceu. Desde aqueles que consideram que foram poucos (eu, inclusive) até aqueles que acham que a culpa foi de quem fez a doação de forma irregular. Ah sim, o motivo para a cassação foram irregularidades no dinheiro
doado.
Eu não concordo em culpar o doador, por dois motivos. Preocupado com a lisura do processo eleitoral, o candidato precisa tratar com seriedade desta parte tão fundamental para sua campanha.
Ou contrata um auditor/contador ou faz o trabalho ele mesmo. E o segundo motivo faz parte da tradição: alguns nomes ali são velhos conhecidos da população paulistana. Não sei o que ainda estão fazendo no cenário político (culpa nossa!) e já estava na hora de alguém fazer alguma coisa.
Mas como todas as coisas devem ser justas, os vereadores cassados podem recorrer (podiam até ontem) e vamos ver se no fim das contas alguém realmente vai ficar sem seu cargo.
Como fato curioso podemos citar o do vereador cassado Wadih Mutran (PP). Ele reclamou de não ter recebido nem sequer uma ligação de apoio de Paulo Maluf. Só Celso Pitta ligou. Ele deveria mesmo era agradecer por ter sido esquecido.
Agora, diga você, caro Leitor: com amigos desse naipe
, será que o lugar do sr. Mutran é mesmo na Câmara de Vereadores ou em uma “sala” 4×4?
Alexandre Carvalho, 34 anos, Biólogo em formação, crítico e jornalista amador, é editor do Cotidiano Nacional e escreve às sextas-feiras para o Vivendocidade.
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