O projeto de iniciativa popular, que trata das candidaturas de políticos com ficha suja, como a maioria sabe, está sendo empurrado com a barriga pelos nossos congressistas, e provavelmente (se aprovado), só passará a valer de fato a partir das próximas eleições municipais, em 2012. Isso se o mundo não acabar antes.
Nós já falamos um pouco deste projeto no Cotidiano Nacional, que você pode ler no artigo “Campanha Ficha Limpa“.
Um ponto que faltou no texto, ao menos pra mim, era o nome das pessoas as quais o projeto especialmente trata. Afinal de contas, muito se fala, mas sem ter uma “cara”, os bois continuam pastando na fazenda.
Até hoje!
De maneira totalmente silencionsa e colaborativa, foi criada uma página com os nomes de todas as pessoas envolvidas em escândalos, esquemas, propinas, dólares na cueca, nas meias e afins, chamada Lista Suja.
No momento em que este artigo é escrito, conta com 155 nomes, de praticamente todos os estados da federação, e tendência de só aumentar, à medida em que a página entra em conhecimento público.
Como contribuição ao projeto, até porque praticamente todos os nomes que eu sei de memória já estão lá, decidimos fazer alguns gráficos e análises estatísticas:
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Como podemos notar, a corrupção se localiza em lugares com maior riqueza e arrecadação. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais juntos, são respectivamente, primeiro, segundo e terceiro colocado em riqueza, correspondendo a cerca de R$ 1,5 bilhão de reais ou 54% do total nacional (IBGE, 2009).
É interessante notar, até mesmo pelas taxas de urbanização, alfabetização, e qualquer outra relacionada à ensino, comparada com índices de cultura, lazer e tudo isso junto, é de se supor que estes estados teriam os eleitores de maior capacidade intelectual, já que acho difícil um político comprar o voto com um “pé de sapato antes, e o outro somente depois de eleito”.
Por outro lado, temos no sudeste as eleições mais difíceis do país, dada a quantidade de candidatos disputando algumas das vagas. E é no legislativo que o cinto aperta, pois nós sabemos que os 30 minutos obrigatórios em rádio e TV não são capazes de apresentar ideias e propostas coerentes. Em outras palavras, são candidatos 3×4, já que a maioria só tem tempo de mostrar a fuça, dizer o nome e o número.
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Ao contrário do que nosso imaginário popular pode afirmar, não são os partidos de aluguel os maiores envolvidos em escândalos e afins, mas sim aqueles tidos como sérios (não ria). Os campeões nesta categoria são o Partido Progressista, Partido do Movimento Democrático Brasileiro, e Partido Liberal, somando cerca de metade dos crimes até agora.
Só podemos ter duas conclusões a respeito disso: 1) o tamanho do partido é um influenciador direto nos escândalos, pois por conseguirem mais votos, acabam elegendo mais, dando a chance dos políticos chulé fazerem o que fazem; 2) os partidos nanicos, e legendas de aluguel são apenas viagens ideológicas de seus fundadores, geralmente dissidentes de outros partidos maiores, brigas internas e afins. Não sabe brincar, não desce pro play!
OBS: se você é uma pessoa esperta, notou que o gráfico lista partidos que não existem mais, como PFL e PL. O motivo disso é porque ela quantifica os políticos na época em que estiveram em seus cargos, etc.
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Eu já sabia! Eu já sabia! Eu já sabia! Confirmando nossa análise acima, o modelo eleitoral para o Legislativo é falho. Tanto por ser ao mesmo tempo da eleição de Presidente, Governadores e Prefeitos, tanto pela quantidade de candidatos.
Tudo bem que a democracia prega eleições universais e blá blá blá, mas a soma desses fatores faz com que o eleitor (como vimos, não o médio, mas sim o doutor) escolhe qualquer um. Mal sabe quem foi eleito e muito menos acompanha o trabalho dele. Como escravo, digo mesário, eu mesmo já perdi a conta de quantos eleitores pegaram santinho daqueles que os partidos jogam na frente das escolas para votar.
Sim, santinhos são proibidos segundo a lei eleitoral, mas quem já viu fiscalização e/ou punição para isso?
Ah sim, para registro, 90% dos casos são nas Câmaras de Deputados Estaduais, ou mesmo na Federal. O estudo não analisa Câmaras Municipais, aí o percentual seria de 120%
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(essa é para colar no trabalho escolar)
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Está mais do que claro o descaso da população com o sistema político brasileiro. Da mesma forma, quem é eleito para cumprir o serviço público age em sua maioria em causas próprias. Um finge que vota, e o outro finge que trabalha.
Parte desse desencanto se dá pela impunidade e até mesmo, facilidade com o que acusados de corrupção são absolvidos pela justiça. Como se para ser um político no Brasil, antes é preciso emitir a carteirinha do sindicato do crime.
De quem é a culpa? Poderia dizer que é nossa, como de fato é, mas seria repetitivo. Você já sabe disso.
E não deixe de contribuir para a Lista de Políticos Corruptos, clicando aqui.
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Caro amigo é uma pena que este post não será publicado na primeira pagina dos grandes jornais. Mas, muito bom e publicado na hora certa. Será que não dá para repetir mais vezes este post?
Abs